O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Na história do Zoom, há um pouco de disrupção, mas muito de más práticas corporativas e um enorme desalinhamento entre executivos e acionistas
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia. Uma das histórias "pós-pandemia" mais interessantes entre as ações de tecnologia, em minha opinião, é o que vem acontecendo com as ações do Zoom (Nasdaq: ZM | B3: Z1OM34).
Na última terça-feira, o Zoom divulgou resultados e viu suas ações subirem 7% em resposta.
Essa alta foi um pequeno respiro num enredo dramático: depois de subir cerca de 500% nos meses posteriores ao início da pandemia, hoje a ação do Zoom negocia a preços aproximadamente 30% inferiores aos de fevereiro de 2020.
Nesta história, há um pouco de disrupção, mas muito de más práticas corporativas e um enorme desalinhamento entre os incentivos dos funcionários e dos acionistas.
Quando entramos na pandemia, outras grandes empresas de tecnologia, como Google e Microsoft, possuíam seus serviços proprietários de videoconferência.
O Google Meets já era bastante conhecido dos usuários do Google e a Microsoft ainda tentava salvar o Skype.
Leia Também
Apesar de bons o bastante, esses produtos careciam de funcionalidades aparentemente simples, como ser host (anfitrião) de reuniões com muitas pessoas, transmitir lives e manter chats organizados e outras funcionalidades simples que estavam presentes no Zoom.
A pandemia tornou essenciais essas funcionalidades.
Neste ponto, era natural que o Zoom tenha sido um produto melhor que o dos concorrentes. Afinal, a empresa era 100% focada nesse único nicho de mercado.
Essa dinâmica foi observada nos dados da empresa…
Ao final de 2020, a quantidade de empresas com mais de 10 funcionários utilizando o Zoom saltou de 82 mil para 467 mil.
Apesar da desaceleração, o crescimento seguiu forte em 2021, quando o Zoom adicionou mais 42,7 mil clientes.
Foi então que a concorrência começou a pesar.
Em junho de 2022, o sucesso do Microsoft Teams era tão grande que a Microsoft enfim foi capaz de enterrar o Skype, literalmente matando o produto.
O Google Meets já havia alcançado o Zoom em termos de performance e também contemplando a maioria das suas funcionalidades.
Apesar de em casos muito particulares ainda fazer sentido que uma empresa seguisse com múltiplos serviços de videoconferência, o Zoom simplesmente deixou de ser fundamental e único.
Além da concorrência, sou da opinião de que a pandemia tornou o Zoom uma empresa inchada e com baixo ritmo de inovação.
Eu posso resumir esse argumento numa única tabela. Abaixo estão as primeiras linhas do demonstrativo de fluxo de caixa do Zoom, referente ao seu último ano fiscal.
Uma rápida nota explicativa: o Zoom encerra seu ano fiscal em janeiro (e não dezembro).
Na tabela acima, há duas informações: o lucro líquido ("Net income", em inglês) e a remuneração em forma de ações paga aos funcionários ("stock-based compensation", também em inglês).
No seu último ano fiscal, enquanto o seu lucro líquido caiu mais de 90%, a remuneração em ações aos executivos e funcionários cresceu 169%.
Apesar de terem entregue um lucro de US$ 103 milhões aos acionistas, os funcionários e executivos do Zoom foram recompensados com US$ 1,2 bilhão em ações!
Nada mal, não?
Com a tamanha diluição que esse programa de incentivos trará aos acionistas, tenho muita dificuldade em justificar upside para as ações, mesmo sendo generoso na modelagem.
É sempre mais fácil olhar para trás e tirar conclusões óbvias em retrospecto e julgar aqueles que não foram capazes de fazê-lo no calor do momento.
No caso do Zoom, porém, o gráfico que eu mostrei acima, com a queda avassaladora das ações, foi em certa medida antecipado por alguém com muito conhecimento sobre a empresa: o CEO, Eric Yuan.
Na tabela abaixo, estão as vendas de ações que Eric realizou em 2021. Na última coluna da direita estão os valores totais, em dólares, dessas vendas.
Independente de todo o cenário macro que nos atormenta há 18 meses, uma coisa era clara para o CEO do Zoom: naqueles preços, ele estava melhor embolsando sua fortuna, do que tentando aumentá-la.
Se há duas coisas que eu gostaria que você tirasse dessa história, são elas:
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial
Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão