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RESUMO DO DIA: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançou três pontos em relação ao levantamento do dia 22 de setembro, assim como o presidente Jair Bolsonaro (PL), que também oscilou positivamente três pontos. O petista chegue com chance de vencer no primeiro turno. Confira os novos números do levantamento divulgado nesta quinta-feira (29).
A quatro dias da eleição, as pesquisas de intenção de votos ganharam grande protagonismo no mundo político. Em um cenário onde a corrida presidencial pode ser decidida já no primeiro turno, institutos de pesquisas passaram a reforçar a divulgação dos votos válidos estimados para o pleito.
De acordo com o agregador de pesquisas eleitorais do Estadão, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 52% dos votos válidos ante 36% de Jair Bolsonaro (PL). Com esse resultado, o petista estaria eleito na noite de domingo (2).
Enquanto os votos totais englobam brancos, nulos e indecisos, os votos válidos consideram somente os votos nominais — aqueles que foram destinados a um candidato ou legenda.
Para Gabriel Marchesi, estatístico e presidente do Conselho Regional de Estatística da 4ª Região, o enfoque das pesquisas nos votos válidos pode ser explicado pelo fato de que são eles quem efetivamente definem o vencedor das eleições.
“Eles transmitem ao eleitor o prognóstico de quem vai ganhar o pleito, se haverá segundo turno, entre outras coisas”, diz Marchesi.
Pesquisas indicam que Lula pode ganhar a eleição já no primeiro turno e Marchesi aponta essa questão como um dos principais fatores pelo qual os votos válidos estão sendo divulgados com maior frequência.
Segundo o estatístico, a divulgação de tais dados não é incomum em períodos eleitorais, mas ele entende que a expectativa gerada com uma possível decisão no primeiro turno é um produto direto dos resultados das pesquisas eleitorais.
Para Neale El-Dash, sócio e diretor de pesquisas da Sleek Data e idealizador do Polling Data, site agregador de pesquisas eleitorais brasileiras, quando uma pesquisa ignora indecisos, há um risco considerável de gerar uma distorção no levantamento.
“No dia da eleição, ninguém é indeciso. A pessoa pode votar válido, votar branco ou nulo ou sequer ir votar, mas ela terá que se decidir”, aponta El-Dash. (Estadão Conteúdo)
Horas antes do debate entre os presidenciáveis na TV Globo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) reconheceu que será atacado, mas disse que não tem do que ter medo.
“Daqui a pouco temos um debate na Globo. A gente sabe o que pode acontecer hoje lá. A Globo, se você não vai, você está morto. Se for, você vai levar tiro. Mas temos a verdade ao nosso lado, não tenho o que temer”, afirmou durante transmissão ao vivo nas redes sociais.
O debate na Globo, a três dias de os brasileiros irem às urnas, é visto pela campanha de Bolsonaro como a última oportunidade de levar a disputa para o segundo turno.
Enquanto isso, a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) crê em uma onda nesta reta final para tentar encerrar o pleito no domingo (02), com a atração de nomes de peso a favor do petista.
O governador do Rio de Janeiro e candidato à reeleição, Cláudio Castro (PL), segue na liderança da disputa estadual com 44% dos votos válidos, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29).
Em segundo lugar, aparece Marcelo Freixo (PSB), com 31%. Em terceiro aparece Rodrigo Neves (PDT), com 11%.
Castro oscilou negativamente 1 ponto percentual (pp) em relação ao levantamento anterior, de 22 de setembro, quando tinha 45%. Já Freixo oscilou negativamente 2 pp.
Em quarto aparece Paulo Ganime (Novo), com 4%. Depois, Cyro Garcia (PSTU), com 3%. Juliete Pantoja (UP), Wilson Witzel (PMB) e Eduardo Serra (PCB) estão empatados com 2% cada. Luiz Eugênio (PCO) tem 1%.
Em um eventual segundo turno, Castro tem 46% e Freixo, 38%. Ambos aparecem com os mesmos números da pesquisa anterior.
Votos brancos, nulos e nenhum acumulam 12% e não sabem, 4%.
A pesquisa foi contratada pela Globo e ouviu 1.500 pessoas entre 27 e 29 de setembro, em 44 municípios fluminenses.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Romeu Zema (Novo), segue liderando a disputa estadual com 57% dos votos válidos, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29).
O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), candidato apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vem em seguida, com 34%.
Em comparação ao último levantamento, de 22 de setembro, Zema oscilou negativamente 1 ponto porcentual (pp), enquanto Kalil oscilou positivamente 1 pp.
Com apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL), Carlos Viana aparece com 5%. Marcus Pestana (PSDB), Renata Regina (PCB), Vanessa Portugal (PSTU) e Cabo Tristão (PMB) têm 1% cada.
Diante desse quadro, a eleição para governador de Minas Gerais será decidida no primeiro turno, segundo o Datafolha, com Zema sendo reconduzido ao cargo. Para esse cálculo, são excluídos os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos.
Mas caso haja um segundo turno, Zema venceria Kalil por um placar de 55% a 37%. Na comparação à pesquisa anterior, Zema manteve a porcentagem, enquanto Kalil oscilou positivamente 1 pp.
A pesquisa foi contratada pela Globo e ouviu 1.500 pessoas entre os dias 27 e 29 de setembro em 81 cidades do estado. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29) mostra o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT) liderando a corrida para o governo de São Paulo, com 41% dos votos válidos.
O petista é seguido por Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 31%, e pelo atual governador do Estado, Rodrigo Garcia (PSDB), com 22%.
Em um eventual segundo turno, Haddad tem 48% dos votos totais contra 40% de Tarcísio de Freitas.
Na simulação contra Rodrigo Garcia, o petista tem 45% dos votos totais, e o atual governador, 40%.
Ainda segundo o Datafolha, entre os eleitores que votam em Rodrigo Garcia no 1º turno, 47% escolheriam Tarcísio contra Haddad, que teria 36% dos votos do tucano.
Outros 15% votariam em branco e nulo e 2% não tem opinião sobre essa disputa.
Dos eleitores que escolhem Tarcísio no 1º turno, 62% optariam por Garcia em um segundo turno contra Haddad, que teria 14% do candidato do Republicanos.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e ouviu 2 mil pessoas entre os dias 27 e 29 de setembro em 85 municípios paulistas.
A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
A insistência do presidente Jair Bolsonaro (PL) em reativar o antipetismo não surtiu efeito, segundo a pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29).
O levantamento mostra que 52% dizem não votar de jeito nenhum em Bolsonaro — mesmo patamar da semana passada. Da mesma forma, a rejeição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguiu estável, em 39%.
A campanha bolsonarista vem agindo para amenizar a imagem do candidato à reeleição e degradar a do adversário, que lidera as pesquisas de intenção de voto.
Ciro Gomes (PDT) aparece como o terceiro mais rejeitado, com 24%, também o mesmo nível da pesquisa anterior.
O Datafolha ouviu 6.800 pessoas em 332 cidades entre terça-feira (27) e quinta-feira (29). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29) mostrou que em um eventual segundo turno, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 54% dos votos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 39%.
Em relação ao levantamento da quinta-feira (22), Bolsonaro avançou um ponto e conseguiu reduzir a distância para Lula de 15 para 14 pontos.
A vantagem do petista já foi de 20 pontos, em dezembro passado, mas vem se mantendo estável ao longo desta campanha.
O Datafolha ouviu 6.800 pessoas em 332 cidades entre terça-feira (27) e quinta-feira (29). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29) trouxe uma boa notícia para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): com o avanço de três pontos e considerando a margem de erro, ele voltou à casa dos 50% de votos válidos, limiar para uma vitória no primeiro turno.
O critério, adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a contagem da eleição, exclui os brancos e nulos: quem tiver 50% mais um voto está eleito diretamente.
O levantamento mostrou que Lula tem 50% dos votos válidos contra 36% de Bolsonaro no primeiro turno.
Em maio, Lula chegou a ter 54%, baixando em setembro para 48% — patamar em que permaneceu até a semana passada, quando oscilou para 50%. Ou seja, a situação atual é de estabilidade.
O petista vem redobrando os esforços para evitar alta abstenção e buscar voto útil dos eleitores dos terceiros colocados, Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) investe contra a imagem de Lula para levar a disputa final para o dia 30 de outubro.
Confira os percentuais da nova pesquisa Datafolha para o primeiro turno:
O Datafolha ouviu 6.800 pessoas em 332 cidades entre terça-feira (27) e quinta-feira (29). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A penúltima pesquisa Datafolha antes do primeiro turno de domingo (2) foi divulgada nesta quinta-feira (29) e mostrou que a distância entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) permaneceu em 14 pontos na comparação com a sondagem anterior, de 22 de setembro.
O levantamento mostrou que Lula tem 50% dos votos válidos contra 36% de Bolsonaro no primeiro turno.
Na sondagem anterior, o petista tinha 47%, enquanto Bolsonaro vinha em segundo lugar, com 33%.
Confira a distância entre Lula e Bolsonaro de maio até agora:
Quando o critério é a totalidade dos votos, incluindo brancos, nulos e indecisos, Lula oscilou de 47% para 48% ante a pesquisa anterior.
Os demais candidatos
Entre os candidatos do chamado segundo pelotão, Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro lugar com 6% dos votos.
Na pesquisa anterior, o pedetista somava 7% das intenções de voto. Simone Tebet (MDB) manteve os 5%.
Considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, Ciro e Tebet estão continuam tecnicamente empatados.
Na lanterninha, Soraya Thronicke (União Brasil) se manteve em 1%, empatada com Vera Lúcia (PSTU). Felipe D’Ávila (Novo), Sofia Manzano (PCB), Leo Péricles (UP), Constituinte Eymael (DC) e Padre Kelman (PTB) não pontuaram.
Quando o critério é a totalidade dos votos, incluindo brancos, nulos e indecisos, Ciro foi de 7% para 6% e Tebet manteve os 5%.
Votos em branco e nulos foram 3% e não sabem, 2%.
O Datafolha ouviu 6.800 pessoas em 332 cidades entre terça-feira (27) e quinta-feira (29). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O ex-ministro e candidato ao Senado do Paraná Sérgio Moro (União Brasil) afirmou nesta quinta-feira (29), em seu perfil no Twitter, que irá acompanhar o debate presidencial da Globo e atuará como o “detector de mentiras de Lula”.
Hoje vou acompanhar o debate da Globo. Serei o detector de mentiras do Lula. Vamos ver como ele vai encarar as perguntas sobre CORRUPÇÃO em
seu governo. A cada mentira do Lula, estarei aqui pra trazer a verdade. Tenho experiência.— Sergio Moro (@SF_Moro) September 29, 2022
Não é a primeira vez que Moro adota um tom irônico para falar sobre Lula. Quando o ex-presidente foi sabatinado no Jornal Nacional, o ex-ministro afirmou em suas redes sociais que esperava perguntas firmes sobre “Mensalão, Petrolão, tríplex e Atibaia”.
“Se precisarem de ajuda, sou voluntário. Tenho experiência”, disse.
Juiz responsável pela Operação Lava Jato, foi Moro quem condenou o ex-presidente à cadeia nos casos do tríplex do Guarujá e do sítio em Atibaia.
A condenação do petista, no entanto, acabou sendo anulada pelo STF, que entendeu que o julgamento realizado por Moro foi parcial, declarando assim a suspeição do magistrado.
O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na sessão desta quinta-feira (29) resolução que proíbe o transporte de armas e munições, em todo o território nacional durante o período das eleições.
As normas se aplicam a colecionadores, atiradores e caçadores no sábado (1º), domingo (02) — dia do pleito — e segunda-feira (03).
Dessa forma, pessoas com direito a posse de armas não podem circular em até 100 metros das sessões eleitorais.
Os eleitores cariocas poderão embarcar de graça nos ônibus e BRTs para votar neste domingo (29). O anúncio foi feito hoje (29) pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, no Twitter. O transporte será gratuito entre 6h e 20h para quem apresentar o título de eleitor.
independente de quem você vota! Amanhã decreto meu regulamentará essa questão.
— Eduardo Paes (@eduardopaes) September 29, 2022
A decisão, segundo o prefeito, será oficialmente publicada amanhã (30), em decreto. “Vamos exercer nosso direito democrático independente de quem você vota!”, disse.
Neste domingo, cerca de 5 milhões de eleitores estão aptos a votar nos 1,4 mil locais de votação do município do Rio de Janeiro, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
O Rio é a segunda maior cidade eleitoral do país, ficando atrás apenas de São Paulo, com cerca de 9 milhões de eleitores.
*Com informações da Agência Brasil
A mais recente pesquisa da Genial/Quaest da última terça-feira (27) querem que a eleição para presidente acabe já no primeiro turno, marcado para 2 de outubro — também conhecido como o próximo domingo.
Cerca de 50% dos entrevistados diz “não aguentar mais eleição”. Entre eles, as mulheres (52%) são as mais fartas de assuntos relacionados ao pleito. Os homens representam 46% desse total.
Por último, uma parcela minoritária — mas, ainda assim, significativa — entende que encerrar a eleição já no próximo domingo daria “menor chance de golpe, confusão e violência”. Eles representam cerca de 10% dos entrevistados.
Pesquisa Exame/Ideia divulgada nesta quinta-feira mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49% dos votos válidos.
Como a margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos, Lula teria de 46% a 52%. O número sinaliza a possibilidade de vitória do petista em primeiro turno.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 38% quando excluídos os votos em branco e nulos.
Ciro Gomes (PDT) tem 7%, e Simone Tebet (MDB), 5%.
No cenário geral, considerando branco e nulos, o candidato do PT tem 47% das intenções de voto, enquanto o chefe do Executivo tem 37%.
Em relação ao último levantamento, divulgado há um mês, o petista oscilou três pontos para cima. Bolsonaro oscilou um, também para cima.
Em segundo turno, Lula tem 52%, ante 41% de Bolsonaro.
O Instituto Ideia consultou 1.500 eleitores por telefone entre os dias 23 e 28 de setembro. A sondagem foi contratada pela revista Exame.
O único compromisso da agenda da maior parte dos candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira é a preparação para o debate da noite de hoje na Rede Globo.
São os casos de Ciro Gomes (PDT), Felipe D’Avila (Novo), Jair Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil).
Entre os participantes do debate, somente Kelmon Souza (PTB) tem outro compromisso hoje: uma entrevista ao Jornal da Cidade On-line.
Entre os demais candidatos:
A expectativa gerada pelo debate entre os presidenciáveis na Rede Globo, marcado para a noite desta quinta-feira, tem ares de final de campeonato.
Assim que o debate terminar, os eleitores ainda indecisos terão pouco mais de 48 horas para definir o que farão no domingo diante das 577 mil urnas eletrônicas espalhadas pelo país.
E a já manjada expressão “cada voto conta” talvez nunca tenha vindo tão a calhar como no processo eleitoral deste ano.
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