Telefônica Brasil (VIVT3) vê lucro líquido cair 20,4% no primeiro trimestre; confira os resultados da dona da Vivo
Receita operacional líquida da empresa, no entanto, é a maior em sete anos, com destaque para o segmento de fibra para o lar (FTTH, na sigla em inglês)

Quem é rei nunca perde a majestade. Será? Os resultados da Telefônica Brasil (VIVT3), a dona da Vivo, colocaram o ditado popular em xeque. No primeiro trimestre de 2022, a empresa de telecomunicações viu o lucro líquido cair 20,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 750 milhões.
A queda do lucro líquido nos três primeiros meses do ano, segundo da Telefônica Brasil, reflete despesas financeiras maiores e aumento da depreciação e amortização no período.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação), por sua vez, aumentou 1,3% entre janeiro e março e alcançou R$ 4,5 bilhões.
O desempenho reflete o maior crescimento de receita, embora tenha sentido o impacto da mudança de mix dos custos (+7%), relacionado ao forte crescimento de receitas de aparelhos e serviços digitais.
Já a receita operacional líquida somou R$ 11,3 bilhões no primeiro trimestre de 2022, alta de 4,6% em base anual — o maior crescimento em sete ano.
O resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo da receita fixa total, que aumentou 1,9% em termos anuais, com destaque para a receita de FTTH (fibra para o lar), que subiu 25,9% na mesma base de comparação.
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Outros números do trimestre
Os custos com depreciação e amortização pesaram negativamente no desempenho da Telefônica Brasil (VIVT3) no primeiro trimestre. Essa linha cresceu 5,8%, para R$ 3,074 bilhões.
Segundo a dona da Vivo, isso ocorreu em função do início da amortização das licenças do 5G, da amortização de novas licenças de software e do maior volume de depreciação dos ativos de arrendamento.
Confira outros números da Telefônica Brasil entre janeiro e março, na comparação anual:
- Margem Ebitda: queda de 1,3 ponto porcentual, para 20,4%;
- Custos totais: alta de 7%, para R$ 6,840 bilhões;
- Resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras): negativo em R$ 524 milhões, um salto de 66,6%.
Pós-pago x pré-pago
A Telefônica Brasil (VIVT3) deu continuidade à estratégia de migrar clientes de planos pré-pagos para pós-pagos, de maior valor agregado.
Além do crescimento da base de clientes, a receita de pós-pago reflete positivamente o reajuste anual aplicado para parte da base de usuários dos planos controle. Ainda assim, o faturamento com o segmento pré-pago avançou devido à maior recorrência nas recargas pelos clientes.
No total, a receita de serviço móvel da Telefônica Brasil subiu 5,7% no primeiro trimestre, em base anual, para R$ 6,873 bilhões. Houve evolução no faturamento tanto das linhas pré-pagas (+4,7%), quanto de pós-pagas (+5,9%). A operadora também viu crescer em 10% a sua receita com a venda de aparelhos, para R$ 708 milhões.
Ao todo, a base de clientes de serviços móveis aumentou 7% na comparação anual, para 85 milhões. A base pré-paga ficou estável, enquanto a pós-paga subiu 11%.
Por outro lado, a receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) do setor móvel baixou 0,9%, para R$ 27,1.
Já no segmento fixo, a receita cresceu 1,9% entre janeiro e março ante o mesmo período do ano anterior, para R$ 3,770 bilhões.
Telefônica Brasil (VIVT3) nos holofotes
Recentemente, a Telefônica Brasil (VIVT3) esteve sob os holofotes do mercado por conta da compra, junto com a Claro e a Tim, do negócio de telefonia móvel da Oi (OIBR3).
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Segundo a dona da Vivo, as sinergias potenciais do negócio devem chegar a R$ 5,4 bilhões, um cálculo líquido do investimento e do custo de integração.
Com a aquisição dos ativos da Oi Móvel, a Vivo pulará de 100 para 112 milhões de clientes, sendo que a base será dividida entre 56% de usuários de planos pós-pagos e 44%, de pré.
Com a saída da Oi do mercado de telefonia e internet móveis, a Vivo ampliará sua fatia no segmento de 33% para 38%, sustentando a liderança. Em pós-pago, o negócio mais lucrativo, crescerá de 37% para 40%.
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