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A Reag Investimentos confirmou que ultrapassou voluntariamente o patamar que aciona a poison pill na companhia e fará uma oferta pública de aquisição dos papéis NINJ3
Quem achava que a assembleia na qual será votada uma controversa proposta de redução de capital milionária seria o evento do mês na GetNinjas (NINJ3) estava enganado: os investidores da companhia serão alvos de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) em breve.
A Reag Investimentos, maior acionista individual da companhia, informou que ultrapassou voluntariamente 25% do capital da companhia e prepara uma OPA para adquirir as demais ações NINJ3.
Vale destacar que o patamar aciona a poison pill na GetNinjas, dispositivo presente no estatuto que determina que investidores que alcancem esse nível de participação devem obrigatoriamente fazer uma OPA para todos os outros acionistas.
Segundo a Reag, a fatia de 25% era visada para que a gestora tenha "influência na administração da companhia" e possa submeter à análise do conselho de administração e dos demais acionistas a sua "visão sobre os negócios da Getninjas, bem como oportunidades de aquisição de negócios".
A resposta da gestora confirmando a preparação de uma oferta vem a público no mesmo dia em que a GetNinjas questionou a empresa e outras duas gestoras sobre as últimas movimentações acionárias na empresa.
Em fato relevante enviado mais cedo à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira (11), a administração perguntou se a Reag, a ARC Capital e WHG estariam agindo em conjunto para aumentar a participação, e, consequentemente, o poder de influência sobre as decisões da companhia — incluindo na assembleia que votará a redução de capital, proposta que já foi rechaçada pela Reag.
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O documento solicitava esclarecimentos sobre eventual caracterização de um “grupo de acionistas” para os efeitos do disposto na cláusula de poison pill da companhia.
Vale destacar que o fato relevante foi arquivado menos de uma hora após a GetNinjas informar que a ARC Capital comunicou que o fundo ARC Master Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado, ou Fundo Master, atingiu uma participação de 9,84% na companhia.
A administração relembrou que um dos cotistas minoriários do Fundo Master, o Fundo Artic, que é gerido pela WHG detém 7,87% das ações NINJ3. Somadas, as participações totalizam 17,71% do capital social.
No comunicado enviado à GetNinjas, a Reag afirmou que "não possui e não executou qualquer acordo ou contrato com outros acionistas da companhia".
A gestora também informou que enviará ao conselho de administração da empresa uma proposta de convocação de uma assembleia para discutir a destituição do atual conselho e a eleição de novos membros para o órgão responsável pelas principais deliberações e decisões estratégicas da companhia.
A GetNinjas já vinha enfrentando discussões sobre uma polêmica proposta de redução do capital de R$ 223,5 milhões, que tem que ser aprovada por acionistas em assembleia.
Se aprovada, a operação vai colocaria o equivalente a R$ 4,40 por ação no bolso dos acionistas. O problema é que nem todos entendem que essa é uma boa opção para a companhia.
A justificativa para a redução é que o conselho da GetNinjas considera o capital que possui atualmente excessivo. Em outras palavras, é como se a empresa reconhecesse que não tem o que fazer com o dinheiro. A companhia contava com R$ 270 milhões em caixa no fim do segundo trimestre.
Recentemente, o CEO e fundador da empresa, Eduardo L’Hotellier, já decidiu se preparar para a batalha na assembleia de acionistas q comprou mais ações, passando a deter 20,14% do capital da empresa que conecta clientes e prestadores de serviços.
A gestora Reag já vinha se colocando contrária à redução e decidiu montar uma posição no GetNinjas.
A operação causou surpresa porque a empresa captou esses recursos dos investidores em uma oferta pública inicial de ações (IPO) há pouco mais de dois anos. O problema é que, de lá para cá, as ações do GetNinjas (NINJ3) amargam uma queda de quase 80% na B3.
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