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Depois de muitas desventuras, o Ibovespa fechou abril lá e de volta outra vez à casa dos 104 mil pontos, enquanto o dólar está abaixo de R$ 5
Quem entra no universo sem fim dos investimentos, o faz por um motivo simples: quer ter uma vida pacata — como a de um hobbit. Comer, beber e dançar, sem se preocupar com as mazelas do mundo ou com o ritmo frenético do noticiário.
Mas eis o paradoxo: a tão sonhada vida pacífica numa colina esverdeada só costuma vir depois de uma aventura mirabolante. Ver o seu precioso dinheiro flutuando ao sabor das intempéries da bolsa, do câmbio, da política e de um sem número de variáveis; ah, era melhor nunca ter vindo para esse condado tão maluco.
Veja, por exemplo, o Ibovespa e sua jornada cheia de obstáculos. Há um mês, o índice estava abaixo dos 100 mil pontos, preso no labirinto sem saída do arcabouço fiscal. Mas, passados 30 dias, uma luz começa a brilhar; será um tesouro reluzente ou uma armadilha?
Fato é que, nesta sexta-feira (28), o Ibovespa fechou em alta de 1,47%, retornando à casa centenária — mais precisamente, aos 104.431 pontos, na máxima do dia. No mês, os ganhos foram de 2,5%. O dólar fechou a R$ 4,98, recuando 1,6% no mesmo período.
No livro de memórias do investidor aventureiro, o capítulo de abril de 2023 será marcado pela resolução de problemas: o substituto do teto de gastos foi apresentado, goste-se ou não dele; a inflação brasileira segue arrefecendo e a atividade econômica dá sinais de fortalecimento.
Lá fora, o mundo segue em guerra e a incerteza continua pesada quanto à solidez do sistema financeiro global; ainda assim, um certo tom de otimismo tomou conta do espírito cansado dos mercados.
Mas é claro que é cedo para falar em final feliz — a jornada nunca acaba, e os perigos estão sempre à espreita. A começar por um certo dragão que atende pelo nome de Super Quarta.
Pois é, caro viajante: lá e de volta outra vez, numa nova rodada de decisão de juros pelo mundo. A próxima semana será crucial para Copom, Fed e BCE — e não há como se esconder do embate.
Mas, até lá, veja tudo o que movimentou os mercados nesta sexta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
Orizon (ORVR3) movimenta R$ 369 milhões em oferta de ações a R$ 34 cada. A empresa também poderia emitir um lote extra para cobrir um eventual excesso de demanda, mas não foi o caso.
Hurb (antiga Hotel Urbano) vai responder processo administrativo e terá 48 horas para esclarecer sua situação financeira. Segundo a Secretaria Nacional do Consumidor, por enquanto não serão adotadas medidas como a suspensão da venda de produtos e serviços do grupo.
Petrobras (PETR4) baixou o preço: diesel vai ficar mais barato para as distribuidoras a partir deste sábado (29). De acordo com a estatal, o valor dos demais combustíveis não sofrerá alteração.
Governo vai editar, até segunda (1º), MP que amplia isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 2.640. Em entrevista à Folha, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, confirmou que a nova faixa passará a vigorar em maio.
Saiba como fica o funcionamento da B3, dos bancos, dos correios e do transporte no feriado do Dia do Trabalho. No caso da bolsa, não haverá negociações nos mercados de renda variável, renda fixa privada, ETFs de renda fixa e investimentos no Tesouro Direto.
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