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Desempenho fraco de Ciro Gomes pode ser decisivo para definir uma disputa já afunilada há tempos entre Lula e Bolsonaro
Muito se esperava do debate entre presidenciáveis transmitido no fim da noite de ontem pela Rede Globo, o último antes do primeiro turno das eleições.
O resultado, porém, foi frustrante. Assim como na canção de Djavan, os candidatos insistiram no 0 x 0, o público queria 1 x 1.
Repleto de direitos de resposta e carente de propostas, o debate pouco acrescentou a quem se deu ao trabalho de acompanhar as mais de 3 horas de duração do evento.
Só não se frustrou quem gosta de um barraco. Ataques pessoais renderam 19 pedidos de direito de resposta. Dez foram atendidos.
De qualquer modo, é improvável que o debate tenha mudado o cenário apontado pela maioria das pesquisas. Nelas, no limite da margem de erro, Lula flerta com a possibilidade de vitória em primeiro turno.
Promovido no formato de confronto direto entre os candidatos, o embate mais esperado da noite não aconteceu.
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve a oportunidade de confrontar o presidente Jair Bolsonaro (PL) diretamente.
Quando teve a chance, Bolsonaro a desperdiçou. Preferiu terceirizar a função a Kelmon Souza (PTB).
Limitaram-se a lançar farpas um contra o outro de maneira indireta, nos confrontos com os demais candidatos.
Se Lula e Bolsonaro ficaram no 0 x 0 entre eles, o debate teve um perdedor. E é um perdedor com potencial de decidir a eleição.
Ciro Gomes (PDT) chegou à Globo com a missão de debelar a campanha para que seus eleitores coloquem em prática o voto útil em Lula.
Com uma atuação apagada e vacilante em relação a debates anteriores, Ciro foi mal.
No limite, pode ter transformado o empate sem gols entre Lula e Bolsonaro numa vitória por pontos em favor do petista.
Comecemos por Lula, líder nas pesquisas de intenção de voto.
Alvo de ataques vindos de todos os lados, Lula teve uma atuação mais reativa.
Tirou bom proveito da maioria dos direitos de resposta a ele concedidos.
Nas vezes em que pôde decidir com quem debater, não teve a opção de confrontar Bolsonaro, com quem as trocas de farpas foram sempre indiretas.
Escorregou somente ao se exaltar com o padre que não é padre.
Aparentemente, porém, nada que abale a predisposição de quem deseja reconduzi-lo ao Palácio do Planalto.
Se fosse um jogo de futebol, atuação suficiente para garantir um 0 x 0.
Numa luta de boxe, vitória por pontos graças ao mau desempenho de Ciro.
Mantém a chance de vencer em primeiro turno.
Passagens com ares de briga de boteco à parte, Bolsonaro pregou para convertidos.
Teve uma oportunidade de confrontar Lula diretamente.
Desperdiçou a chance, terceirizando o serviço ao Padre Kelmon e optando por trocas indiretas.
Mostrou-se desdenhoso quando confrontado pelas candidatas Simone Tebet e Soraya Thronicke.
Se não se esforçou em cativar indecisos, não dissuadiu aqueles que desejam sua reeleição. Também ficou no 0 x 0.
O candidato do PDT à Presidência da República surpreendeu. Negativamente.
Ciro chegou à reta final do primeiro turno pressionado pela campanha pelo voto útil em Lula.
Escolheu o petista logo em seu primeiro confronto para escutar na réplica um “estou achando você nervoso”.
Depois de atuações relevantes nos debates transmitidos pela Band e pelo SBT, mostrou-se apático na Globo.
Fica de consolo o fato de, proporcionalmente, ter liderado o ranking de menções positivas nas redes sociais em uma medição em tempo real da Quaest Pesquisa e Consultoria.
Se a intenção era convencer potenciais eleitores a marcarem posição em sua candidatura, talvez o efeito seja justamente o contrário. No placar, 0 x 1 com direito a gol contra.
Se fosse possível afirmar que alguém ganhou o debate da Globo, a pessoa atenderia pelo nome de Simone Tebet.
A candidata do MDB manteve o bom desempenho dos debates anteriores.
Soube equilibrar um tom propositivo com críticas pertinentes aos dois principais candidatos.
Embora as pesquisas indiquem que Simone está fora do páreo de um eventual segundo turno, não será espantoso se ela terminar a corrida em terceiro lugar. No placar: 1 x 0 para a emedebista.
A candidata do União Brasil pouco acrescentou ao debate, mas certamente fará sucesso nas redes sociais.
As formas diversas com que errou o nome do “candidato padre” já se espalham na forma de memes por toda a internet.
Escorregou ao ser questionada por Bolsonaro sobre os cargos que pediu no governo.
Também por isso, 0 x 0.
O candidato do Novo cumpriu o esperado.
Aproveitou o espaço para marcar posição.
Não prima pelo carisma, mas talvez tenha sido o autor do melhor resumo do debate global como um todo: "Que tristeza terminar um debate presidencial e ver essa baixaria de sempre."
Outro sonolento 0 x 0.
Substituto de Roberto Jefferson como candidato do PTB, Kelmon Souza atuou claramente como linha auxiliar de Bolsonaro. Era como se o presidente tivesse dois púlpitos no debate.
A não ser por quem já vai votar em Bolsonaro, o desrespeito constante às regras do evento pelo padre Kelmon incomodou até mesmo o jornalista William Bonner, mediador do debate.
Deu um tom de escárnio a um debate que já não era bom.
Sai da campanha direto para o folclore político.
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