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Esta não é a primeira vez que o Mercado Livre entra no mercado de criptomoedas: em 2021, a empresa havia comprado cerca de US$ 7,8 milhões em bitcoin

O Mercado Livre comprou uma participação no Grupo 2TM, que controla o Mercado Bitcoin, e também na Paxos, plataforma de infraestrutura de blockchain. O valor da negociação não foi informado.
Em comunicado, a empresa de comércio eletrônico, que também detém a fintech Mercado Pago, afirma que os aportes reforçam o compromisso com o desenvolvimento e o uso de ativos digitais e tecnologia blockchain, bem como oferecer mais produtos e serviços para empreendedores e consumidores latino-americanos.
A Paxos já é parceira do Mercado Livre. Desde dezembro, o Mercado Pago oferece aos usuários brasileiros acesso à compra, custódia e venda de criptomoedas (Bitcoin, Ethereum e stablecoin USDP) por meio de suas contas digitais, com transações a partir de R$ 1.
A Paxos, instituição financeira que fornece serviços em criptografia para o PayPal — que também oferece pagamentos em bitcoin — e para o Facebook, que vem desenvolvendo seu próprio universo digital com a Meta.
"As criptomoedas e a tecnologia blockchain representam um fenômeno único, global e coletivo que quebra barreiras e cria um ambiente aberto e nivelado para que todos os consumidores alcancem o empoderamento econômico, o que está muito alinhado com nossa missão como empresa", diz por meio de nota André Chaves, vice-presidente sênior de Estratégia e Desenvolvimento Corporativo do Mercado Livre para América Latina.
"Estamos empolgados pelo Mercado Livre juntar-se à 2TM e Mercado Bitcoin como acionista", afirma Daniel Cunha, vice-presidente executivo de Desenvolvimento Corporativo do Grupo 2TM.
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Por sua vez, Walter Hessert, chefe de Estratégia da Paxos, diz que "o Mercado Livre foi a primeira grande plataforma a dar acesso a criptomoedas e stablecoin aos seus usuários no Brasil. Esse investimento na Paxos é um sinal forte da dedicação da companhia para liderar a adoção de ativos digitais, em larga escala, por toda América Latina".
Esta não é a primeira vez que o Mercado Livre entra no mercado de criptomoedas. No balanço do primeiro trimestre de 2021, a empresa comprou cerca de US$ 7,8 milhões (R$ 41 milhões) em bitcoin (BTC), na cotação da época.
A adesão do Mercado Livre ao bitcoin confirma a tendência de "institucionalização" da principal criptomoeda do mercado. Grandes investidores e outras empresas anunciaram a compra da moeda digital, o que contribuiu para a forte valorização recente.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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