Mais problemas para Zuckerberg: Falha no Facebook aumenta divulgação de fake news, violência e nudez em 30%
O bug na rede social durou por cerca de seis meses e fez com que cerca de metade de todas as visualizações do Feed de Notícias fosse exposta a conteúdos problemáticos

“Falem bem ou falem mal, mas falem de mim”. Se Mark Zuckerberg adotasse a velha máxima resgatada pela cantora mirim brasileira Melody, esta semana o faria estar nas alturas. Afinal, nem ele nem a sua empresa Meta (FBOK34), dona do Facebook, saíram dos holofotes.
A mais nova polêmica sobre a companhia é um "bug'' na rede social criada pelo jovem bilionário. O Facebook costuma bloquear conteúdos prejudiciais aos usuários, como nudez, violência e notícias falsas.
Porém, de acordo com um relatório enviado ao jornal The Verge, uma “falha maciça de classificação” na rede promoveu essas postagens e as expôs a muitos usuários, ao invés de combatê-las.
O bug do Facebook e as fake news
As postagens na rede social passam por uma classificação para verificar o tipo de conteúdo que é compartilhado. Porém, essa ferramenta estava com uma falha gigantesca — e o problema foi identificado por um grupo de engenheiros do próprio Facebook pela primeira vez em outubro do ano passado.
Na época, os funcionários de Zuckerberg notaram que, de repente, uma enorme quantidade de notícias falsas e desinformação começou a ser compartilhada na rede social.
A falha no Facebook durou por cerca de seis meses e fez com que cerca de metade de todas as visualizações do Feed de Notícias fosse exposta a esse tipo de conteúdo problemático.
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Ou seja, em vez de sufocar essas publicações, o feed estava distribuindo as postagens — e, inclusive, aumentando as visualizações desses conteúdos, que subiram até 30% por todo o mundo.
Por um tempo, essas visualizações caíram, mas dispararam no último mês, até que os engenheiros corrigiram o problema de classificação em 11 de março.
Nudez, violência e russos no Feed de Notícias
A falha não só divulgou conteúdos falsos no Facebook, como também permitiu postagens com nudez e violência — conteúdos que geralmente são reprimidos por Mark Zuckerberg.
Esse “downranking” funciona como um rebaixamento de postagens controversas, que incluem guerras, conteúdos com nudez explícita, discurso de ódio e histórias políticas controversas.
Basicamente, é uma forma que a Meta encontrou para melhorar a qualidade do feed de notícias e voltar às raízes mais alegres e descontraídas do Facebook.
Além dos conteúdos já suprimidos pela empresa, a rede social prometeu recentemente parar de permitir conteúdos da mídia estatal russa, como uma forma de sanção ao país de Vladimir Putin por conta da invasão da Ucrânia. Porém, as postagens da imprensa da Rússia continuaram no Facebook.
A falha no Facebook começou em 2019
De acordo com o porta-voz da Meta, Joe Osborne, esse tipo de falha de “sufocamento” desses conteúdos já tinha sido visto cinco vezes, sendo a primeira em 2019.
Mas, até outubro de 2021, nenhuma delas tinha causado impactos tão significativos.
“Traçamos a causa raiz para um bug de software e aplicamos as correções necessárias”, afirmou Osborne.
O porta-voz ainda destacou que a falha “não teve algum impacto significativo e de longo prazo em nossas métricas”.
*Com informações de The Verge
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