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Estar alocado em bolsa neste momento é crucial para capturar a virada do mercado, mas estou aqui para te alertar a tomar cuidado com o tamanho da dose
Como já temos seis meses desde que iniciamos a coluna Linha D’Água, acredito que seja hora de abrir um pouco mais da minha vida para vocês. Tudo irá fazer sentido já já.
Sou filha de um engenheiro com uma psicóloga. Cresci dentro de uma batalha entre razão versus emoção.
Para o meu pai, tudo poderia ser resolvido de forma racional, bem preto no branco. “Foi mal em uma prova? Estude mais.” “Seu relacionamento não deu certo? Vire a página, existem outras bilhões de pessoas no mundo para você.”
Para a minha mãe, totalmente o oposto. A razão por si só não era capaz de explicar tudo. “Foi mal em uma prova? Vamos conversar e entender juntas o que estava diferente dessa vez.” “Seu relacionamento não deu certo? Acredite na sua intuição. Agora você vai plantar numa terra fértil.”
Como me tornei engenheira e sempre fui amante das aulas de matemática e física, acreditava fielmente que estava no “time” do meu pai. As emoções não iriam interferir em nada.
Contudo, como você já deve saber, a vida não é bem assim e a sua própria emoção já deve ter interferido em momentos inoportunos. Hoje a nossa conversa será exatamente sobre isso.
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As últimas semanas têm sido recheadas de notícias sobre as valorizações do Ibovespa (principal índice do mercado acionário brasileiro).
Para quem passou um 2022 só ouvindo comunicados ruins sobre o mercado, parece que finalmente teremos, de fato, dias mais ensolarados pela frente.
O IPCA (indicador de inflação do país) de maio demonstrou níveis abaixo do esperado pelos economistas, junto com outros indicadores tão relevantes quanto, como o IGP-DI e o IPCA-15.
O gráfico abaixo, elaborado pela Laís Costa, responsável pela análise de renda fixa da Empiricus Research, evidencia como o IPCA se comportou ao longo dos anos e tem cada vez mais convergido à meta:
Explicando brevemente o que cada linha no gráfico representa:
Além disso, o mercado tem precificado a queda da taxa de juros a partir da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de agosto, o que anda em paralelo com a grande parte dos discursos dos participantes do Banco Central mais favoráveis à possibilidade do início dos cortes ainda este ano.
O gráfico abaixo representa o fechamento de sexta-feira (16) da curva de juros prefixados, obtida por meio dos contratos futuros de DI (depósito interfinanceiro). Note como a curva do dia (em vermelho) precifica maiores cortes do que a de um mês atrás (em preto).
Aliado ao senso comum de que a bolsa ainda está barata, o otimismo tem tomado conta da Faria Lima.
Para você que tem acompanhado a coluna, já deve saber que o Alê (meu parceiro aqui do Linha D’Água) está à frente da nossa pesquisa mensal que reúne mais de 40 gestoras de fundos multimercados. Por meio dela, compreendemos o sentimento dos gestores em relação à indústria.
Surpreendente ou não, o sentimento para bolsa brasileira melhorou significativamente este mês, alcançando um dos maiores patamares de otimismo desde o início da pesquisa, em julho/2021, como fica evidente no gráfico abaixo:
Agora você deve estar se perguntando: com todos esses fatores macroeconômicos, somados ao otimismo dos maiores especialistas do mercado com a bolsa, como não devo ficar animado?
Hipócrita seria eu se dissesse para não ficar.
Já sou conhecida como a positividade em pessoa, mas, retomando o tema da introdução, precisamos controlar a emoção e ter cautela nas decisões.
Estar alocado em bolsa neste momento é crucial para que você capture a provável virada do mercado. Entretanto, estou aqui para te alertar a tomar cuidado com o tamanho da dose.
Novamente, bato na mesma tecla que sempre trago para discussão por aqui: a diversificação.
Errar na dose, assim como pode te entregar lucros astronômicos, também pode te fazer perder tudo. Ter de tudo um pouco sempre fez (e fará) diferença para quem quer prosperar no longo prazo.
Se não acredita em mim, deixo essa citação de Daniel Kahneman, psicólogo renomado e detentor de um Nobel de Economia, falar por si só: “Há uma limitação desconcertante da nossa mente: nossa confiança excessiva no que acreditamos saber, e nossa aparente incapacidade de admitir a verdadeira extensão da nossa ignorância e a incerteza do mundo em que vivemos.”
Grande abraço,
Rafaela Ribas
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