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Entre o nascimento do metaverso e a popularização de ferramentas de inteligência artificial, o setor de tecnologia tem ganhado destaque na mídia por questões nada animadoras: as demissões em massa que afetam milhares de profissionais no mundo inteiro.
Esse certamente não é o caminho preferido das diretorias, mas foi a forma encontrada pelas empresas para enxugar os seus custos.
Afinal, em tempos de juros altos e demanda incerta, o crescimento exponencial que essas mesmas companhias haviam registrado ao longo da pandemia do coronavírus acabou sendo revertido.
Em 2022, a decepção de Wall Street com as big techs era palpável, mas o primeiro trimestre de 2023 parece ter trazido de volta o brilho nos olhos dos investidores — e os cortes de custos dos últimos meses finalmente mostram a que vieram.
Com as empresas mais enxutas e um foco nos projetos de maior sucesso e mais alinhados com as atividades primárias das companhias, os balanços dos últimos dias estão sendo um verdadeiro banquete para os investidores ávidos por bons números — e é hora de voltar às manchetes positivas.
Ontem (26), foi a vez da Meta animar o mercado — depois de seguidos trimestres de decepção — e o efeito foi sentido em todos os principais índices americanos, mesmo com a decepção dos analistas com um crescimento menor do que o esperado da atividade econômica americana.
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O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA frustrou, mas aponta que o espaço para que o Federal Reserve siga elevando os juros é cada vez menor — um cenário que tende a beneficiar ativos de risco.
No Brasil, a temporada de balanços também foi grande destaque: a Vale (VALE3) decepcionou e os papéis pressionaram o Ibovespa na parte da manhã, mas a companhia conseguiu reverter o sinal e fechar o dia em alta.
Ainda assim, a retenção de dividendos pela Petrobras (PETR4) pesou sobre o fôlego do mercado, limitando os ganhos do Ibovespa: alta de 0,60%, aos 102.923 pontos. Já o dólar à vista recuou 1,52%, a R$ 4,9802, repercutindo o PIB americano e dados melhores do que o esperado do IGP-M.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
MUDANÇAS NA CARTEIRA
IRB (IRBR3) está de volta ao Ibovespa, mas três empresas deixam a “elite” da B3. A resseguradora está muito longe de viver seus melhores dias; ainda assim, garantiu a volta ao principal índice da bolsa. Veja também as ações que deixarão a carteira.
DESTAQUE NEGATIVO
Com crescimento mais lento e avanço de rivais, JP Morgan corta projeção para Petz (PETZ3) — e ações caem. Apesar da revisão para baixo nas projeções, o novo preço-alvo ainda representa um potencial de alta de 18% com relação ao fechamento de quarta (26).
MAIS DEMORA
De volta ao limbo: STF paralisa julgamento sobre correção do FGTS após pedido de vista de Kassio Nunes Marques. Suspensão de ação que tramita há quase dez anos e pode beneficiar trabalhadores é por tempo indeterminado, mas ministro promete ser rápido.
ALÍVIO COM DATA PARA TERMINAR?
HCTR11 e outros cinco fundos imobiliários sobem com interrupção temporária da recuperação judicial da Gramado Parks. A Justiça aceitou um pedido de suspensão para que a recuperanda e sua principal credora negociem um acordo.
CRIPTOBRASIL
Quer participar da criação do real digital? Banco Central anuncia quem poderá testar a criptomoeda brasileira. A autoridade publicou as diretrizes e regulamentações para os primeiros ensaios do projeto piloto.
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A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
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