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Talvez você discorde de mim, mas eu ainda vejo valor no “www” e nas empresas que vivem da criação e hospedagem de sites na internet
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia.
Uma pessoa da minha família está começando uma empreitada pessoal rumo ao empreendedorismo; ela está abrindo uma clínica de beleza.
Como eu sei que tecnologia não é o forte dela, eu me ofereci para criar um site para ela.
O que eu não esperava, foi a resposta: Um site? Mas em que ano você está? Em 2003? Eu faço todo o meu marketing e agendamentos pelo Instagram.
"Ok, tudo bem" eu disse, obviamente constrangido.
Foi então que eu comecei a pensar realmente sério sobre o que significa ter um site hoje e a implicação disso para uma série de empresas de tecnologia listadas que vivem disso, como a Squarespace, a Wix e a GoDaddy. Aliás, as três contam com BDRs negociados aqui na B3.
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Talvez você discorde de mim, mas eu ainda vejo valor no "www".
Pode não parecer grande coisa em tempos de ChatGPT, mas empresas como a Squarespace e a Wix trabalham com templates padronizados para criação de sites.
No passado, elas vendiam a ideia de que tudo o que você precisava para criar um site personalizado era arrastar algumas caixinhas.
"Hoje eu vou te mostrar como eu criei meu site incrível usando o Wix", diziam todos os anúncios do YouTube antes dos meus vídeos de melhores momentos dos jogos do fim de semana.
Esse modelo de arrastar caixinhas ficou conhecido como "no code", ou seja, ferramentas de criação na internet para pessoas que não sabem programar.
Hoje, dizer que elas arrastam caixinhas é até um pouco ofensivo.
Ao fazer login no Wix ou na Squarespace, você vai responder a duas ou três perguntas e tcharam: eles vão criar o site para você e você fará apenas pequenos ajustes.
Obviamente, esse serviço tem seu público, e não são programadores ou outros profissionais de tecnologia.
São, principalmente, pequenos empreendedores: contadores, advogados, comerciantes dos mais variados setores, prestadores de serviços e outros.
E a monetização desses serviços é, pasme, até que bastante interessante.
Primeiro, é comum que você compre um domínio (no Wix, por exemplo, seu primeiro domínio é "www.qualquercoisa.wix"). Ao fazer o upgrade, o ".wix" desaparece.
Daí em diante, tudo o que eles vendem é comodidade a um preço acessível: por mais alguns poucos dólares por mês, você pode adicionar frente de loja se o seu site tiver um e-commerce; pode adicionar uma agenda integrada com seu Gmail para que seus clientes marquem diretamente horários com você, sem a intermediação de um atendente e por aí vai.
Não raro, um cliente que sobrevive acaba pagando uma fatura bem interessante a esses serviços, especialmente quando há transações ocorrendo diretamente no site.
A dificuldade está em construir uma base de clientes grande: sabemos que a taxa de mortalidade é altíssima entre os pequenos negócios.
Juntas, Squarespace, GoDaddy e Wix somam US$ 21 bilhões em valor de mercado e mais de US$ 7 bilhões em receitas anuais.
A pergunta que cabe ao investidor é se esses valores serão maiores ou menores no futuro.
No último dia 15 de junho, a Squarespace anunciou a aquisição do Google Domains, mais um dos tantos serviços em que o Google parecia fadado a dominar totalmente o mercado, porém não obteve sucesso.
Há duas maneiras de ler essa notícia, a otimista e a pessimista.
Os otimistas dirão que o Google falhou e ponto. Com menos concorrência, sobra mais espaço para consolidação e rentabilidade.
Os pessimistas dirão que esse é o testemunho de que a indústria do "www" está fadada a um lento declínio, afinal, nenhum dos grandes players se interessa mais por ela.
A resposta, acredito, está entre os dois extremos.
Primeiro, eu ainda acredito haver valor em ter um endereço estável online, que não esteja sujeito às oscilações de tendências da moda.
Quantas pessoas perderam perfis enormes no Facebook quando todos migraram para outras redes sociais? E quanto às inúmeras redes sociais que simplesmente deixaram de existir, como Orkut, MySpace e tantas outras?
Além desse argumento, adiciono o fato objetivo de que diferentes pessoas consomem conteúdos de diferentes maneiras.
O Twitter é um lugar que atrai usuários mais afeitos à leitura e escrita, é um público bem diferente do Instagram, por exemplo.
O Seu Dinheiro tem uma presença grande nas redes sociais, mas mantém o site seudinheiro.com como carro-chefe.
Enfim, não há uma única resposta sobre como criar e crescer uma audiência online. Apesar de não ser oblíquo como nos tempos da bolha.com (onde empresas eram avaliadas com múltiplo do tipo "market cap por page views"), existem motivos sim para você manter um site em 2023.
A internet é uma plataforma madura e por se tratar de uma das suas primeiras aplicações, o mercado de domínios é também saturado.
Ou seja, esse mercado se parece mais com o de óleo e gás, onde empresas investem pela manutenção e paga-se pouco pela sua perpetuidade, do que com empresas de tecnologia onde paga-se antecipadamente por uma longa curva de crescimento.
Na prática, as empresas de domínio estão diante de uma década de busca por eficiência, e não de crescimento.
Isso está refletido no valor de mercado dessas empresas. No gráfico abaixo, veja como o múltiplo "preço sobre vendas" dos players de domínios contraiu desde a pandemia.
Das três empresas que eu mencionei, nenhuma é particularmente lucrativa, pois a sensação que eu tenho é de que apenas agora elas aceitaram a realidade de que precisam focar menos em crescimento, e mais em rentabilidade.
Ou seja, com um valuation interessante e um longo caminho para melhorarem seus perfis de rentabilidade, eu vejo bons argumentos para que, olhando em retrospecto dentro de alguns anos, o setor de domínios seja visto como o "value investing" dentro da tecnologia.
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