O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Nossos fundos multimercados possuem uma proposta muito semelhante aos hedge funds: a flexibilidade para a construção da carteira
“Hedged fund” (fundo protegido, na tradução literal para o português) foi o nome dado por Alfred Winslow Jones para sua criação em 1949.
Jones carregava consigo uma notável carreira fora do mercado financeiro. Doutor em sociologia pela Universidade de Columbia, atuou na embaixada americana em Berlim e foi editor da revista Fortune, cargo que o aproximou do mundo das finanças.
Após estudar detalhadamente a estratégia de alocação de diversos gestores, acreditou ser capaz de implementar uma metodologia própria para superar o desempenho de seus pares.
E ele estava certo.
Nos anos posteriores, o sucesso absoluto de seu fundo culminou na busca por analistas de todo o mundo para replicar sua estratégia tão inovadora.
O segredo de Jones era operar seu fundo tanto na ponta comprada (ganha com a valorização dos ativos) quanto na ponta vendida (ganha com a desvalorização dos ativos).
Leia Também
Ao selecionar ativos para as duas posições, ele acreditava ser possível atingir o retorno desejado com um portfólio suficientemente conservador – mesmo constantemente utilizando recursos como a alavancagem.
Após Jones, o mundo das finanças nunca mais foi o mesmo. Ele foi creditado como o criador de uma classe inteira de fundos, hoje em dia conhecida como hedge funds.
O termo “hedge fund” (sem o “d”) foi oficialmente cunhado em 1966, quando a jornalista Carol Loomis contou ao mundo a história de Jones, através de um artigo na revista Fortune — onde o próprio gestor atuou no passado.
Apesar do início associado às estratégias long & short – operação realizada por Jones –, os hedge funds passaram a ser conhecidos pela ampla flexibilidade na construção de carteira.
Alguns anos após a popularização da classe, na década de 1980, surgiam as estratégias sistemáticas, uma subcategoria dos hedge funds que envolve a gestão dos fundos totalmente delegada a modelos matemáticos.
O uso de modelos para auxiliar a tomada de decisão já era comum desde 1952, quando Harry Markowitz propôs a Teoria Moderna de Portfólio. Porém, a ideia de um fundo 100% gerido por algoritmos era inadmissível por boa parte dos investidores.
Gregory Zuckerman, no livro “O homem que decifrou o mercado”, conta que Elwyn Berlekamp, um dos pioneiros na gestão de uma estratégia 100% sistemática, foi ridicularizado por seus alunos ao apresentar sua ideia em sala de aula, sob o argumento de que “um computador não consegue competir com o ser humano”.
Berlekamp foi parceiro do brilhante matemático Jim Simons durante alguns anos na Renaissance, uma das maiores gestoras de hedge funds quantitativos até hoje.
Para ser sincero, não tenho certeza se um computador possui um raciocínio melhor do que o de um ser humano — pergunta bastante pautada recentemente com a democratização do acesso às inteligências artificiais.
Entretanto, o tempo mostrou que esses “supercomputadores” foram protagonistas de histórias de grande sucesso no mundo de investimento, como a do fundo Medallion, estratégia da própria Renaissance.
A lição para mim é muito clara: não quero somente um dos vencedores, humano ou algoritmo, no meu portfólio de investimentos, quero os dois multiplicando o meu dinheiro, cada um à sua maneira — a própria definição de diversificação.
Mas como acessar esse tipo de estratégia?
Fazendo um paralelo com a indústria brasileira, nossos fundos multimercados possuem uma proposta muito semelhante aos hedge funds: a flexibilidade para a construção da carteira.
Dentro da classe, costumamos dividir as estratégias em três: multimercados macro, long & short e sistemáticos.
Os multimercados macro são aqueles mais tradicionais, com posicionamento nos mercados de renda variável, commodities, moedas e renda fixa. Um ótimo exemplo é o fundo Verde, o multimercado brasileiro mais famoso, com início em 1997 e gerido pelo renomado Luis Stuhlberger.
Já os fundos long & short possuem rigorosamente tanto posições compradas quanto vendidas, semelhante à estratégia de Jones. Um exemplo especial é o Ibiuna Long Short, fundo gerido por André Lion que reabriu para captação recentemente, em 30 de outubro.
Por fim vem a classe dos sistemáticos – sim, temos eles em solo brasileiro! E há bastante tempo.
No início, as abordagens sistemáticas apenas faziam parte de tesourarias ou foram complementares a estratégias macro, sem veículos exclusivos para a classe.
Somente em 2007 seria fundada a Kadima, primeira gestora sistemática brasileira, por Sérgio Blank, Rafael Lima e André Strauss.
Outro grande destaque é a Giant Steps, maior gestora focada na classe atualmente, com aproximadamente R$ 6 bilhões de patrimônio sob gestão.
Além dessas, tem se tornado comum que gestoras de multimercados invistam em áreas exclusivas para equipes especializadas em gestão sistemática, caso da Canvas, Clave e Garde.
Aliás, temos cada vez mais considerado os sistemáticos como parte do grupo de multimercados macro em nossas análises, dada as semelhanças em termos de exposição a risco, diferindo somente na tomada de decisão – feita por um homem ou uma “máquina”.
Esse universo no Brasil já é muito mais desenvolvido e acessível do que os investidores imaginam – ainda que, claro, exista bastante espaço para crescimento.
Dedicar uma boa parcela da carteira de investimento para os hedge funds brasileiros é, em minha opinião, uma obrigação a todo investidor que deseje diversificar sua carteira.
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial
Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão
Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando
Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora
Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval
Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais
Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas
Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje
Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana
O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas
Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta
Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado
Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo
A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia
Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro
O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?
Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno
Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos
Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.