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TER OU NÃO TER, EIS A QUESTÃO….

Bom ponto de entrada? XP Asset cria ETF com aporte inicial de R$ 10 em big techs; confira detalhes do fundo

Ações de empresas como Alphabet, Amazon, Apple, Netflix e Meta têm passado por uma correção nos últimos meses, em meio a um cenário de inflação e juros altos que joga contra essas gigantes

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19 de maio de 2022
13:47
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Estrelas do mercado de ações num passado tão distante, as big techs — como são conhecidas as grandes empresas de tecnologia dos EUA — agora lutam para manter o brilho em um cenário de juros altos. Mas nada disso impediu a XP de lançar um produto ligado a esse setor.

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As FAANGs (acrônimo para Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google), mais a Microsoft — que representam, juntas, quase 25% do valor de mercado do S&P 500 — são responsáveis por mais de 50% da queda do índice no ano, segundo a casa de análise norte-americana Bespoke Investment Group.

Nesse cenário, a XP Asset anunciou nesta quinta-feira (19), o lançamento de um ETF focado em empresas norte-americanas do setor de tecnologia: o Trend MSCI US Technology, ou UTEC11; o aporte inicial mínimo no novo produto é de R$ 10.

O anúncio ocorre pouco tempo depois da mesma XP soltar um relatório afirmando que as big techs não estavam exatamente num bom momento — foi usada a expressão ‘perderam o brilho’ para definir o atual contexto das empresas após os balanços do primeiro trimestre.

Ainda assim, os analistas da casa destacaram que as quedas bruscas nas ações abriram oportunidades ‘interessantes’.  Avaliando os múltiplos da Meta, por exemplo, a XP diz que, hoje, os papéis negociam com um múltiplo de preço/lucro por ação menor que o do S&P 500.

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Por isso, eles lembram da importância de se avaliar as questões micro de cada empresa para entender se essa correção seria, na verdade, uma oportunidade de entrada para um investimento de longo prazo.

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Mais sobre o UTEC11

O Trend MSCI US Technology, ou UTEC11, engloba atualmente 357 empresas de capital aberto listadas em bolsas dos EUA, como Apple, Microsoft, Nvidia, Visa e outras. O produto está disponível nas plataformas da XP e da Rico.

Voltado ao investidor comum, o UTEC11 possui taxa de administração de 0,3% ao ano, sem taxa de performance. Tem como índice de referência o índice MSCI US Investable Market Information Technology 25/50.

O ativo investe em companhias de diversos segmentos da tecnologia, como hardware, software, semicondutores e outras.

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A visão da XP sobre as big techs

Com o fim da divulgação de resultados do primeiro trimestre nos EUA, a XP avaliou a performance de cada uma das big techs no período. 

Entre os destaques positivos da análise estão Meta (dona do Facebook) e Apple, enquanto do lado negativo figuram empresas como Amazon, Netflix e Alphabet (dona do Google). 

  • Meta (FBOK34): o bom resultado entre janeiro e março deste ano foi fruto de uma recuperação no volume de usuários ativos diários, o que contribuiu para uma melhora da confiança do mercado. Contudo, a empresa pontuou que o cenário macroeconômico está impactando os negócios, uma vez que os anunciantes pausaram campanhas após a guerra entre Rússia e Ucrânia. Ainda assim, a Meta acredita que possui uma vantagem competitiva sobre rivais e conseguirá se sobressair neste momento de incertezas.
  • Appple (AAPL34): a fabricante de iPhones alertou sobre os desafios no trimestre atual, incluindo restrições de oferta que podem prejudicar as vendas em até US$ 8 bilhões. O aumento de receita, de 8,59% no primeiro trimestre, mostra um forte crescimento e contraria as preocupações dos investidores com a deterioração do ambiente macroeconômico que afeta a demanda por smartphones e computadores de última geração. 
  • Amazon (AMZO34): a gigante do e-commerce tem enfrentado desafios econômicos, incluindo a aceleração da inflação, custos mais altos de combustível e mão de obra, problemas na cadeia de suprimentos global e a pandemia. Para compensar alguns desses custos, a Amazon, no início de abril, introduziu uma sobretaxa de 5% para alguns de seus vendedores nos EUA, a primeira taxa desse tipo em sua história. No entanto, a unidade de computação em nuvem continua performando bem.
  • Netflix (FLX34): a empresa de streaming disse que a suspensão de seu serviço na Rússia e o encerramento de todas as assinaturas pagas russas resultaram na perda de 700.000 assinantes no primeiro trimestre. A Netflix também citou a concorrência dos lançamentos de streaming de empresas tradicionais de entretenimento, bem como o compartilhamento desenfreado de senhas para a recente estagnação das assinaturas pagas. Além disso, a empresa reajustou preços, para cobrir gastos com lançamentos originais — o que ajuda no aumento da receita, mas forçou a perda de assinantes nos EUA e Canadá. 
  • Alphabet (GOGL34): o YouTube foi um dos beneficiados na pandemia, quando os usuários estavam principalmente em casa, e viu resultados aquém do esperado entre janeiro e março deste ano. O resultado abaixo das expectativas também ocorre quando o TikTok captura uma fatia crescente do mercado de vídeos de mídia social. O negócio de nuvem do Google se destacou no período, mas ainda está perdendo dinheiro. 

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