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Com o lançamento do novo Citroën C3, fizemos um raio-x dos seus principais concorrentes, que se posicionam nos segmentos de entrada e de hatches compactos, conforme a versão. Os resultados podem te surpreender
Não é impressão sua, os carros estão mais caros. O dólar foi um dos componentes dessa elevação de preços desde 2020, entre outros fatores. Ao mesmo tempo, sumiram do mercado as várias opções de modelos mais acessíveis. Hoje os compactos 1.0 estão restritos a poucas marcas.
Por isso chama a atenção a chegada de um carro que já era aguardado com expectativa no mercado. O novo Citroën C3 é um dos raros recentes lançamentos (de um modelo totalmente novo e não um facelift ou renovação) a integrar o cada vez mais seleto segmento de entrada.
Antes de conhecer o Citroën C3 e seus concorrentes, é importante desenhar o cenário do mercado de veículos mais baratos no Brasil e os motivos que fizeram eles deixarem de ser protagonistas nas vendas de zero-km.
Desde a pandemia, ou talvez até um pouco antes, as montadoras já haviam decretado o fim dos chamados “carros populares”.
Com exigências legais de segurança (freios com ABS, airbags, Isofix, cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos os ocupantes, etc.) e emissões (veículos leves passaram para a fase 7 do Proconve, mais rigorosa que a legislação europeia), as montadoras alegam que o aumento de tecnologia encareceu os veículos.
Junto com a pandemia, veio uma crise de componentes. Entre eles, semicondutores, resinas e borrachas, que interromperam linhas de produção por meses e geraram atrasos nas entregas com longas filas de espera por veículos.
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Tudo isso levou a um enxugamento do portfólio das fabricantes, que preferiram focar em modelos de maior rentabilidade e valor agregado. Vimos sumir do mercado desde os VW Up e Fox, os Fiat Uno e Siena, Toyota Etios e Chevrolet Onix Joy, entre outros.
Antes da chegada do novo Citroën C3, os modelos lançados elevaram o padrão e, consequentemente, os preços. De acordo com a consultoria automotiva Bright Consulting, o ticket médio de automóveis no Brasil em junho passado era de R$ 140 mil. Em 2019, os carros custavam em média R$ 87 mil.
Desde 2020, vários carros saíram de linha, entre nacionais e importados. Além de uma questão de mercado e dificuldades na produção, a legislação ambiental foi um tiro de misericórdia para alguns. Não valeria mais a pena investir em novos testes e melhorias de motores por um projeto mais antigo.
Ao mesmo tempo, os lançamentos passaram a mirar em segmentos mais rentáveis e de maior evolução na demanda, principalmente os SUVs e picapes.
Surgiram VW Nivus, Fiat Strada (totalmente renovada e de cabine dupla), Jeep Commander, novo Hyundai Creta, Chevrolet Tracker, Fiat Pulse e Fastback, novos Honda City e HR-V e Toyota Corolla Cross, para citar alguns.
Os modelos compactos também foram renovados, como Peugeot 208, Renault Kwid, Hyundai HB20 e Fiat Argo. Mas sempre a preços elevados.
Hoje, Renault Kwid e Fiat Mobi se revezam entre os mais acessíveis do Brasil, com preços a partir de R$ 68 mil. Mesmo assim, são carros pequenos e bem limitados em conteúdo. Em contrapartida, são carros, como dizem os vendedores das concessionárias, “mais completos”. Fazem parte do chamado segmento de entrada e hoje representam 10% do market share total.
Se antigamente era raro achar um modelo novo de entrada com os itens descritos na versão, porque sempre havia um opcional nem sempre desejável para aumentar seu preço, hoje essa realidade mudou.
Em consulta a três concessionárias de cada marca (Fiat e Renault), encontramos Mobi e Kwid com os itens exatamente conforme anunciados, sem adicionais, a pronta entrega e até com desconto.
A recente novidade no mercado é o Citroën C3. Se antes a marca de origem francesa, com fábrica em Porto Real (RJ), se dedicava a modelos premium, o mercado entende que agora a Citroën, sob o comando do Grupo Stellantis, está mudando para se tornar uma marca de maior volume.
Esqueça o antigo C3, que saiu do mercado no início de 2021 e dele só herda o nome. O carro que começa a chegar às concessionárias traz um projeto novo, sobre a plataforma CMP, bem mais moderna, também utilizada no novo Peugeot 208, este feito na Argentina.
Além de lembrar bastante o visual do SUV Citroën C4 Cactus, bem mais caro, o novo C3 é mais alto, mais largo e mais comprido que os rivais. E tem o maior porta-malas da categoria.
Com esse porte mais robusto, a marca poderia chamá-lo de um “verdadeiro SUV dos compactos”, mas fez bem em não provocar a concorrência. A Citroën o denomina de “compacto com atitude de SUV”, o que é mais aceitável.
O novo C3 é um modelo competitivo e com vários atributos. Os preços (de lançamento) vão de R$ 69 mil a R$ 94 mil, tendo motores 1.0 e 1.6.
Por causa dessa ampla faixa de valores e dimensões, o C3 briga tanto no segmento de entrada com Kwid e Mobi, como na categoria de hatches pequenos, liderado por HB20, Onix, Argo e 208, entre os principais.
Embora tenha potencial de boas vendas, cabe uma observação: a Citroën errou em insistir no nome C3, que remete a um veículo de projeto mais antigo e que tem problemas de aceitação, principalmente no mercado de usados.
Culpa de uma determinação da matriz, que engessa as nomenclaturas mundialmente, mas poderia flexibilizar para outros mercados.

Antes de mais nada, é importante esclarecer que a reportagem avalia os carros de forma técnica. Por isso, sempre que decidir por um carro, vá até uma concessionária e faça um test drive e compare suas escolhas. A forma de dirigir, ergonomia e gosto por design e acabamento são sempre subjetivos.
O novo compacto Citroën C3 leva ligeira vantagem neste comparativo com os modelos de entrada: não é o mais barato, mas é o mais alto, tem maior porta-malas e espaço interno e é mais potente. As três primeiras revisões ainda têm o custo mais em conta.
O rival mais próximo do Citroën C3 é o Kwid, de projeto mais antigo. Contudo, o Renault é o mais acessível, vem com quatro airbags, rádio, sistema Start&Stop (que desliga o carro em semáforos, por exemplo, para economizar combustível) e pelo Inmetro é o mais econômico.
O Mobi é um compacto valente, mas perde em praticamente tudo para os rivais.
Confira abaixo o quadro completo deste comparativo:
| Modelo | Citroën C3 | Fiat Mobi Like | Renault Kwid Zen |
| Preço de entrada | R$ 68.990 | R$ 67.680 | R$ 65.790 |
| Motor | 1.0 de 75 cv | 1.0 de 74 cv | 1.0 de 70 cv |
| Consumo com gasolina cidade/estrada | 12,9/14,1 km/l | 13,5/15 km/l / | 15,3/15,7 km/l / |
| Porta-malas | 315 litros | 200 litros | 290 litros |
| Rodas | Aço 15 polegadas | Aço 14 polegadas | Aço o 14 polegadas |
| Direção | Elétrica | Hidráulica | Elétrica |
| Ar-condicionado | Analógico | Analógico | Analógico |
| Vidros elétricos | Dianteiros | Dianteiros | Dianteiros |
| Travas portas | Elétricas | Elétricas | Elétricas |
| Distância entre eixos (espaço interno) | 2,54 metros | 2,30 metros | 2,42 metros |
| Segurança | Sensor de pressão dos pneus, controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, 2 airbags frontais | Sensor de pressão dos pneus, 2 airbags frontais | Sensor de pressão dos pneus, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa, 2 airbags frontais e 2 airbags laterais |
| Custo das três primeiras revisões | R$ 1.436 | R$ 1.896 | R$ 1.473 |
| Diferenciais positivos | Posição mais elevada de dirigir, melhor espaço no banco traseiro, luz diurna DLR | Faróis com máscara negra | Start&Stop, luz diurna DLR, rádio com bluetooth, USB e AUX, controle de estabilidade (ESP) |
| Diferenciais negativos | Pré-disposição para rádio, não tem conta-giros | Pré-disposição para rádio | Um limpador de para-brisa, não tem conta-giros, rodas possuem apenas 3 parafusos |
O páreo é mais apertado quando comparamos o novo Citroën C3 aos hatches compactos, de um segmento de veículos de construção superior e que hoje respondem por 17% de participação de mercado entre os automóveis e comerciais leves.
Os preços são competitivos e alguns rivais são superiores: o Onix, por exemplo, tem motor mais potente e mais espaço interno, mas perde em porta-malas. Único com câmbio de seis marchas, o Chevrolet tem o melhor consumo e, junto com o HB20, traz 6 airbags. Mas conta contra o maior custo de revisão.
O HB20 deu um belo salto nesta nova geração, tem dados próximos ao C3 e perde em preço, tamanho de rodas e entretenimento. Piloto automático, painel de instrumentos com novo grafismo e tela TFT de 3,5” são seus destaques.
Por compartilhar a mesma plataforma, o C3 fica em pé de igualdade com o Peugeot 208, um pouco mais caro. Vale a pena dirigir e sentir a diferença entre eles.
O mais em conta e também mais fraco nesse embate é o Argo, que apesar do preço mais vantajoso de todos é o de espaço mais apertado no banco traseiro, não vem sequer com um radinho e traz míseros 2 airbags.
Entre os diferenciais, o Citroën ainda se destaca por vir com luz diurna DLR em LED, volante multifuncional, 2 entradas USB traseiras e barras longitudinais no teto.
Esse comparativo pode ser decidido nos detalhes. O que vale mais para você: um carro de posição elevada de dirigir, mais espaço por dentro e no porta-malas, com multimídia, rodas maiores e alguns itens a mais? A escolha pende para o Citroën C3.
Um carro com visual mais esportivo e bem equipado pode te levar a decidir pelo Peugeot 208. Também com design bem moderno, bom motor e itens de segurança, o HB20 é uma opção considerável.
Se a ideia for um modelo com um pouco mais de potência e economia de combustível, o Onix é a melhor compra entre eles.
O Fiat Argo, por sua vez, que está em desvantagem na maioria dos itens em relação aos demais, só se destaca pela potência um pouco maior que a do C3 e 208. Preço e consumo são seus únicos argumentos e ele vai ter de sair por um bom desconto para te convencer.
Confira a tabela comparativa entre os 5 modelos:
| Modelo | Citroën C3 | Hyundai HB20 | Chevrolet Onix | Fiat Argo | Peugeot 208 |
| Preço | R$ 78.990 (Feel, 1.0 mais equipada) | R$ 79.790 (Sense, de entrada) | R$ 80.200(1.0 MT, de entrada) | R$ 77.769(1.0 de entrada) | R$ 79.990(Like, de entrada) |
| Motor aspirado | 1.0 de 75 cv | 1.0 de 80 cv | 1.0 de 82 cv | 1.0 de 77 cv | 1.0 de 75 cv |
| Câmbio | Manual 5 marchas | Manual 5 marchas | Manual 6 marchas | Manual 5 marchas | Manual 5 marchas |
| Consumo com gasolina cidade/estrada | 12,9/14,1 km/l | 13,1/15 km/l | 13,9/16,7 km/l | 14,1/15,8 km/l | 14,7/16,3 km/l |
| Porta-malas | 315 litros | 300 litros | 275 litros | 300 litros | 311 litros |
| Rodas | Liga-leve 15 polegadas | Aço 14 polegadas | Aço 14 polegadas | Aço 14 polegadas | Aço 15 polegadas |
| Direção | Elétrica | Elétrica | Elétrica | Elétrica | Elétrica |
| Ar-condicionado | Analógico | Analógico | Analógico | Analógico | Analógico |
| Vidros elétricos | Todos | Dianteiros | Todos | Dianteiros | Todos |
| Travas portas | Elétricas | Elétricas | Elétricas | Elétricas | Elétricas |
| Entretenimento | Multimídia de 10” com conexão sem fio | Rádio com bluetooth | Rádio com bluetooth | Nada disponível | Multimídia 10,3” com conexão sem fio |
| Distância entreeixos (espaço interno) | 2,54 metros | 2,53 metros | 2,55 metros | 2,52 metros | 2,53 metros |
| Segurança | 2 airbags, sensor de pressão dos pneus, controle de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa | 6 airbags, controle de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa | 6 airbags, controle de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa | 2 airbags | 4 airbags, controle de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa |
| Custo das três primeiras revisões | R$ 1.436 | R$ 1.550 | R$ 1.924 | R$ 1.480 | R$ 1.526 |
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