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Erro de US$ 12 bilhões: fluxo cambial de 2022 passa do positivo para o negativo após BC encontrar falha

O BC encontrou um erro na base de dados de fluxo cambial que vinha desde outubro de 2021 — o que gerou uma correção intensa nos números

Placa do Banco Central do Brasil (BC), autoridade monetária que conduz as reuniões do Copom para a decisão da Selic; a autarquia também é responsável pelos dados de fluxo cambial. Greve de funcionários Selic
Imagem: Shutterstock

O Banco Central (BC) precisou refazer as contas referentes ao mercado de câmbio contratado nos anos recentes. O motivo? Um erro da autoridade monetária na apuração dos dados desde outubro de 2021 — uma falha que fez com que o fluxo cambial total de 2022 passasse de entrada de US$ 9,574 bilhões para saída de US$ 3,233 bilhões.

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"Pedimos desculpas por essa falha na compilação das estatísticas. Identificamos esse erro, levantamos as causas, revimos os procedimentos e agora fizemos essa revisão", afirmou o chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha.

Ou seja: falamos de um problema da magnitude de US$ 12 bilhões — praticamente US$ 1 bilhão por mês. A revisão afetou o fluxo de importações no ano passado, de US$ 238,1 bilhões para US$ 250,9 bilhões.

Fluxo cambial e a moda do erro contábil

"Para 2021, o erro foi menor, concentrado nos últimos três meses, mas em 2022 atingiu todo o ano", completou Rocha; na ocasião, a conta de importações foi revisada de US$ 215,4 bilhões para US$ 217,2 bilhões, uma diferença de US$ 1,8 bilhão.

O diretor do BC informou ainda que a divulgação do fluxo passará por mudanças relacionadas à mudança na lei cambial.

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"As operações abaixo de US$ 50 mil poderão ser informadas a BC em até cinco dias úteis após fim do mês. Essas operações representam cerca de 3% do total", apontou Rocha. "Com isso, a divulgação final de dados mensais ocorrerá na terceira semana do mês subsequente", informou.

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