É hora de comprar Tim (TIMS3) e vender Vivo (VIVT3), diz JP Morgan; confira a análise do banco para o setor de telecom após a venda da rede móvel da Oi (OIBR3)
A compra dos ativos móveis da Oi e as sinergias captadas pelo negócio impactaram Tim (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Claro de maneira bem diferente; entenda a recomendação

Este mês está sendo de vitórias para a TIM. A companhia telefônica não só conquistou a maior fatia da Oi Móvel (OIBR3), como também os bons olhos dos analistas do JP Morgan: o banco americano, inclusive, prefere as ações TIMS3 às da rival Vivo (VIVT3) .
A casa está otimista com o futuro da TIM, iniciando a cobertura para papéis TIMS3 com recomendação de compra.
O JP Morgan estabeleceu um preço-alvo de R$ 17,50 por ação, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 30% em relação ao fechamento do último pregão, de R$ 13,48.
Efeitos da venda da Oi Móvel no mercado
Para os analistas, a venda da rede móvel da Oi teve impactos muito positivos no mercado, até mesmo no que diz respeito à maior concentração dos assinantes, agora que só existem três players ao invés de quatro — a Claro é o terceiro grande participante.
“Acreditamos que isso deve reduzir o churn no mercado, pois há menos players para os usuários escolherem se mudar”, disse o JP Morgan em relatório.
Vale lembrar que o churn nada mais é do que a taxa de rotatividade dos clientes, que mede o número de usuários que cancelam os serviços em um período.
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Como a venda da Oi Móvel ajudou a Tim (TIMS3)
Para a Tim (TIMS3), que ficou com a maior fatia do negócio da Oi, a operação abre diversas oportunidades no futuro. A primeira delas está relacionada à captação de sinergias.
Segundo o relatório, a aquisição permite que a Tim seja a maior beneficiada entre as compradoras; a própria empresa estima que as sinergias alcancem pelo menos R$ 16 bilhões, com captação dos valores até 2030.
Para o longo prazo, a projeção da companhia é de até R$ 19 bilhões.
O JP Morgan acredita que a Tim está negociando abaixo dos seus pares do mercado na América Latina, na análise de valor de firma (enterprise value) sobre o fluxo de caixa livre.
Isso oferece uma forte perspectiva de crescimento para os próximos quatro anos na captura de sinergias da Oi.
Projeções do JP Morgan para a Tim (TIMS3) após compra da Oi Móvel
As projeções do JP Morgan têm base nas estimativas da Tim (TIMS3) para o curto e médio prazo. No critério receita de serviços, os analistas esperam um crescimento de 16% em 2022.
Já para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português), a expectativa é de alta de 15% até o fim deste ano.
Para o Capex, a estimativa é de R$ 4,8 bilhões no mesmo período e de R$ 14,3 bilhões entre 2022 e 2024.
Riscos na tese do JP Morgan sobre a Tim
De acordo com o relatório do JP Morgan, os principais riscos que podem afetar a avaliação da Tim (TIMS3) são:
- Falha na captura de sinergias da aquisição da Oi Móvel;
- Aumento da intensidade competitiva, considerando a agressividade dos pares no mercado em relação à manutenção dos novos clientes adquiridos com a compra da Oi.
As ações de telecomunicações favoritas dos analistas
Apesar da análise positiva, as ações TIMS3 estão longe de serem as preferidas dos analistas no setor de telecomunicações da América Latina, ocupando apenas o quinto posto no ranking do JP Morgan.
A mexicana Megacable encabeça a lista e é a principal escolha dos analistas para o setor, seguida por Tigo, Entel, Televisa, Tim, AMX, Vivo e TEO.
Falando na outra brasileira da lista… A visão do JP Morgan pode até ser bem otimista para a Tim (TIMP3), mas, no lado da Vivo (VIVT3), a situação começa a ficar feia — e, segundo a casa, você não deveria ter os papéis na carteira.
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Bye, bye, Vivo (VIVT3)
Os analistas da casa iniciaram a cobertura para a Vivo (VIVT3) com recomendação de venda; o preço-alvo fixado para os papéis é de R$ 47 para o fim de 2022, o que implica uma potencial queda de 11,6% em relação ao fechamento do último pregão, de R$ 53,19.
Para o banco americano, a empresa está com um valuation pouco atraente, negociando levemente acima da Tim em critérios de valor de firma sobre fluxo de caixa livre.
Além disso, os benefícios trazidos pela compra de ativos da Oi Móvel são menores em relação à Tim. A Vivo projeta uma captação de R$ 5,4 bilhões em sinergias.
“Vemos oportunidades muito melhores na Tigo, Entel e Tim. Também temos preferência por AMX sobre Vivo”, disse em relatório.
Projeções do JP Morgan para a Vivo (VIVT3) depois da compra da Oi Móvel
Apesar da recomendação de venda dos papéis, os analistas aumentaram as projeções para a Vivo (VIVT3) considerando a incorporação dos ativos móveis adquiridos da Oi
O JP Morgan projeta um Capex de R$ 8,2 bilhões para este ano, em linha com as estimativas da companhia de investimentos na faixa de R$ 8 bilhões a R$ 8,5 bilhões.
A casa ainda espera que a empresa ultrapasse a marca de 29 milhões de residências com fibra ótica até 2024.
Riscos na tese do JP Morgan sobre a Vivo
Assim como na avaliação da Tim, a tese do JP Morgan sobre as ações da Vivo (VIVT3) também possui riscos. Entre eles, estão:
- Crescimento mais forte da receita em serviços baseados em fibra;
- Conquista de uma participação adicional no mercado móvel por conta de uma oferta de serviço e valor superior em relação aos pares;
- Menor exposição a clientes pré-pagos, dando à empresa uma base mais resiliente em relação aos seus pares no mercado em caso de uma deterioração mais intensa do cenário macroeconômico; e
- Geração de valor substancial em novos serviços digitais, como o Vivo Money.
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