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7 de setembro: Bolsonaro vai às ruas e o resultado das manifestações pode vir para o seu bolso

Em 2021, declarações do presidente trouxeram grande volatilidade para a Bolsa após chamar ministro Alexandre de Moraes de ‘canalha’ em São Paulo; saiba como reta final das eleições pode influenciar o mercado financeiro

NÃO USAR Bolsonaro veste terno azul e camisa branca. Fala ao microfone durante discurso, com bandeira do Brasil ao fundo.
NÃO USAR O ex-presidente Jair Bolsonaro - Imagem: Reuters/Adriano Machado

“Sai, Alexandre de Moraes! Deixe de ser canalha”. Foi assim que, um ano atrás, Bolsonaro acirrou os ânimos de apoiadores no feriado de 7 de setembro na avenida Paulista, em São Paulo. 

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No dia seguinte, o Ibovespa reagiu com queda diante da desarmonia entre os poderes executivo e judiciário, somado ao cenário global negativo.

Agora, porém, o cenário é outro. Estamos há menos de um mês para as eleições presidenciais, com dois candidatos em destaque: Bolsonaro e Lula. O atual presidente voltará às ruas ao lado de  figuras evangélicas e ruralistas convocadas por ele para que participem das comemorações.

É claro que, a menos de um mês do primeiro turno das eleições, essas manifestações pelo Brasil ganham um tom muito mais político do que o normal. E espera-se que Bolsonaro, candidato à reeleição para a presidência, aproveite para fazer discursos durante os eventos. Algo que pode trazer consequências fortes para o mercado financeiro.

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Em 2021, Bolsa teve volatilidade após declarações contundentes

As últimas declarações feitas pelo presidente, em meio às comemorações da Independência, não foram nem um pouco triviais. Em 2021,  Bolsonaro se opôs publicamente às decisões do  Supremo Tribunal Federal (STF) em discursos realizados em Brasília e na avenida Paulista, em São Paulo. 

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Entre as declarações feitas, o presidente chamou as eleições de "farsa" e disse que só sairia da presidência "preso ou morto".

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Além de toda a repercussão política que os discursos geraram pelo Brasil, o mercado financeiro também reagiu mal às declarações feitas pelo presidente naquele feriado. No dia seguinte, 8 de setembro, em menos de 20 minutos a Bolsa já caía mais de 1,5%. O mau humor piorou e, ainda no fim daquela manhã, a queda já superava os 2%, quando comparada ao fechamento de segunda-feira (6), antes do feriado.

Investidores viram o mercado sofrer uma intensa volatilidade durante os dias seguintes às comemorações. Isso porque, na quinta-feira, dia 9, o presidente baixou o tom de seu discurso ao divulgar nota dizendo que que jamais teve a "intenção de agredir quaisquer Poderes". No mesmo texto, Bolsonaro chegou até a elogiar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a quem havia xingado de “canalha” dois dias antes. 

Tendo ou não convencido políticos e civis com sua nota, fato é que o mercado financeiro gostou do que viu, e ativos domésticos passaram a registrar forte valorização, em um pregão que até então era desfavorável para o mercado acionário. Na mesma quinta-feira, dia 9, a Bolsa brasileira (B3) fechou com forte alta de 1,72%, aos 115.360,86 pontos.

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Esse exemplo serve para deixar qualquer investidor alerta ou, no mínimo, curioso, para os possíveis efeitos que a B3 pode sentir nestes próximos dias, após as manifestações e comemorações marcadas para acontecer em todo o país no feriado da Independência. 

O presidente Jair Bolsonaro já mostrou que pretende aproveitar a data para dar uma demonstração da força de sua campanha à reeleição, mobilizando sua base eleitoral para que os eventos tenham tamanho significativo. Com isso, pretende insistir na defesa de sua tese, o “Datapovo” – que contrapõe com as pesquisas eleitorais que vêm sendo divulgadas e mostram o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na frente da disputa. 

Na última pesquisa do Datafolha, divulgada na última quinta-feira (2), Bolsonaro aparece 13 pontos atrás de Lula, que lidera com 45% das intenções de voto, contra 32% do atual presidente.

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Volatilidade também pode ocorrer após 1º turno – e ainda mais intensa

Se as declarações feitas pelo presidente podem trazer efeitos positivos ou negativos para a Bolsa brasileira, é importante lembrar que as eleições podem ter efeito ainda maior para o mercado financeiro.

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Até o momento, a menos de um mês do primeiro turno, o Ibovespa ainda não sentiu tanto a força do momento político protagonizado pela disputa acirrada pelo alto cargo do Executivo. O principal índice da B3 acumula alta de 8% em agosto e 5% no ano, depois de muitos altos e baixos não relacionados ao pleito – mas sim, especialmente, a fatores vindos de fora, como a política de juros americana e a possibilidade de haver uma recessão nos Estados Unidos.

No entanto, muitos investidores estão curiosos para o que pode vir a acontecer no mercado financeiro neste último mês pré-eleição. E, principalmente, após o resultado do primeiro turno, que pode trazer como vencedor figuras de posicionamentos políticos extremos, como Lula e Bolsonaro.

Para ajudar o investidor a saber o que pode esperar do mercado com a proximidade das eleições, o Seu Dinheiro preparou um conteúdo especial em que mostra o comportamento da Bolsa na reta final das últimas eleições, de 1998 até 2020.

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Com a análise dos números registrados pelas ações nas últimas sete eleições presidenciais, além da opinião de especialista da maior casa de análise financeira independente do país, é possível enxergar movimentações comuns entre diferentes cenários críticos.

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A crise global na época de Fernando Henrique Cardoso, ou a recessão do governo de Dilma Rousseff, por exemplo, são alguns dos fatores que serviram de pano de fundo para as votações, e que traziam diferentes expectativas acerca dos candidatos à presidência.

Com essa análise aprofundada, é possível tentar prever o que esperar da Bolsa nessas próximas semanas, ajudando a direcionar os seus passos no mercado financeiro durante a reta final da corrida pelo principal cargo governamental do país.

O material completo e de qualidade, produzido por uma das principais repórteres de jornalismo econômico do país, pode ser acessado gratuitamente clicando aqui. Não perca a chance de conferir e se preparar para o que pode vir aí no mercado financeiro neste cenário de eleições presidenciais.

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