Dividendos da Petrobras (PETR4) estão ameaçados? Confira o que mexeu com a cotação da estatal e pressionou o Ibovespa hoje
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo

Qualquer mudança na diretoria da Petrobras (PETR4) mexe com o mercado acionário brasileiro. Afinal, trata-se da maior petroleira do país, uma gigante entre as estatais do governo federal e um peso-pesado na carteira do Ibovespa.
Quando a alteração envolve um nome controverso para o mais alto cargo do comando, como ocorreu nesta quinta-feira (26), o efeito é potencializado.
O conselho de administração da Petrobras aprovou hoje o indicado do presidente Lula (PT) para a presidência da companhia. Jean Paul Prates é crítico da política de preços da estatal, seu foco nas operações no pré-sal e a distribuição de dividendos bilionários.
Antes de receber o sinal verde dos conselheiros, o ex-senador já havia garantido que não haverá uma intervenção no preço dos combustíveis em uma tentativa de acalmar os ânimos do mercado.
Mas Prates ainda não retificou suas falas sobre os proventos da estatal, que é a maior pagadora de dividendos do mundo. “Uma empresa de longo prazo não pode só ficar tirando pré-sal do fundo do mar e distribuindo dividendos", declarou ele no início deste mês.
A aprovação de sua indicação levou a uma forte queda das ações da Petrobras na B3 e também no exterior. Os papéis encerraram o dia longe das mínimas — o tombo foi suavizado pelo avanço do petróleo no mercado internacional —, mas ainda no vermelho.
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O recuo pressionou o Ibovespa. Vale relembrar que, sozinhas, as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras representam mais de 11% da carteira teórica do índice e podem definir o rumo de um pregão.
Esse quase foi o caso hoje. A queda do Ibovespa só não foi maior pois foi parcialmente compensada pela boa performance das mineradoras e siderúrgicas, embaladas pela retomada das negociações do minério de ferro na China após o feriado do Ano Novo Lunar.
Outra fonte de alívio foi o exterior positivo. Com a agenda econômica esvaziada na Europa, as bolsas do continente fecharam em alta. Já os principais índices de Wall Street subiram na esteira da temporada de balanços e do PIB dos Estados Unidos mais forte que o previsto no quarto trimestre.
Com isso, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,08%, aos 114.177 pontos. O dólar à vista também registrou um modesto recuo de 0,11%, cotado em R$ 5,0745.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
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NO CADERNINHO
HGLG11 e outros seis fundos imobiliários estão na lista de credores da Americanas (AMER3). A empresa deve mais de R$ 41 bilhões na praça, e ao menos R$ 8,8 bilhões deveriam ir para o caixa dos sete FIIs.
REVISÃO
JP Morgan está mais pessimista com o setor de papel e celulose e corta recomendação para Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11). Na avaliação do banco, os resultados das duas empresas para os próximos meses devem ser afetados pela cotação da commodity.
NÃO VIBROU
Vibra Energia sem combustível? Saiba por que o Citi cortou o preço-alvo para VBBR3. A nova meta para os papéis é R$ 27 e não mais de R$ 30, o que representa um potencial de valorização de 69% em relação ao fechamento desta quinta-feira (26).
TEM FUNDAMENTO?
CVM pede explicações à Oi (OIBR3) após ação disparar 90% em 4 pregões; acionistas querem destituir conselho. Mesmo com a alta recente, os papéis da empresa acumulam queda de 77% nos últimos 12 meses. Em cinco anos, a operadora perdeu mais de 90% do valor na B3.
O ‘NOVO PETRÓLEO’ FOI ENCONTRADO
Em um conteúdo exclusivo, o analista e colunista do Seu Dinheiro, Matheus Spiess, fala sobre a commodity que pode ser uma das mais desejadas pelos gigantes globais nos próximos anos e revela como você pode se dar bem com isso. Clique aqui e descubra detalhes.
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