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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

À LUZ DOS PROVENTOS

É o fim dos dividendos robustos das elétricas? Saiba o que esperar dos proventos da Taesa (TAEE11) e outras duas empresas do setor

Na visão da XP, novas oportunidades devem se abrir no segmento de transmissão de energia, mas estas três empresas não devem se beneficiar tanto assim; entenda

Camille Lima
Camille Lima
5 de setembro de 2023
14:02 - atualizado às 11:56
Taesa TAEE11 dividendos
Imagem: Canva/Montagem

Há quem se preocupe que a era das “vacas leiteiras” das empresas de energia possa estar em perigo, especialmente no caso da Taesa (TAEE11). Mas, para a XP Investimentos, as queridinhas dos investidores com foco em dividendos devem continuar entregando proventos polpudos aos acionistas nos próximos anos.

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Na visão da corretora, a Taesa, a Cteep (TRPL4) e a Alupar (ALUP11) devem permanecer no radar dos investidores devido aos altos níveis de remuneração.

Mas, ainda que os analistas projetem um cenário positivo para energia, os papéis não são os favoritos da XP no setor. A corretora tem recomendação neutra para as ações e prevê ganhos limitados para os papéis.

Os analistas fixaram o preço-alvo das units da Taesa (TAEE11) para o próximo ano em R$ 38 por ativo, equivalente a um potencial de alta de 9% em relação ao último fechamento. 

Enquanto isso, o valor considerado justo para as units da Alupar (ALUP11) ficou em R$ 33 por papel, em uma valorização potencial de 14,1%. 

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Já para Cteep (TRPL4), o preço fixado para 2024 foi de R$ 26 por ação TRPL4, implicando em um crescimento potencial de até 4,9%.

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Em outras palavras, as empresas podem até garantir um dinheiro pingando na conta do investidor via dividendos, mas não têm grandes perspectivas para quem busca ganho de capital na bolsa.

A Taesa (TAEE11) vai manter os dividendos fartos?

Os analistas projetam que o lucro líquido da Taesa se mantenha nos níveis atuais pelos próximos cinco anos, o que deve estabilizar os dividendos no patamar atual até 2028. 

Vale lembrar que o lucro líquido da empresa despencou 60% no segundo trimestre deste ano em relação a 2022. Já em relação aos dividendos, a companhia de transmissão distribuiu R$ 313 milhões aos acionistas relativos aos resultados do primeiro trimestre deste ano.

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Para a XP, enquanto a Taesa deve estabilizar os dividendos nos próximos anos, a Alupar e a Cteep devem apresentar proventos mais elevados no longo prazo. 

Isso porque os analistas projetam um crescimento mais acelerado dos resultados das empresas.

“Todas elas têm posições de caixa suficientemente robustas para suportar investimentos e dividendos”, escreveu a corretora, em nota.

Oportunidades, mas não para o trio de energia

Nas projeções da XP, o segmento de transmissão de energia deve permanecer em crescimento e abrir oportunidades relevantes.

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A expansão deve ser impulsionada pela “necessidade da rede de dar suporte à capacidade de energia renovável em expansão”, de acordo com a corretora.

“A crescente demanda da rede interconectada por capacidade adicional, especialmente na região Nordeste, onde a nova capacidade de energia renovável está sendo desenvolvida, representa uma oportunidade significativa”, afirmam os analistas.

Porém, na visão da XP, a Taesa (TAEE11), a Cteep (TRPL4) e a Alupar (ALUP11) não devem se beneficiar tanto das oportunidades de expansão.

O principal motivo é a concorrência acirrada no segmento de transmissão. Isso porque a corretora prevê a entrada de players de outras áreas do setor de energia, como distribuição e geração, neste segmento.

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Apesar de não conseguir surfar por completo a onda de oportunidades, as empresas com ativos mais antigos, como é o caso da Cteep, devem se beneficiar de investimentos substanciais em reforços e melhorias, segundo o relatório.

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