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O negócio de família que se tornou um dos maiores impérios brasileiros. A Família Safra segue no Top 10 do ranking de bilionários da Forbes
Joseph Safra foi um dos homens mais ricos do Brasil nas últimas duas décadas. O banqueiro clássico morreu no fim de 2020, mas a família mantém as atividades no setor financeiro que renderam a fortuna do libanês e brasileiro naturalizado.
No último ranking do seleto grupo de bilionários da revista Forbes, a família Safra ocupa o 6º lugar de bilionários brasileiros, com o patrimônio avaliado em US$ 7,7 bilhões (R$ 35,8 bilhões), hoje distribuída entre a viúva, Vicky Safra, e os quatro filhos.
Joseph, chamado de “Seu José” pelos mais próximos, também herdou a vocação para o negócio bancário, fundado no início do século XIX. Mas como a família Safra mantém e até aumenta o patrimônio mesmo após a morte do principal administrador? A fortuna é perpétua?
Confira a seguir a história da família Safra no nosso especial da Rota do Bilhão.
Antes de falar de Joseph, temos que saber um pouco sobre a história da instituição financeira Safra. Com mais de 180 anos, o grupo começou suas atividades na Síria fazendo câmbio entre moedas de diferentes países da Ásia, Europa e África. O Safra Frères & Cie fazia o financiamento de caravanas montadas em camelos durante o Império Otomano.
Antes de pisar em solo brasileiro, Jacob Safra saiu da Síria e mudou-se para o Líbano, onde Joseph nasceu, em 1938. A família de origem judaica chegou ao Brasil nos “anos dourados” — década de 1950 — com medo de uma 3ª Guerra Mundial, depois de passar temporadas nos EUA e Argentina.
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Com um cenário econômico promissor, Jacob resolve começar as atividades aqui no Brasil com uma empresa de importação de metais, máquinas e gado, a Safra Importação e Comércio. Anos mais tarde, o empresário adquire o Banco Nacional Transatlântico, o que se torna o Banco dos Santos.
Duas décadas depois, em 1972, com a compra de outras instituições, finalmente se consolidou o Banco Safra. O negócio da família era gerenciado, até então, pelo pai Jacob e seus três filhos, Edmond — o filho mais velho —, Moise e Joseph, que dividiam o comando das operações no Brasil e no exterior. A fortuna foi construída de forma lenta, mas constante.
O irmão mais velho, Edmond, foi enviado pelo pai — que faleceu em 1963 — para gerenciar os negócios da família em Genebra, Suíça e Nova York (EUA). Ele foi um banqueiro nato, fundador do Trade Development Bank — vendido para a American Express em 1983 —, Republic National Bank of New York e Safra Republic Holdings.
Diagnosticado com Mal de Parkinson e com crises financeiras, Edmond se distanciou dos negócios. Nesse momento, o império Safra já estava erguido: a corretora Safra National Bank of New York e a gestora Safra Asset Management faziam parte do grupo, além do próprio banco.
Edmond faleceu vítima de um incêndio criminoso em seu apartamento em Mônaco em 1999. A partir de então, os negócios ficaram nas mãos de Moise e Joseph — o filho mais novo. Nessa época, os irmãos se desentenderam.
Joseph, que comanda as operações do Banco Safra no Brasil, queria comprar a parte do irmão Moise, que não cedeu no primeiro momento. Então, o mais novo funda o J.Safra, uma concorrente da própria instituição financeira da família. Contudo, a disputa durou apenas dois anos. Em 2006, Moise cede e Joseph passa a ter o controle total do grupo Safra. O irmão morreu em 2014.
Controlador geral dos negócios Safra, sempre foi muito discreto e pouco midiático, mas teve os planos abalados com a crise econômica mundial de 2008.
Naquele momento, Joseph se preparava para passar o comando para o seus três filhos, Jacob — que levou o mesmo nome do avô —, Alberto e David. Contudo, em meio às incertezas era preciso manter a confiança dos clientes e a movimentação ficou para depois.
O processo de sucessão foi retomado no início de 2010, quando David Safra passou a fazer parte do Conselho de Administração do Banco Safra. Jacob seguiu os passos do tio Edmond, gerenciando os negócios no exterior.
No ano seguinte, o Safra adquiriu o banco suíço Sarasin&Co e a operação do private banking do Morgan Stanley na Suíça — a compra das atividades se concretizou, de fato, em 2015. Por seis anos, os irmãos comandaram juntos o grupo Safra — com o pai Joseph sempre por perto.
Contudo, em 2019, Alberto deixou a instituição com boatos de desentendimento com o irmão mais novo para se dedicar a outro projeto, a Asa Investments.
Assim como Edmond, Joseph foi diagnosticado com Mal de Parkinson e passou os últimos anos de vida em sua mansão de 130 cômodos e 11 mil metros quadrados no Morumbi, em São Paulo. Deixou a esposa, Vicky Safra, quatros filhos (Jacob, Alberto, David e Esther) e 14 netos.
Quando começava a se afastar dos negócios, o nome de Joseph apareceu envolvido em polêmicas.
Em 2016, o então segundo homem mais rico do Brasil foi denunciado pelo Ministério Público por corrupção à Justiça. Na operação Zelotes, o banqueiro era acusado de pagar propina de R$ 15 milhões para obter decisões favoráveis no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão da Receita Federal. Mas a ação penal contra o banqueiro não vigorou por falta de provas.
Durante as investigações da Lava Jato, o banco voltou a ganhar os holofotes. O ex-ministro Antonio Palocci afirmou, em delação premiada, que o Safra havia doado cerca de R$ 50 milhões em caixa dois para o Partido dos Trabalhadores (PT), para campanha eleitoral. Porém, as acusações não foram provadas.
Quando faleceu, em 2020, Joseph Safra deixou uma fortuna avaliada em US$ 16 milhões. Sua esposa, Vicky Safra, ficou com a maior parte da herança. Com um patrimônio estimado em US$ 7,4 milhões, ela se tornou uma das mulheres mais ricas do país aos 68 anos. Os filhos ficaram com um pouco menos.
Jacob, o filho mais velho, se tornou responsável pelo banco suíço J.Safra Sarasin, pelo Safra National Bank de Nova York e pelos imóveis da família nos Estados Unidos. David, que gerenciava os negócios no Brasil, administra até hoje o Banco Safra no país e as participações imobiliárias brasileiras do Grupo J. Safra.
Alberto foi deserdado. Ele só soube da informação após a morte do pai, no testamento. Inconformado, ele abriu um processo judicial em Nova York questionando as mudanças feitas no testamento em 2019, um ano antes do falecimento do bilionário. No ano passado, a disputa judicial começou a caminhar para a conclusão, por acordo.
Única filha, Esther Safra Dayan é casada com Carlos Dayan, filho de banqueiro brasileiro e herdeiro do Banco Daycoval. Ela dirige a escola Beit Yaacov, em São Paulo, criada pela fundação de sua família.
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