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A taxa básica de juros, inflação, crescimento econômico e a movimentação do dólar são os holofotes de primeira hora com a volta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao poder, para um terceiro mandato de presidente
Com o novo ano, as projeções de como a economia brasileira deve se comportar nos próximos meses são novamente ajustadas. A taxa básica de juros, inflação, crescimento econômico e a movimentação do dólar são os holofotes de primeira hora com a volta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao poder, para um terceiro mandato de presidente.
Nesta segunda-feira (2), o mercado elevou as expectativas para o ano de 2023 no Boletim Focus. Apesar de ser a primeira divulgação no ano, as expectativas são do último dia útil de 2022, antes da posse de Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Começamos o ano com uma taxa Selic em 13,75% ao ano e o dólar à vista acima de R$ 5,20. Contudo, as expectativas são de alta dos dois índices ao longo do ano, como parte de um movimento de aversão ao risco dos investidores às primeiras intenções políticas do novo governo.
Com o risco fiscal no centro das preocupações, com o aumento de gastos aprovado para o primeiro ano de governo Lula (PT) e as incertezas sobre a sustentabilidade fiscal.
Segundo o primeiro Relatório de Mercado Focus de 2023, as expectativas sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — dado oficial de inflação — passaram de 5,23% para 5,31%, contra 5,08% há um mês.
As medianas do Focus para a inflação oficial em 2023 estão acima do teto da meta de 4,75%, apontando para três anos de descumprimento do mandato principal do Banco Central.
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Já para 2024 e 2025, os números indicados pelo Boletim Focus estão acima do centro da meta, de 3,0% (margem de 1,50% a 4,50%):
A taxa básica de juros, que encerrou 2022 em 13,75% ao ano, deve permanecer por um bom período, na visão dos 28 respondentes do Boletim Focus.
Com a deterioração do cenário inflacionário em meio às preocupações fiscais, o relatório adiou mais uma vez a expectativa do primeiro corte nos juros, de agosto para setembro deste ano.
O mercado espera que a taxa fique estável até agosto. Em setembro, o Banco Central deve decidir um corte de 50 pontos-base, a reduzir a Selic a 13,25%, e o início de uma sequência de alívio sucessivos de mesma magnitude — em novembro e em dezembro.
Se as movimentações monetárias forem confirmadas, a taxa Selic deve finalizar 2023 em 12,25% ao ano.
Para 2024 e 2025, as projeções são de taxa básica de juros em 9,00% e 8,00% ao ano, respectivamente.
Por fim, a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central acontecerá em fevereiro.
O dólar também deve manter-se acima de R$ 5,25 nos próximos meses. O Boletim Focus aponta que a moeda americana termine 2023 na faixa de R$ 5,27.
Para 2024, as expectativas são de um leve alívio, com o dólar a ser negociado em R$ 5,26. Contudo, no ano seguinte, as projeções tendem a uma moeda americana mais forte, a R$ 5,30.
Com os olhos no espelho do retrovisor, o mercado espera que a atividade econômica encerre 2022 em 3,04%. Os dados oficiais do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto semestre e do acumulado do ano devem ser divulgados até março de 2023.
Contudo, é importante ter em mente os últimos números. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,4% entre julho e setembro, depois de uma expansão bem mais forte, de 1,2% nos três meses anteriores. Além de mais fraco, o desempenho também veio abaixo do avanço de 0,6% que o mercado esperava.
O Boletim Focus, porém, aponta um crescimento do PIB menor, de 0,80% em 2023. Para os anos seguintes, as projeções são de 1,50% em 2024, e 1,89% em 2025.
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