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Apesar das polêmicas desta edição do evento, a FIFA não teve grande dificuldade de obter recursos – e as empresas chinesas foram as campeãs de patrocínio
A Copa do Mundo 2022, que começa neste domingo (20), no Catar, é a mais cara e uma das mais polêmicas da história do campeonato.
Com um custo estimado em US$ 200 bilhões pelo governo catarense - que teve de construir toda a infraestrutura do zero -, o evento tem sido lavrado de controvérsias, desde as suspeitas de corrupção para a escolha do país-sede até as denúncias de péssimas condições de trabalho dos imigrantes no Catar, incluindo aqueles que participaram da construção dos estádios.
Durante os preparativos para o evento, também não faltaram críticas da opinião pública à discriminação da população LGBT+ no país do Oriente Médio, incluindo o fato de que a homossexualidade masculina é considerada crime por lá.
Não surpreenderia, portanto, que tudo isso, aliado à grande quantidade de restrições comportamentais no país por motivos religiosos, acabasse por transformar essa Copa também na mais frustrante - ou “flopada”, como diz a internet - da História.
As dificuldades poderiam ter começado pela capacidade da FIFA de atrair patrocinadores. Afinal, hoje em dia, as grandes empresas que tradicionalmente patrocinam esse tipo de evento tendem a evitar associar a própria imagem a polêmicas envolvendo possíveis crimes e violações aos direitos humanos.
Mas o impacto, do ponto de vista do patrocínio, acabou sendo bem pequeno. De fato, houve alguma rejeição à ideia de apoiar uma Copa no Catar por parte de várias marcas, mas ainda assim a FIFA foi bem-sucedida em reter a grande maioria dos seus patrocinadores tradicionais e seus contratos milionários.
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Mais que isso: eventuais “espaços vazios” foram preenchidos por empresas de países que não são exatamente exemplos de respeito aos direitos humanos, como a China, a Índia e o Catar.
O patrocínio das empresas chinesas, aliás, foi o grande destaque do evento deste ano, ainda que o Gigante Asiático não tenha tradição no futebol nem tenha se classificado para a disputa.
De acordo com a consultoria britânica GlobalData, o valor aportado no evento por companhias chinesas totalizou US$ 1,4 bilhão, ultrapassando a cifra de US$ 1,1 bilhão paga pelas empresas americanas.
Entre as grandes marcas que normalmente patrocinam a FIFA e as Copas do Mundo, a Sony e a Fly Emirates, companhia aérea dos Emirados Árabes, foram as únicas a não renovarem seus contratos após a Copa de 2014, justamente devido às suspeitas em torno do processo de escolha do Catar como país-sede.
E embora tenham chegado a manifestar publicamente sua preocupação em relação a essas denúncias, na época, Coca-Cola, Adidas e Visa toparam renovar seus contratos com a FIFA, no que foram acompanhadas por McDonald’s e Budweiser, marca da AB Inbev e cerveja oficial do evento.
Mas se o peso da opinião pública e o temor de risco à imagem não foram capazes de superar os potenciais ganhos de expor sua marca a um público estimado em 5 bilhões de pessoas, as várias restrições comportamentais de motivação religiosa no Catar talvez cobrem seu preço de um ou outro patrocinador.
Na última semana, a Budweiser foi a primeira “vítima”. Realizar uma Copa do Mundo num país que proíbe a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em várias circunstâncias já seria por si só meio estranho; mas o combinado com a FIFA, inicialmente, era que a venda e consumo de álcool nos estádios, além de outras áreas dedicadas ao evento, seriam permitidos.
Só que na última sexta-feira (18), às vésperas da abertura da Copa, o Catar resolveu abolir a venda de bebidas alcoólicas dentro das arenas, restringindo-a às fan fests e a locais “previamente designados pelo governo local”.
A notícia foi um baque (e uma surpresa) para a Bud, que agora só poderá vender a sua versão sem álcool durante os jogos - e também para os torcedores, que terão que assistir ao jogo de abertura entre Catar e Equador sóbrios.
Os patrocinadores da Copa se dividem em três categorias: patrocinadores FIFA, patrocinadores do evento em si e apoiadores regionais. Vamos focar nas duas primeiras categorias, que são as principais em termos de receita.
Entre os patrocinadores FIFA, a empresa que assinou o maior contrato com a entidade foi a chinesa Wanda Group, conglomerado que tem múltiplas áreas de atuação, mas principalmente desenvolvimento e operação de imóveis comerciais, além de entretenimento e hospitalidade.
Seu contrato abrange o período de 2016 a 2030 e totaliza nada menos que US$ 850 milhões, ultrapassando o acordo de US$ 800 milhões da Adidas, também válido até 2030. As estimativas são da GlobalData.
Entre os patrocinadores específicos da Copa do Mundo, a líder em valores também é uma chinesa, a fabricante de aparelhos celulares Vivo, com um investimento de US$ 450 milhões para patrocinar a Copa das Confederações de 2017 e as Copas de 2018 e 2022.
O patrocinador talvez mais “inusitado” é a plataforma de criptomoedas Crypto.com, que já vem se estabelecendo como uma apoiadora de eventos esportivos nos últimos anos, com um desembolso de US$ 50 milhões para patrocinar a Copa do Catar.
A única empresa com algum sangue brasileiro entre os principais patrocinadores é a AB InBev, resultado da fusão entre a AmBev e a belga Interbrew, representada na lista pela sua marca Budweiser. Mas o Nubank figura entre os apoiadores regionais na América do Sul.
Como os contratos de patrocínio são mais longos e cobrem múltiplos eventos, exibimos apenas o valor anual, que seria, digamos, o referente ao ano de 2022, segundo estimativas da GlobalData obtidas pelo site britânico de notícias de negócios Raconteur.
| Marca / Empresa | Área de atuação | Valor anual do patrocínio |
| Qatar Airways | Companhia aérea | US$ 60 milhões |
| Wanda Group* | Entretenimento e desenvolvimento e operação de imóveis comerciais multiuso | US$ 56,67 milhões |
| Adidas | Moda e artigos esportivos | US$ 50 milhões |
| Coca-Cola | Bebidas não alcoólicas | US$ 31,25 milhões |
| Qatar Energy | Exploração, produção e refino de petróleo e gás natural | US$ 30 milhões |
| Visa | Meios de pagamento | US$ 28,75 milhões |
| Hyundai Motor Group (Hyundai Kia) | Fabricação de veículos | US$ 27,5 milhões |
Não, não é a marca Vivo do Grupo Telefônica, operadora de celulares no Brasil. Trata-se da Vivo fabricante chinesa de aparelhos celulares. A companhia fechou um contrato de patrocínio de 2017 a 2022, período que englobou, portanto, duas Copas do Mundo, além da Copa das Confederações de 2017.
O valor total do acordo, segundo estimativas da GlobalData obtidas pela Al Jazeera, é de US$ 450 milhões, totalizando US$ 75 milhões por ano.
A plataforma de criptomoedas pagou US$ 50 milhões para patrocinar a Copa do Mundo do Catar, segundo estimativas do GlobalData obtidas pelo Raconteur. Com mais de 10 milhões de clientes ao redor do mundo, a Crypto.com já tem histórico de patrocinar eventos esportivos, como por exemplo a Copa Libertadores da América.
A empresa de produtos lácteos chinesa fechou um contrato de patrocínio com a FIFA no valor de US$ 60 milhões para 2021 e 2022, segundo estimativas do GlobalData obtidas pela Al Jazeera. De acordo com o Raconteur, US$ 40 milhões foram referentes apenas ao ano de 2022.
A Mengniu já havia patrocinado a Copa de 2018 na Rússia, pela qual já havia desembolsado outros US$ 40 milhões, ainda segundo os dados obtidos pela Al Jazeera.
A plataforma educacional indiana desembolsou US$ 35 milhões para patrocinar a Copa do Mundo 2022, de acordo com estimativas da GlobalData obtidas pelo Raconteur. A Byju’s tem mais de 150 milhões de alunos de educação à distância ao redor do mundo e tem a meta de atingir 10 milhões de alunos apenas na Índia até 2025.
A empresa de eletroeletrônicos chinesa Hisense fechou um contrato de US$ 35 milhões com a FIFA para patrocinar a Copa do Mundo de 2022, mas já havia gasto outros US$ 40 milhões para patrocinar a Copa de 2018, na Rússia. As estimativas são da GlobalData e foram obtidas pela Al Jazeera.
Em 2014, o McDonald’s estendeu seu contrato de patrocínio com a FIFA por mais oito anos, o que abrangeria as Copas de 2018 e 2022. Segundo estimativas da GlobalData obtidas pelo Raconteur, a rede de fast food desembolsou US$ 22,5 milhões por ano nesse acordo, o que, nos últimos quatro anos, totaliza US$ 90 milhões.
O patrocínio da companhia de bebidas belgo-brasileira também resultou de uma renovação de contrato com a FIFA para as Copas da Rússia e do Catar, transformando a marca Budweiser na cerveja oficial dos eventos.
De acordo com os mesmos dados da GlobalData obtidos pelo Raconteur, a AB Inbev desembolsou US$ 18 milhões por ano neste acordo, o que resulta em US$ 72 milhões nos últimos quatro anos. A cifra bate com a estimativa publicada pelo jornal The New York Times de que a empresa gasta US$ 75 milhões a cada quatro anos para patrocinar o maior evento futebolístico do planeta.
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