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Mídia finlandesa têm manifestado apoio à adesão do país nórdico à Otan; Finlândia e Rússia compartilham fronteira de 1.300 km
A expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na direção das fronteiras da Rússia é apontada como um dos motivos para a guerra que há um mês e meio devasta a Ucrânia.
No que depender do secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, a expansão da aliança militar em direção ao território russo é um incêndio que vai ser apagado com gasolina.
Depois de afirmar que a Otan precisa arrumar meios de evitar que a guerra se espalhe para além das fronteiras ucranianas, Stoltenberg declarou que a Finlândia será “recebida calorosamente” caso decida aderir à aliança militar.
Agora sem meias-palavras, a Otan diz que vai seguir se expandindo para onde for chamada.
Finlândia e Rússia compartilham cerca de 1.300 quilômetros de fronteira. Atualmente, somente Ucrânia, Finlândia e Bielorrússia separam fisicamente a Rússia da Otan.
Na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Pekka Haavisto, anunciou que “em breve” esclarecerá os próximos passos sobre a possibilidade de adesão à Otan.
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A mídia finlandesa têm defendido que o país abandone sua neutralidade histórica em relação ao tema e ingresse na aliança militar.
A fronteira em questão já foi palco de duas guerras entre Moscou e Helsinque.
Em meio à eclosão da Segunda Guerra Mundial, a Finlândia e a extinta União Soviética travaram a chamada Guerra de Inverno.
Entre novembro de 1939 e março de 1940, cerca de 200 mil pessoas morreram em pouco mais de três meses de conflito.
Pouco mais de um ano depois, a partir de junho de 1941, a Finlândia tornou-se uma das frentes da chamada Operação Barbarossa, lançada pelos nazistas contra a URSS.
Numa entrevista à CNBC, Stoltenberg disse que cabe à Finlândia decidir, mas que ela será muito bem recebida caso opte por ingressar na Otan.
“A mensagem da Otan é que cabe à Finlândia decidir”, disse o secretário-geral. “Respeitaremos a decisão seja ela qual for, mas se a Finlândia decidir se candidatar à adesão, estou confiante de que os aliados da Otan a receberão calorosamente – e podemos rapidamente tomar a decisão de tê-la como membro”, acrescentou.
Os comentários de Stoltenberg vêm à tona em um momento no qual a Suécia, outro país com posição de neutralidade, também tem mostrado abertura à possibilidade de reconsiderar sua política de não-alinhamento.
Enquanto isso, o conflito na Ucrânia caminha para completar dois meses sem indícios de uma solução próximo.
*Com informações da CNBC.
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