O número do IPCA de julho que mantém a chance de um corte maior da Selic no radar do Banco Central
Mercado financeiro reage positivamente à desaceleração da alta dos preços dos serviços subjacentes no IPCA de julho

O IPCA de julho subiu um pouco mais do que se esperava. Mesmo assim, a reação do mercado financeiro é positiva nesta sexta-feira (11).
O Ibovespa abriu em alta, o dólar recua e as taxas dos juros projetados caem por toda a curva a termo. Também ganha força no mercado a percepção de que o Banco Central (BC) pode aprofundar o ritmo do ciclo de cortes na taxa Selic, iniciado em agosto.
Em um primeiro momento, a divulgação do número cheio causou alguma apreensão. Isso porque a inflação oficial veio no topo das projeções.
Recapitulando, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,12% na passagem de junho para julho e acelerou de 3,16% para 3,99% no acumulado em 12 meses.
A mediana da expectativa dos analistas era de alta de 0,6% na leitura mensal e de 3,93% na comparação com julho de 2022.
O maior impacto veio do aumento do preço da gasolina, já esperado por causa da volta da cobrança do PIS/Cofins sobre os combustíveis.
Leia Também
VEJA TAMBÉM — Pensão alimentícia: valor estabelecido é injusto! O que preciso para provar isso na justiça? Veja em A Dinheirista
Por que então o mercado reagiu positivamente ao IPCA?
A abertura do dado rapidamente desfez qualquer má impressão inicial em relação ao IPCA de julho. Alguns dos componentes mais preocupantes do índice mostraram desaceleração.
O BC e o mercado financeiro como um todo estavam especialmente de olho na inflação dos serviços. E a alta desses preços desacelerou mais do que se esperava.
A inflação de serviços passou de 0,62% em junho para 0,25% em julho. Já a de serviços subjacentes caiu de 0,67% para 0,20% no mesmo intervalo.
Analistas esperavam altas de 0,33% para o primeiro e de 0,31% para o segundo, de acordo com o serviço de notícias em tempo real Broadcast.
Foi o suficiente para animar o mercado.
“A inflação tanto de serviços quanto dos serviços subjacentes foi bastante baixa para o histórico do período, o que é uma boa notícia e melhora nossa perspectiva para a desinflação no segmento”, disse Rafael Costa, economista da BGC Liquidez.
IPCA de julho reforça apostas em corte de 75 pontos-base na taxa Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) realizou no início de agosto de 2023 seu primeiro corte na taxa básica de juro desde 2020.
A taxa Selic encontrava-se em 13,75% ao ano desde agosto de 2022. Com o corte, ela caiu para 13,25%.
Além de ter iniciado o ciclo de alívio nos juros com um corte mais acentuado do que se esperava, o Copom antecipou na ata de seu último encontro a intenção de promover uma nova redução de 50 pontos-base na taxa Selic em setembro.
No entanto, a manutenção está condicionada aos dados. E um dos principais focos de atenção do Copom tem sido justamente a inflação de serviços subjacentes.
Para Mirella Hirakawa, economista sênior da AZ Quest, a desaceleração dos preços dos serviços subjacentes mostra uma inflação mais benigna nos números de julho e reforça os argumentos de aceleração dos cortes, possivelmente já na próxima reunião.
“Nosso cenário-base ainda é um corte de 50 pontos-base, mas estamos em processo de revisão”, afirmou ela.
O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA