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Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu vitorioso do segundo turno das eleições, a sua equipe de transição e posterior alto escalão sempre deixou claro que era hora de rever as prioridades do Orçamento e fazer com que os gastos sociais voltassem a ter um papel de destaque.
Para isso acontecer, foi preciso praticamente demolir o teto de gastos existente com uma PEC emergencial — mas com a promessa de reconstrução de uma ferramenta de controle da dívida pública como contrapartida.
Foram alguns meses de espera, mas o texto do novo arcabouço fiscal foi apresentado, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cumprindo a sua promessa de enviar um projeto ainda no primeiro trimestre do ano (que acaba amanhã).
Nas últimas semanas, a expectativa pelo texto embutiu um prêmio de risco nos ativos locais — isso porque a saúde fiscal do país é um dos pilares mais importantes para ancorar as expectativas de inflação e, eventualmente, levar o Banco Central a iniciar o tão sonhado corte na taxa básica de juros.
E o projeto apresentado hoje parece, enfim, ter equilibrado os pratinhos do governo federal — gastos sociais com a população mais economicamente vulnerável e uma trajetória saudável da dívida pública.
Você pode conferir os principais pontos do texto que detalha o limite no avanço dos gastos e a estabilidade e previsibilidade de despesas neste link, mas já adianto o que o mercado gostou de ver: gatilhos para que as despesas sempre cresçam menos que a receita federal e um plano para zerar o déficit primário em poucos anos.
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O dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,73%, a R$ 5,0977, a curva de juros desinclinou e o Ibovespa avançou 1,89%, aos 103.713 pontos, mas isso não significa que a proposta é uma unanimidade entre os agentes do mercado.
Um gestor ouvido pela nossa reportagem aponta que a reação positiva dos ativos domésticos se dá mais pela redução das incertezas e as altas chances de aprovação da pauta do que pela falta de críticas ao projeto — uma vez que, para muitos, os gatilhos para o controle de gastos só funcionariam bem em um cenário de alto crescimento econômico.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
ESCALADA PARA A LUA
Bitcoin caminha para ser o melhor investimento do primeiro trimestre e só perde para duas criptomoedas — que valorizaram até 100%. O desempenho do BTC dificilmente será superado, considerando os principais ativos disponíveis ao investidor.
A LISTA SÓ CRESCE
Mais dois fundos imobiliários de crédito confirmam exposição a calote de CRI e cotas recuam na B3. Banestes RI (BCRI11) e Kilima Volkano RI (KIVO11) investem em títulos ligados ao grupo Gramado Parks.
PASSANDO A FACA
Enxugando o orçamento: Americanas (AMER3) prevê corte de 24% na remuneração de conselheiros e acionistas. Redução que será proposta pela varejista considera a eleição de novos diretores e também o afastamento de outros executivos conforme as investigações avançam.
SAYONARA, NIPPON?
Usiminas (USIM5): sócios chegam a acordo para definir quem manda na siderúrgica. Nippon Steel, que controla a empresa ao lado da Ternium, vai vender parte de suas ações para o sócio, que assim passará a dar as cartas na companhia.
ENERGIAS RENOVÁVEIS
Governo isenta painéis fotovoltaicos de tributos para incentivar geração de energia solar. Placas solares não sofrerão incidência de imposto de importação, PIS/Cofins e IPI até o final de 2026; mas, para especialista, consumidor final pode não sentir diferença no bolso.
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Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
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