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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

NOVO CLIENTE

Embraer (EMBR3) vence disputa e se torna a nova fornecedora de jatos militares da Coreia do Sul; ação sobe na B3

Com o negócio, o país se torna a primeira nação da Ásia e o sétimo do mundo a adquirir os jatos C-390 Millenium da Embraer

Camille Lima
Camille Lima
4 de dezembro de 2023
11:12
Embraer (EMBR3)
Embraer (EMBR3) - Imagem: Divulgação

Mais um nome de peso internacional integrará a lista de clientes da Embraer (EMBR3). A Coreia do Sul escolheu a aeronave da companhia brasileira para integrar a Força Aérea da República da Coreia (ROKAF).

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A companhia venceu o processo de licitação pública para fornecer as aeronaves de transporte militar C-390 Millenium ao programa, de acordo com a Administração de Programas de Aquisição de Defesa da Coreia do Sul. Empresas como a Airbus e a Lockheed Martin estavam na disputa.

Com isso, o país se torna a primeira nação da Ásia a adquirir os jatos C-390 da Embraer. O acordo não revela quantas aeronaves serão configuradas aos requisitos específicos da ROKAF e fornecidas ao país.

O negócio animou os investidores nesta segunda-feira (4). A ação da Embraer era uma das únicas a operar no campo positivo da bolsa brasileira depois do anúncio. Por volta das 10h53, os papéis EMBR3 subiam 0,61%, negociados a R$ 22,98. No ano, as ações acumulam alta de 63%.

Os detalhes do negócio da Embraer (EMBR3)

O valor do negócio da Embraer (EMBR3) com a Coreia do Sul também não foi anunciado. De acordo com a companhia, o montante será revelado apenas na divulgação da carteira de pedidos da empresa do quarto trimestre de 2023.

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Além dos jatos, o contrato estipula que a Embraer está responsável pela prestação de serviços e suporte, como treinamento, equipamentos de apoio em solo e peças de reposição.

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A companhia também oferecerá um pacote de cooperação com entidades locais, com fabricação de uma quantidade significativa de peças do C-390 por empresas parceiras coreanas, além do desenvolvimento de um fornecedor local de MRO (Manutenção, Reparo e Revisão, em português).

“Esta é uma nova era nas relações Brasil-Coreia do Sul. Estamos comprometidos em aumentar as capacidades das indústrias aeroespacial e de defesa locais em conjunto com nossos parceiros coreanos”, afirmou Bosco da Costa Jr, presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, em nota.

Outros clientes da Embraer (EMBR3)

O C-390 Millennium é a aeronave de transporte tático militar mais moderna da Embraer. Ela consegue transportar 26 toneladas de carga — acima do patamar de outras aeronaves militares de carga de médio porte, além de voar mais rápido e mais longe que jatos rivais.

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Além disso, o C-390 requer menos manutenção quando comparado a outras aeronaves, resultando em maior disponibilidade e custos mais baixos ao longo de seu ciclo de operações.

Ainda que esteja estreando em solo asiático, o C-390 Millenium já é conhecido mundo afora. Afinal, além da Coreia do Sul, outros seis países firmaram negócio para adquirir os jatos militares da Embraer (EMBR3).

Até o momento, o Brasil, Portugal, Hungria, Holanda, Áustria e a República Tcheca fecharam a aquisição da aeronave para operações de defesa.

Em terras tupiniquins, o jato C-390 entrou em operação com a Força Aérea Brasileira em 2019. A frota atual é composta por seis aeronaves.

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O que dizem os analistas sobre o negócio

Na visão dos analistas do JP Morgan, o negócio com a Coreia do Sul é positivo para as ações da Embraer (EMBR3).

O JP Morgan possui recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 28 por ativo. Isso implica em um potencial de valorização de 22,5% em relação ao último fechamento das ações, de R$ 22,84.

De acordo com relatório, a operação com o país asiático reforça a tese do banco norte-americano de que as reservas de pedidos e receitas com defesa devem continuar em crescimento nos próximos anos.

Ainda que os detalhes do acordo não tenham sido revelados, como o número de aeronaves encomendadas ou o valor da parceria, os analistas acreditam que a Embraer deve fornecer em torno de dois ou três jatos à ROKAF.

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“Supondo que o pedido seja de 3 aeronaves a um preço médio de US$ 140 milhões, a carteira de pedidos de defesa da Embraer agora é de US$ 4,2 bilhões, incluindo o pedido da Holanda, Áustria e República Tcheca”, escreveram os analistas.

“O aumento da carteira de pedidos é um bom presságio para a nossa expectativa de melhoria de margem no segmento durante os próximos anos.”

Nas projeções do banco, a carteira da Embraer (EMBR3) ainda poderá alcançar o patamar de US$ 17 bilhões.

Essa estimativa implica que a Embraer seja bem sucedida com as negociações na Índia, que inclui um pedido de 60 aeronaves, na Arábia Saudita, com encomenda de 30 jatos, e na Suécia, com 2 aparelhos.

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