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Governo corre contra o tempo para decidir quem assumirá o controle da estatal; nomes como Márcio Weber, atual conselheiro da Petrobras, e Vasco Dias, ex-presidente da Shell Brasil, entram no radar da União
A troca de executivos no comando das empresas muitas vezes é chamada de “dança das cadeiras”, para relembrar a famosa brincadeira infantil. Porém, no caso da Petrobras (PETR4), a mudança no comando e o jogo das crianças não tem lá grandes similaridades — e a situação na petroleira está mais para uma batata quente.
Na dança das cadeiras, os jogadores disputam rapidamente pelo lugar que querem ocupar. Enquanto isso, na estatal, o governo Bolsonaro está penando para encontrar dois nomes para o comando da empresa. O tempo, porém, é tão apertado quanto no jogo tradicional.
Os fracassos nas indicações para o comando da Petrobras já somam dois casos. O primeiro veio com a desistência de Rodolfo Landim, o atual presidente do Flamengo, de assumir a posição de presidente do conselho da estatal.
Logo em seguida, Adriano Pires, indicado da União para assumir a presidência da petroleira, também abriu mão do cargo — ambos os executivos possuem ligações estreitas com empresas do setor de óleo e gás, o que os coloca sob suspeição para os cargos
Agora, cabe ao governo correr contra o tempo para decidir quem assumirá o controle da companhia — e a caixinha de apostas está soltando fumaça das engrenagens para indicar os novos nomes para as posições.
Apesar da indefinição, certos nomes já chegaram ao radar do governo de possibilidades para a presidência e o conselho de administração da estatal.
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Devido às dificuldades na escolha, investidores e líderes no setor estão recomendando que o governo deixe Joaquim Silva e Luna por mais 40 dias no cargo de presidente da estatal. O prazo daria à União tempo para convocar uma nova assembleia.
Porém, com a urgência para indicar nomes ao comando da empresa, alguns personagens relevantes do mercado estão entrando para o leque de opções do governo para a Petrobras.
Vale lembrar que, de acordo com as regras da companhia, o presidente da petroleira precisa ser membro do conselho de administração.
O primeiro deles é Márcio Weber, o atual conselheiro da Petrobras. Já fazer parte do conselho facilitaria o caminho de aprovação de Weber para a presidência, uma vez que ele poderia ser aprovado para o cargo na reunião.
O executivo já passou por outras empresas do setor, atuando como diretor da Petroserv e membro da Diretoria de Serviços da subsidiária da Petrobras, a Braspetro.
Vasco Dias também faz parte dos possíveis candidatos ao cargo.
Dias possui experiência no setor, tendo atuado como presidente da Shell Brasil, além de ter passagem em posições de relevância em empresas como Cosan, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Raízen Energia.
Caio Mario Paes de Andrade é outro nome que está sob os holofotes da União: o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia vem ganhando força nos últimos tempos.
Porém, Andrade enfrenta uma certa resistência política e do setor de óleo e gás. Além disso, o secretário ainda está passando por uma ação judicial que pode afetá-lo.
Apesar de não estar protagonizando a lista de possibilidades, Márcio Felix também é citado no radar do governo.
Felix é ex-secretário executivo do Ministério de Minas e Energia e hoje atua na EnP Energy.
Dois ex-conselheiros da Petrobras também engrossam a lista do governo: Cynthia Silveira e Omar Carneiro da Cunha.
Enquanto Cynthia é atualmente presidente da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), Cunha teve passagem na Shell como presidente e CEO da companhia.
O ex-diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e atual diretor-presidente da Enauta, Decio Oddone, fazia parte das possíveis indicações da União.
Porém, Oddone já recusou o convite para assumir a posição.
Já no caso da presidência do conselho de administração da Petrobras, a lista de possibilidades está mais enxuta.
Hoje, existem dois nomes que estão sendo cogitados e estão ganhando força. São eles o de Clarissa Lins, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, e de Sonia Villalobos, atual conselheira da Petrobras.
Não é exagero afirmar que a “dança das cadeiras” que o governo começou na Petrobras desencadeou uma verdadeira crise de governança na empresa.
Agora, o governo tenta ganhar tempo para reverter os efeitos da situação caótica na petroleira e está cogitando estratégias para isso.
Segundo um anúncio do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a assembleia de acionistas da Petrobras vai acontecer no próximo dia 13 e contará com os nomes indicados pelo governo para o comando da estatal.
Porém, algumas autoridades do governo cogitam tirar a votação do novo conselho de administração da pauta da próxima assembleia e deixar a definição do novo comando da Petrobras para uma nova assembleia, que poderia ser marcada somente para maio.
Isso significaria que o general Joaquim Silva e Luna permaneceria por mais um tempo no comando da estatal.
A permanência do general se estenderia até que o governo definisse o novo nome que ocuparia a posição e marcasse uma assembleia-geral extraordinária (AGE) para votar o conselho depois de 30 dias.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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