🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Onde investir

O que comprar no Tesouro Direto agora que a Selic parou de subir

Juros devem permanecer parados até meados do ano que vem; saiba em quais títulos públicos investir neste cenário

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
22 de setembro de 2022
13:19
Investidor em dúvida sobre a hora certa de comprar e vender NTN-B e prefixados no Tesouro Direto
Indeciso sobre que título comprar no Tesouro Direto neste momento? Encontre algumas sugestões abaixo. - Imagem: POMB/Seu Dinheiro

A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciada ontem (21) marcou o fim do ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, ao menos por ora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois de 13 elevações num período de mais de um ano, finalmente os juros devem ficar estacionados por algum tempo no patamar de 13,75% ao ano.

A decisão não foi unânime - dois diretores do BC votaram por uma elevação adicional de 0,25 ponto percentual -, e o BC foi cauteloso no seu comunicado, destacando o ambiente inflacionário ainda desafiador, inclusive no exterior.

O Copom também se mostrou disposto a aumentar a Selic novamente no futuro, caso necessário, mas ressaltou que o juro atual, já bastante elevado, está de acordo com sua estratégia.

Assim, pelo menos neste primeiro momento, podemos esperar que a Selic fique parada em 13,75% até metade do ano que vem - ao menos esta é a estimativa do mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Saímos portanto de um cenário de juros em alta para juros parados em um patamar elevado. Nesse sentido, algumas estratégias, para quem investe em renda fixa, já podem começar a mudar.

Leia Também

O que comprar no Tesouro Direto agora

Falando de Tesouro Direto, é bom destacar que não é porque a Selic parou de subir que o Tesouro Selic - título cuja remuneração é atrelada à taxa básica de juros - deixou de ser atrativo.

Com a perspectiva de uma inflação mais controlada adiante, uma taxa de 13,75% é bastante alta e embute um ganho formidável acima da inflação. Veja como fica a remuneração do Tesouro Selic e de outras aplicações conservadoras com a Selic atual.

“A inflação ainda não está exatamente ancorada, mas já é meio consenso que a inflação de dois dígitos ficou para trás”, diz Ulisses Nehmi, sócio da Sparta, gestora especializada em renda fixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o último Boletim Focus do Banco Central, a inflação deve terminar 2022 em 6,00%, e a projeção para o IPCA em 12 meses é de 5,10%.

Claro que o índice ainda pode ser afetado pelas pressões inflacionárias vindas do exterior, mas lá fora os bancos centrais também estão promovendo um aperto monetário forte, a fim de controlar seus preços.

“Falando de investimentos, eu gosto muito do pós-fixado, gosto do Tesouro Selic. Muitas vezes queremos sofisticar, fazer algo inovador, mas esse número de 13,75% é bastante alto, com liquidez diária, sem risco para o investidor”, diz Felipe Miranda, CIO e estrategista-chefe da Empiricus.

Hora de pensar em migrar para os prefixados

Há algum tempo temos falado aqui no Seu Dinheiro sobre a atratividade dos títulos prefixados, à medida que se aproximava o fim do ciclo de aperto monetário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De fato, esses papéis atingiram suas taxas máximas em julho, quando chegaram a pagar mais de 13,50% ao ano para quem os comprasse naquele momento e levasse até o vencimento.

De lá para cá, os juros futuros e as taxas dos prés recuaram, de modo que esses títulos se valorizaram - os preços dos prefixados sobem quando as taxas caem e vice-versa.

Agora, as rentabilidades dos prefixados não estão mais nas máximas e não devem retornar para lá, dado o fim do ciclo de aperto monetário, mas ainda estão bastante elevadas, próximas dos 12% ao ano.

E com a parada na alta de juros, com possível queda a partir de meados do ano que vem, esses papéis ainda têm perspectivas de valorização. De ontem para hoje, suas taxas já caíram e seus preços já subiram.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Historicamente, o período de seis meses após a última reunião em que o Copom aumenta juros costuma ser um bom momento para avaliar a migração de pós-fixados para prefixados e indexados à inflação, a fim de buscar uma rentabilidade melhor na renda fixa", diz Ulisses Nehmi, da Sparta.

Não se trata porém de migrar todo o investimento em Tesouro Selic para Tesouro Prefixado, mas ao menos uma parte daquilo que excede a sua reserva de emergência.

Ele lembra que é preciso ficar atento aos vencimentos, pois quanto mais longo o prazo do papel, maior a volatilidade dos preços. Os menos voláteis disponíveis no Tesouro Direto são os de prazo intermediário, com vencimento entre dois e cinco anos.

“Mas se for para ficar com o título até o vencimento, tudo bem”, diz Nehmi, ressaltando que as taxas também estão atrativas para quem tem esse objetivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Felipe Miranda, da Empiricus, diz que gosta dos prefixados “meio da curva”, justamente esses de prazos intermediários, “porque a inflação implícita está acima de 5%”, isto é, eles embutem uma expectativa de inflação de mais de 5% até o vencimento, que pode ser considerada elevada.

E os indexados à inflação?

As mesmas circunstâncias que beneficiam os prefixados também são vantajosas para os títulos públicos atrelados à inflação, chamados Tesouro IPCA+. As taxas desses papéis no Tesouro Direto ainda estão superiores a 5,5% ao ano mais a variação da inflação pelo IPCA.

“O pessoal anda meio decepcionado com o Tesouro IPCA+ porque o IPCA veio negativo recentemente, então não teve a ajuda da inflação no rendimento desses títulos. Mas olhando para frente, a inflação deve se normalizar. Aí fica interessante. Com a Selic caindo mais adiante, melhor ainda”, explica Nehmi.

Mesmo com uma inflação menor, uma remuneração de mais de 5% acima do IPCA e essa garantia de proteção contra a alta dos preços, preservando o poder de compra do investidor, não são de se jogar fora. E os papéis ainda podem se valorizar quando a inflação for controlada e houver perspectivas de cortes na Selic, mais para frente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Felipe Miranda, os papéis indexados à inflação mais interessantes agora são os mais longos, aqueles com vencimentos lá para 2050. Lembrando que títulos mais longos também são mais voláteis no dia a dia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

RENDA FIXA

Tesouro Direto: A ‘janela de ouro’ do Tesouro IPCA+, que pode render até 91% com a queda dos juros

2 de fevereiro de 2026 - 16:45

Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa

RENDA FIXA

Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear

30 de janeiro de 2026 - 17:25

O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança

ENERGIA PARA A EMPRESA

Eneva (ENEV3) anuncia nova emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões; veja potencial para a ação

26 de janeiro de 2026 - 12:35

Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundos de crédito privado perdem R$ 19 bilhões em dezembro, mas gestores estão mais otimistas com debêntures neste início de ano

20 de janeiro de 2026 - 18:01

Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses

TÍTULOS PÚBLICOS

Tesouro Direto volta a oferecer retornos recordes; Tesouro IPCA+ paga 8% mais inflação e prefixados rendem mais de 13%

20 de janeiro de 2026 - 12:29

Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto

SEGUNDA CHANCE

CDBs do Master: onde reinvestir o dinheiro da garantia paga pelo FGC

19 de janeiro de 2026 - 18:05

Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras

COMPRAR OU VENDER?

Este fundo de infraestrutura, isento de IR, é eleito pelo BTG como a pechincha do setor — confira qual

19 de janeiro de 2026 - 14:41

Relatório afirma que a performance do BDIF11 está descolada dos seus pares, mesmo com uma carteira pulverizada e um bom pagamento de dividendos

CDBs

FGC começa pagamentos do Banco Master e dispara alerta: fraude atinge quem tem valores a receber

18 de janeiro de 2026 - 17:34

Os golpistas e fraudadores estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento

RENDA FIXA

Com juros altos, o fantasma do endividamento ainda pode assombrar as empresas em 2026? O que esperar do mercado de dívida corporativa

15 de janeiro de 2026 - 6:24

Apesar da pressão dos juros altos, a maioria das empresas fez ajustes importantes, e o setor segue com apetite por crédito — mas nem todas escaparam ilesas

GANHO EM DÓLAR

BTG recomenda bond da Raízen (RAIZ4) na carteira de renda fixa internacional — e outros quatro títulos de dívida de brasileiras

14 de janeiro de 2026 - 17:45

Banco afirma que o mercado “exagerou na punição” à dívida da companhia e vê retorno atrativo para investidores em meio ao forte desconto

CARTEIRA RECOMENDADA

Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA+? O que dizem as recomendações de renda fixa e Tesouro Direto para janeiro

13 de janeiro de 2026 - 12:32

Itaú BBA e XP divergem em suas recomendações de títulos públicos no início deste ano; corretoras e bancos também indicam CRI, CRA, debêntures e CDB

OURO DE TOLO

Investiu em CDBs do Master? Seu retorno pode estar abaixo de 100% do CDI! Veja quanto você já deixou de ganhar com o dinheiro parado

9 de janeiro de 2026 - 12:20

Demora no ressarcimento pelo FGC faz a rentabilidade contratada diluir ao longo do tempo, e o investidor se vê com retorno cada vez menor

BALANÇO DA RENDA FIXA

Com Selic a 15%, renda fixa conservadora brilhou em 2025, mas destaque foram os prefixados; veja o desempenho do Tesouro Direto no ano

1 de janeiro de 2026 - 12:10

Melhor desempenho entre os títulos públicos ficou com os prefixados, que chegaram a se valorizar mais de 20% no ano; na renda fixa privada, destaque foram as debêntures incentivadas

É A VEZ DO CRÉDITO

Adeus, poupança. Olá, debêntures! Como as mudanças na renda fixa mexeram com investimentos e crédito às empresas

22 de dezembro de 2025 - 14:32

Investimentos como CRI/CRA, debêntures e outros reduziram a participação dos bancos nos empréstimos corporativos

RENDA FIXA

Banco ABC Brasil lança LCIs e LCAs com pagamento de juros mensais — entenda a novidade nos títulos isentos de IR

16 de dezembro de 2025 - 17:45

Novos títulos têm vencimento fechado, sem a possibilidade de resgate antecipado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar