🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Conheça os hedge funds brasileiros — e saiba por que você deveria deveria ter um pedaço de seus investimentos nessa classe

Nossos fundos multimercados possuem uma proposta muito semelhante aos hedge funds: a flexibilidade para a construção da carteira

6 de novembro de 2023
11:07
Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde, falando durante evento do Credit Suisse
Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde - Imagem: Leo Martins

“Hedged fund” (fundo protegido, na tradução literal para o português) foi o nome dado por Alfred Winslow Jones para sua criação em 1949.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Jones carregava consigo uma notável carreira fora do mercado financeiro. Doutor em sociologia pela Universidade de Columbia, atuou na embaixada americana em Berlim e foi editor da revista Fortune, cargo que o aproximou do mundo das finanças.

Após estudar detalhadamente a estratégia de alocação de diversos gestores, acreditou ser capaz de implementar uma metodologia própria para superar o desempenho de seus pares.

E ele estava certo.

Nos anos posteriores, o sucesso absoluto de seu fundo culminou na busca por analistas de todo o mundo para replicar sua estratégia tão inovadora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O segredo de Jones era operar seu fundo tanto na ponta comprada (ganha com a valorização dos ativos) quanto na ponta vendida (ganha com a desvalorização dos ativos).

Leia Também

Ao selecionar ativos para as duas posições, ele acreditava ser possível atingir o retorno desejado com um portfólio suficientemente conservador – mesmo constantemente utilizando recursos como a alavancagem.

Após Jones, o mundo das finanças nunca mais foi o mesmo. Ele foi creditado como o criador de uma classe inteira de fundos, hoje em dia conhecida como hedge funds.

Onde investir em novembro: ações, dividendos, FIIs, BDRs, criptomoedas - Veja indicações gratuitas

Um computador consegue competir com o raciocínio humano?

O termo “hedge fund” (sem o “d”) foi oficialmente cunhado em 1966, quando a jornalista Carol Loomis contou ao mundo a história de Jones, através de um artigo na revista Fortune — onde o próprio gestor atuou no passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar do início associado às estratégias long & short – operação realizada por Jones –, os hedge funds passaram a ser conhecidos pela ampla flexibilidade na construção de carteira.

Alguns anos após a popularização da classe, na década de 1980, surgiam as estratégias sistemáticas, uma subcategoria dos hedge funds que envolve a gestão dos fundos totalmente delegada a modelos matemáticos.

O uso de modelos para auxiliar a tomada de decisão já era comum desde 1952, quando Harry Markowitz propôs a Teoria Moderna de Portfólio. Porém, a ideia de um fundo 100% gerido por algoritmos era inadmissível por boa parte dos investidores.

Gregory Zuckerman, no livro “O homem que decifrou o mercado”, conta que Elwyn Berlekamp, um dos pioneiros na gestão de uma estratégia 100% sistemática, foi ridicularizado por seus alunos ao apresentar sua ideia em sala de aula, sob o argumento de que “um computador não consegue competir com o ser humano”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Berlekamp foi parceiro do brilhante matemático Jim Simons durante alguns anos na Renaissance, uma das maiores gestoras de hedge funds quantitativos até hoje.

Para ser sincero, não tenho certeza se um computador possui um raciocínio melhor do que o de um ser humano — pergunta bastante pautada recentemente com a democratização do acesso às inteligências artificiais.

Entretanto, o tempo mostrou que esses “supercomputadores” foram protagonistas de histórias de grande sucesso no mundo de investimento, como a do fundo Medallion, estratégia da própria Renaissance.

A lição para mim é muito clara: não quero somente um dos vencedores, humano ou algoritmo, no meu portfólio de investimentos, quero os dois multiplicando o meu dinheiro, cada um à sua maneira — a própria definição de diversificação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas como acessar esse tipo de estratégia?

Os “hedge funds” brasileiros

Fazendo um paralelo com a indústria brasileira, nossos fundos multimercados possuem uma proposta muito semelhante aos hedge funds: a flexibilidade para a construção da carteira.

Dentro da classe, costumamos dividir as estratégias em três: multimercados macro, long & short e sistemáticos.

Os multimercados macro são aqueles mais tradicionais, com posicionamento nos mercados de renda variável, commodities, moedas e renda fixa. Um ótimo exemplo é o fundo Verde, o multimercado brasileiro mais famoso, com início em 1997 e gerido pelo renomado Luis Stuhlberger.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já os fundos long & short possuem rigorosamente tanto posições compradas quanto vendidas, semelhante à estratégia de Jones. Um exemplo especial é o Ibiuna Long Short, fundo gerido por André Lion que reabriu para captação recentemente, em 30 de outubro.

Por fim vem a classe dos sistemáticos – sim, temos eles em solo brasileiro! E há bastante tempo.

No início, as abordagens sistemáticas apenas faziam parte de tesourarias ou foram complementares a estratégias macro, sem veículos exclusivos para a classe.

Somente em 2007 seria fundada a Kadima, primeira gestora sistemática brasileira, por Sérgio Blank, Rafael Lima e André Strauss.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro grande destaque é a Giant Steps, maior gestora focada na classe atualmente, com aproximadamente R$ 6 bilhões de patrimônio sob gestão.

Além dessas, tem se tornado comum que gestoras de multimercados invistam em áreas exclusivas para equipes especializadas em gestão sistemática, caso da Canvas, Clave e Garde.

Aliás, temos cada vez mais considerado os sistemáticos como parte do grupo de multimercados macro em nossas análises, dada as semelhanças em termos de exposição a risco, diferindo somente na tomada de decisão – feita por um homem ou uma “máquina”.

Esse universo no Brasil já é muito mais desenvolvido e acessível do que os investidores imaginam – ainda que, claro, exista bastante espaço para crescimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dedicar uma boa parcela da carteira de investimento para os hedge funds brasileiros é, em minha opinião, uma obrigação a todo investidor que deseje diversificar sua carteira.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os desafios das construtoras na bolsa, o “kit geopolítico” do conflito, e o que mais move o mercado hoje

3 de março de 2026 - 8:37

Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Ormuz no radar: o gargalo energético que move os mercados e os seus investimentos

3 de março de 2026 - 7:00

Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O gringo já tem data para sair do Brasil, o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irã nos mercados, e o que mais move a bolsa hoje

2 de março de 2026 - 8:46

Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]

DÉCIMO ANDAR

Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar

1 de março de 2026 - 8:00

Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Turismo avança e cidades reagem – mas o luxo continua em altitude de cruzeiro

28 de fevereiro de 2026 - 9:02

Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os dividendos da Vivo, a franquia do bolo da tarde e o nascimento de um gigante na saúde: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje 

27 de fevereiro de 2026 - 9:07

Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje

SEXTOU COM O RUY

Quer investir com tranquilidade e ainda receber bons dividendos? Você precisa da Vivo (VIVT3) na sua carteira

27 de fevereiro de 2026 - 6:13

Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026

ALÉM DO CDB

Renda fixa: com prêmios apertados, chegou a hora de separar o joio do trigo no crédito privado

26 de fevereiro de 2026 - 17:35

Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Pausa para um anedótico — janeiro crava o ano para o Ibovespa? 

25 de fevereiro de 2026 - 19:58

Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A incerteza que vem de Trump, as armas do Mercado Livre (MELI34), e o que mais move os mercados hoje

24 de fevereiro de 2026 - 10:09

Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Derrota de Trump, volatilidade no mundo: a guerra comercial entra em nova fase 

24 de fevereiro de 2026 - 7:15

Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carta curinga no jogo dos FIIs, a alta do petróleo, e o que mais movimenta o seu bolso hoje

20 de fevereiro de 2026 - 8:46

Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como saber seu perfil e evitar erros ao abrir uma franquia, a queda da Vale (VALE3) na bolsa, e o que mais movimenta o mercado hoje

19 de fevereiro de 2026 - 8:46

Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão

EXILE ON WALL STREET

Ruy Hungria: Não tenha medo da volatilidade 

18 de fevereiro de 2026 - 20:00

Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quando as small caps voltarão a ter destaque na bolsa, liquidação do banco Pleno e o que mais afeta os mercados hoje

18 de fevereiro de 2026 - 8:39

Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos mais “fora da caixa” da bolsa, propostas para a Raízen, Receita de olho no seu cartão, e o que mais você precisa ler hoje

16 de fevereiro de 2026 - 8:08

Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval

VISÃO 360

A hora da Cigarra: um guia para gastar (bem) seu dinheiro — e não se matar de trabalhar

15 de fevereiro de 2026 - 8:01

Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Zuck está de mudança: o projeto californiano que está deslocando o eixo dos bilionários nos EUA

14 de fevereiro de 2026 - 9:02

Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Por que Einstein teria Eneva (ENEV3) na carteira, balanço de Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e outras notícias para ler antes de investir

13 de fevereiro de 2026 - 8:52

Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje

SEXTOU COM O RUY

Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?

13 de fevereiro de 2026 - 6:03

Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar