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PRIMEIRO BOLETIM FOCUS

Dólar, PIB e Selic em 2023: confira as projeções do mercado no primeiro Boletim Focus do ano

A taxa básica de juros, inflação, crescimento econômico e a movimentação do dólar são os holofotes de primeira hora com a volta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao poder, para um terceiro mandato de presidente

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2 de janeiro de 2023
11:12 - atualizado às 15:15
projeções do mercado no boletim focus sobre taxa selic, atividade econômica, dólar e inflação ações
Imagem: Shutterstock

Com o novo ano, as projeções de como a economia brasileira deve se comportar nos próximos meses são novamente ajustadas. A taxa básica de juros, inflação, crescimento econômico e a movimentação do dólar são os holofotes de primeira hora com a volta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao poder, para um terceiro mandato de presidente.

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Nesta segunda-feira (2), o mercado elevou as expectativas para o ano de 2023 no Boletim Focus. Apesar de ser a primeira divulgação no ano, as expectativas são do último dia útil de 2022, antes da posse de Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Começamos o ano com uma taxa Selic em 13,75% ao ano e o dólar à vista acima de R$ 5,20. Contudo, as expectativas são de alta dos dois índices ao longo do ano, como parte de um movimento de aversão ao risco dos investidores às primeiras intenções políticas do novo governo.

Inflação em 2023

Com o risco fiscal no centro das preocupações, com o aumento de gastos aprovado para o primeiro ano de governo Lula (PT) e as incertezas sobre a sustentabilidade fiscal.

Segundo o primeiro Relatório de Mercado Focus de 2023, as expectativas sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — dado oficial de inflação — passaram de 5,23% para 5,31%, contra 5,08% há um mês.

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As medianas do Focus para a inflação oficial em 2023 estão acima do teto da meta de 4,75%, apontando para três anos de descumprimento do mandato principal do Banco Central.

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Já para 2024 e 2025, os números indicados pelo Boletim Focus estão acima do centro da meta, de 3,0% (margem de 1,50% a 4,50%): 

  • IPCA em 2023: 3,65%; 
  • IPCA em 2025: 3,25%.

Boletim Focus: taxa Selic

A taxa básica de juros, que encerrou 2022 em 13,75% ao ano, deve permanecer por um bom período, na visão dos 28 respondentes do Boletim Focus.

Com a deterioração do cenário inflacionário em meio às preocupações fiscais, o relatório adiou mais uma vez a expectativa do primeiro corte nos juros, de agosto para setembro deste ano.

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O mercado espera que a taxa fique estável até agosto. Em setembro, o Banco Central deve decidir um corte de 50 pontos-base, a reduzir a Selic a 13,25%, e o início de uma sequência de alívio sucessivos de mesma magnitude — em novembro e em dezembro.

Se as movimentações monetárias forem confirmadas, a taxa Selic deve finalizar 2023 em 12,25% ao ano. 

Para 2024 e 2025, as projeções são de taxa básica de juros em 9,00% e 8,00% ao ano, respectivamente. 

Por fim, a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central acontecerá em fevereiro. 

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Boletim Focus: dólar em 2023

O dólar também deve manter-se acima de R$ 5,25 nos próximos meses. O Boletim Focus aponta que a moeda americana termine 2023 na faixa de R$ 5,27.

Para 2024, as expectativas são de um leve alívio, com o dólar a ser negociado em R$ 5,26. Contudo, no ano seguinte, as projeções tendem a uma moeda americana mais forte, a R$ 5,30. 

Atividade econômica (PIB) 

Com os olhos no espelho do retrovisor, o mercado espera que a atividade econômica encerre 2022 em 3,04%. Os dados oficiais do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto semestre e do acumulado do ano devem ser divulgados até março de 2023.

Contudo, é importante ter em mente os últimos números. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,4% entre julho e setembro, depois de uma expansão bem mais forte, de 1,2% nos três meses anteriores. Além de mais fraco, o desempenho também veio abaixo do avanço de 0,6% que o mercado esperava.

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O Boletim Focus, porém, aponta um crescimento do PIB menor, de 0,80% em 2023. Para os anos seguintes, as projeções são de 1,50% em 2024, e 1,89% em 2025. 

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