🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Indefinível; mas não tente se matar, pelo menos esta noite, não…

As coisas vão melhor que o esperado para a economia do Brasil, mas o fenômeno também é visto lá fora — e há como aproveitar esse quadro

10 de julho de 2023
20:03 - atualizado às 18:28
Foto do cantor Lobão durante participação no Café Filosófico CPFL, em 2009
Foto do cantor Lobão durante participação no Café Filosófico CPFL, em 2009 - Imagem: Damião Francisco / Wikimedia Commons

A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite, não

(Lobão, em "Essa noite, não")

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu: “Portugal está lindo. Há tempos eu não ia pra lá…”
Ele: “E você foi em Cascais? É o meu lugar português favorito.”
Eu: “Fui, sim. É legal mesmo.”
Ele: “No Alentejo você não foi, né?”
Eu: “Fui rapidinho, mas fui. Minha esposa queria conhecer a Cartuxa…”
Ele: “Ah, eu tenho preferido mais o Dão recentemente. Aposto que lá você não foi…”
Eu: “Dei uma passada, sim.”
Ele: “Mas quando você foi?”
Eu: “Em setembro.”
Ele: “Setembro é horrível! Você tinha que ter ido em maio. Porque quando eu fui em maio…”

***

A piada não é minha, é do Fábio Porchat. Tenho esse hábito de contar anedotas porque acho que aproxima um pouco mais as pessoas.

Algumas são tão inacreditavelmente ensimesmadas que não admitem a narrativa de qualquer experiência a partir da perspectiva do outro. Tudo precisa ser relatado — ou, até mesmo, transformado (se o caso original for de um terceiro) — a partir da própria vivência ou visão pessoal. Eu, eu, eu…

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A literatura das Finanças Comportamentais batizou de “home bias” a tendência de exagerar na concentração dos investimentos em seu próprio país, ignorando os benefícios da diversificação regional e entre moedas. É, sem dúvida, um problema a ser endereçado. 

Leia Também

Perdoem o politicamente incorreto, porém. Sei que o brasileiro investe pouco lá fora; também sei que nossa moeda é bastante exótica e não preserva muito valor no tempo. E, claro, estou ciente de que este país é uma bagunça e tudo pode mudar amanhã.

Tudo isso pede um discurso “do bem”, em prol da sofisticação dos portfólios e da exploração de oportunidades além-mar. Mas a real é que não estou muito preocupado com isso neste momento, taticamente.

Vejo o Brasil como um dos grandes polos de boas alternativas para se investir agora, mesmo em perspectiva global — até mesmo pela falta de opções; uma espécie de W.O. bem jogado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil vai bem, mas não só ele

Estou mesmo interessado em outro tipo de “home Bias” ou ensimesmamento. Quando a S&P elevou a perspectiva da nota de crédito brasileira, citou uma maior resiliência de nossa economia, que derivaria, em grande medida, das reformas realizadas desde o governo Temer.

Vários economistas também têm se surpreendido com o vigor do PIB local, a despeito do rigoroso aperto monetário. A Selic saiu de 2% para 13,75% e ainda vamos crescer mais de 2% neste ano. Com efeito, há três anos o PIB realizado tem sido notadamente superior àquele apontado pelo relatório Focus (vai ser assim de novo em 2023).

Não quero diminuir os méritos nacionais. Tudo isso é verdadeiro e chega a ser surpreendente, além de demonstrar certo amadurecimento institucional: tivemos a aprovação de duas reformas bastante difíceis (Previdenciária e Tributária) num intervalo de tempo razoavelmente curto, sobretudo quando ponderamos por perspectivas históricas. 

No entanto, essa maior resiliência da economia (ou das economias) tem sido um fenômeno global. Os EUA talvez sejam o caso mais icônico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há alguns trimestres, esperamos uma recessão chegando diante da elevação dos juros pelo Fed. Estamos à espera de Godot, a personagem do teatro do absurdo de Beckett que nunca chega. A taxa de desemprego norte-americana está entre as menores da história e cai mês após mês. 

Algo parece ter acontecido com a economia global, em especial com o mercado de trabalho. Há várias potenciais explicações para o fenômeno, mas não dispomos ainda de rigor científico (até porque talvez nem tenhamos dados disponíveis suficientemente) para identificar relações de causalidade e possíveis soluções.

Enquanto isso, os modelos seguem desatualizados, trabalhando com uma curva de Phillips que não existe mais. 

E o que explica?

Talvez ainda sejam as sobras da poupança dos estímulos fiscais e monetários da época da covid mudando a dinâmica do mercado de trabalho — se as transferências de renda aumentaram muito e sobrou poupança, muitos podem trabalhar menos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Talvez seja uma questão mais ligada à dinâmica social, de que estejamos valorizando outras coisas além da ética do trabalho. O tal “Great Resignation” apenas como uma manifestação mais intensa de um fenômeno mais geral.

Se antes era descolado perseguir a ideia dos “PSDs” (Poor, smart and deep desire to be rich), agora essa espécie de “topa tudo por dinheiro” ficou cafona. O marido trabalha meio período ou folga na sexta, para poder ajudar a tomar conta das crianças, numa decisão autodeclarada, por mera vontade.

Possivelmente ainda tenhamos questões demográficas atuando. Sei lá, conheço pouco as explicações.

Seja como for, temos consequências dessa nova dinâmica do mercado de trabalho, claro. Se as taxas de desemprego são muito baixas, dificilmente os salários vão cair tão rápido, mesmo com juros mais altos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para fazer a inflação convergir às metas, precisaríamos de um aperto monetário ainda mais vigoroso. O juro não cairia tão rápido lá fora como se espera. A inflação de bens e materiais já desabou e deve continuar baixa.

Em serviços, a história seria diferente: a convergência também existiria, mas de maneira mais lenta. Os Bancos Centrais perceberiam isso e acabariam aceitando uma inflação um pouco mais alta, desde que em convergência. Teríamos inflação um pouco maior, juros nominais um pouco mais altos e juros reais ainda baixos.

É um cenário diferente daquele observado durante a chamada “Estagnação Secular”, que reinou na última década. Ainda assim, os juros reais baixos ainda podem significar um ciclo positivo para ativos reais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os desafios das construtoras na bolsa, o “kit geopolítico” do conflito, e o que mais move o mercado hoje

3 de março de 2026 - 8:37

Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Ormuz no radar: o gargalo energético que move os mercados e os seus investimentos

3 de março de 2026 - 7:00

Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O gringo já tem data para sair do Brasil, o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irã nos mercados, e o que mais move a bolsa hoje

2 de março de 2026 - 8:46

Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]

DÉCIMO ANDAR

Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar

1 de março de 2026 - 8:00

Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Turismo avança e cidades reagem – mas o luxo continua em altitude de cruzeiro

28 de fevereiro de 2026 - 9:02

Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os dividendos da Vivo, a franquia do bolo da tarde e o nascimento de um gigante na saúde: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje 

27 de fevereiro de 2026 - 9:07

Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje

SEXTOU COM O RUY

Quer investir com tranquilidade e ainda receber bons dividendos? Você precisa da Vivo (VIVT3) na sua carteira

27 de fevereiro de 2026 - 6:13

Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026

ALÉM DO CDB

Renda fixa: com prêmios apertados, chegou a hora de separar o joio do trigo no crédito privado

26 de fevereiro de 2026 - 17:35

Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Pausa para um anedótico — janeiro crava o ano para o Ibovespa? 

25 de fevereiro de 2026 - 19:58

Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A incerteza que vem de Trump, as armas do Mercado Livre (MELI34), e o que mais move os mercados hoje

24 de fevereiro de 2026 - 10:09

Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Derrota de Trump, volatilidade no mundo: a guerra comercial entra em nova fase 

24 de fevereiro de 2026 - 7:15

Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carta curinga no jogo dos FIIs, a alta do petróleo, e o que mais movimenta o seu bolso hoje

20 de fevereiro de 2026 - 8:46

Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como saber seu perfil e evitar erros ao abrir uma franquia, a queda da Vale (VALE3) na bolsa, e o que mais movimenta o mercado hoje

19 de fevereiro de 2026 - 8:46

Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão

EXILE ON WALL STREET

Ruy Hungria: Não tenha medo da volatilidade 

18 de fevereiro de 2026 - 20:00

Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quando as small caps voltarão a ter destaque na bolsa, liquidação do banco Pleno e o que mais afeta os mercados hoje

18 de fevereiro de 2026 - 8:39

Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos mais “fora da caixa” da bolsa, propostas para a Raízen, Receita de olho no seu cartão, e o que mais você precisa ler hoje

16 de fevereiro de 2026 - 8:08

Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval

VISÃO 360

A hora da Cigarra: um guia para gastar (bem) seu dinheiro — e não se matar de trabalhar

15 de fevereiro de 2026 - 8:01

Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Zuck está de mudança: o projeto californiano que está deslocando o eixo dos bilionários nos EUA

14 de fevereiro de 2026 - 9:02

Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Por que Einstein teria Eneva (ENEV3) na carteira, balanço de Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e outras notícias para ler antes de investir

13 de fevereiro de 2026 - 8:52

Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje

SEXTOU COM O RUY

Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?

13 de fevereiro de 2026 - 6:03

Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar