🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

CORRENDO ATRÁS DO PREJUÍZO

Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e outras varejistas apostam alto no fim de ano, mas um milagre de Natal é improvável

As vendas das varejistas podem até crescer com a chegada da Copa do Mundo, da Black Friday e do Natal, mas não há como reverter os números ruins dos últimos meses

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
18 de novembro de 2022
6:40 - atualizado às 19:08
Lu do Magazine Luiza (MGLU3) montagem futebol
Imagem: Reprodução

A Copa do Mundo em novembro traz um certo clima de fim de ano antecipado, mas para as varejistas brasileiras — como Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) ou Americanas (AMER3) — ainda há muita água para rolar. Afinal, o último trimestre é, historicamente, o melhor período de vendas para o setor. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É na reta final do ano que estão a Black Friday e o Natal, dois dos eventos mais relevantes para o varejo. E, em 2022, o Mundial de futebol aparece como uma espécie de impulso extra ao faturamento no período.

As apostas são altas e demandam criatividade das varejistas, principalmente para as lojas voltadas para o comércio de eletroeletrônicos — aquela coisa clássica de pensar que as pessoas vão querer, de qualquer jeito, uma TV nova para ver os jogos da seleção. Mas, na realidade, o cenário é um pouco diferente.

Aqui cabe o famoso "querer, todo mundo quer". Mas o brasileiro viu sua renda encolher nos últimos anos; os juros altos, o nível de endividamento crescente e a falta de confiança dos consumidores ajudam a explicar por que nem todo mundo irá aproveitar essa época do ano para comprar novos produtos.

"Não vejo como a Copa ou a Black Friday vão salvar as empresas de varejo", resume Bruno Damiani, analista de varejo da Western Asset, citando a situação macroeconômica e os balanços recentes das varejistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na semana passada, que reuniu os resultados referentes ao terceiro trimestre de Magazine Luiza, Via e Americanas, isso ficou bastante evidente: todas deram prejuízo e sentiram as margens pressionadas.

Leia Também

Nos últimos meses, elas foram obrigadas a manter o foco nas margens e na lucratividade, mesmo que para isso fosse necessário desacelerar o ritmo de atividade. Agora, a lógica é outra — a ordem é vender muito.

Mas, por mais que elas façam muitos esforços para atrair os consumidores às lojas, não vai ter milagre de Natal para ninguém. Para recuperar tanto prejuízo, ainda serão necessários muitos meses e um quadro econômico diferente.

"Estava meio com medo das varejistas, mas agora estou mais pessimista diante das incertezas fiscais desses últimos dias. A perspectiva de juros cedendo, o que naturalmente é condição para a melhora delas, ficou mais distante", disse um gestor que preferiu não ser identificado e que, hoje, não possui nenhum papel de varejista na carteira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, a realidade se impõe e nenhum marketing dará conta do fato de que a grana está curta na maioria dos lares brasileiros. 

Muita criatividade em jogo

Todo mundo sabe que, para vender, é preciso ser criativo. De olho nisso, Magalu, Via e Americanas já estão investindo pesado em marketing nos últimos meses.

Segundo especialistas, isso também aconteceu para que uma data não acabasse prejudicando o potencial de vendas da outra — com certeza você já reparou em ofertas falando em Copa do Mundo bem antes do Mundial. 

E basta uma busca no Google para ver que tem de tudo: programa de cashback, Pix para gol do Brasil, descontos, troca de produtos usados que valem descontos em itens novos, garoto propaganda famoso, carnês com parcelamento em até 30 vezes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Anúncio da Americanas
Anúncio da Casas Bahia, que pertence à Via
Promoção do Ponto, que também pertence à Via

O Magazine Luiza, mais especificamente, decidiu correr por fora. Além de apelar para o desejo de consumo de muitos torcedores de assistir aos jogos do Brasil em uma tela gigante, a varejista também visou aqueles que querem uma TV nova, mas não podem desembolsar tanto.

Desde maio, ela vende televisores da chinesa Vizzion, com modelos de 32, 43 e 50 polegadas. As peças são importadas da Ásia e montadas em Manaus (AM) por uma empresa terceirizada.

Durante sua teleconferência com analistas na última sexta-feira (11), o recado dado por Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, é de que já existe crescimento em todos os canais neste quarto trimestre — fruto da estratégia de fim de ano.

Segundo ele, o foco agora está na comunicação voltada para vendas, especialmente com o gancho do Mundial da Fifa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Anúncio da Vizzion, TV que pode ser encontrada na Magazine Luiza

Vai dar certo?

Mas, ainda que tudo isso funcione, o segmento deve fechar o ano com uma alta de apenas 2% no volume de vendas, segundo dados da consultoria GFK. Carro-chefe de toda Black Friday e da Copa do Mundo, as TVs devem somar pelo menos 1 milhão de unidades vendidas.

Isso pode ser particularmente importante para a Via. Também durante sua teleconferência de resultados, os executivos da empresa não hesitaram em demonstrar sua empolgação com a possibilidade de vender mais televisores — citando que são líderes de mercado na categoria.

A projeção da companhia é ganhar uma fatia maior do mercado e conquistar crescimento de dois dígitos no quarto trimestre com o impulso das festividades.

Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que a Black Friday em si vai movimentar R$ 4,21 bilhões, o que pode gerar avanço de 1,1% no faturamento de vendas neste ano — descontada a inflação. A comparação é feita com base em 2021.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"No curto prazo, esses eventos até ajudam, mas vejo como um grão de areia na tese das varejistas como um todo", diz Lucas Ribeiro, responsável pela área de renda variável da Kínitro.

Ele cita também o alto nível de competitividade do setor de varejo, que inclui empresas gringas com estratégias agressivas, como Mercado Livre (MELI34) e Amazon (AMZO34).

Não é de hoje que as varejistas vão mal

Até aqui, você já percebeu que as grandes redes do varejo foram para o vale-tudo nessa reta final de 2022. A razão não é apenas compensar o prejuízo dos meses passados, mas também girar o estoque, que se tornou mais um problema para elas.

Voltando um pouquinho na história, ainda na esteira dos juros baixos, que naturalmente beneficiam empresas que dependem da disponibilidade de crédito, as varejistas surfaram bem a onda do início da crise da Covid-19. A necessidade de unir lazer e trabalho dentro de casa fez muitos consumidores comprarem TVs novas, trocarem eletrodomésticos, investirem em computadores melhores para o trabalho ou num celular novo para as crianças assistirem às aulas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fato é que, pouco mais de dois anos depois — e uma Selic de 13,75% que encarece o crédito —, poucas pessoas estão precisando investir nesse tipo de produto novamente. Ou seja: os carros-chefes das três companhias não estão com uma demanda aquecida, e muitos deles estão encalhados.

Ainda que o governo federal tenha colocado R$ 21 bilhões extras na mão dos eleitores durante a campanha — dinheiro que poderia ter beneficiado o varejo nacional —, boa parte desse valor foi parar no varejo de alimentos e pagamento de dívidas.

Não por acaso, gestores de grandes fundos do mercado são unânimes em dizer que atualmente, suas posições em varejo se resumem basicamente a Lojas Renner (LREN3), Grupo Soma (SOMA3), Arezzo (ARZZ3) e também papéis de supermercados, como Carrefour Brasil (CRFB3) e Grupo Mateus (GMAT3).

O consenso é de que, em geral, o varejo é movimentado pelo público de alta renda. E, no caso dos mercados, vale uma regra básica: todo mundo precisa se alimentar. Aquela TV de muitas polegadas talvez fique para a Copa de 2026 — quem sabe junto com o hepta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ANTES DO BALANÇO

Santander Brasil (SANB11) pode sair da bolsa brasileira? Citi vê OPA no horizonte, enquanto mercado aguarda balanço do 4T25

3 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com capital sobrando e foco em eficiência, grupo espanhol avalia simplificação da estrutura — e Brasil pode estar no radar, de acordo com o banco norte-americano

VEJA QUAL É

O setor açúcar e etanol anda mal, mas o Itaú BBA acredita que esta ação deve estar na carteira — potencial de alta é de 36%

3 de fevereiro de 2026 - 15:01

Banco iniciou cobertura do papel com recomendação de compra, apesar do cenário adverso para o segmento

Bilionários

Como fechar lojas devolveu a um empresário o posto de terceiro homem mais rico do mundo — ao menos momentaneamente

3 de fevereiro de 2026 - 12:58

Jeff Bezos viu sua fortuna crescer com o anúncio de fechamento de lojas físicas da Amazon Go e Fresh.

TOP 1

Elon Musk junta SpaceX e xAI em negócio de US$ 1,25 trilhão e vai direto para o topo do ranking histórico das megafusões

3 de fevereiro de 2026 - 11:45

A incorporação da xAI pela SpaceX coloca a jogada de Elon Musk no topo do ranking histórico das maiores fusões e aquisições da história

FÔLEGO CURTO

Caso Fictor: Justiça concede “fôlego” de 30 dias à holding — mas sob suspeita de pirâmide financeira

3 de fevereiro de 2026 - 11:32

Decisão liminar concede alívio parcial à holding, mas impõe uma perícia para investigar acusações de fraude e capital inflado

VEJA OS DETALHES

Correndo para sair da recuperação judicial, Azul (AZUL53) anuncia mais uma oferta de ações que pode movimentar R$ 5 bilhões

3 de fevereiro de 2026 - 10:40

Oferta de ações faz parte do plano sob o Chapter 11 e busca reduzir dívidas e atrair capital de longo prazo

A FATURA DA FRAUDE

Investidores da Americanas (AMER3) cobram R$ 12,8 bilhões e tentam fazer ex-controladores pagarem a conta da fraude

3 de fevereiro de 2026 - 10:03

Acionistas alegam prejuízos causados por demonstrações financeiras fraudadas e pedem responsabilização de Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles após o colapso da empresa, em 2023

PRÉVIA DOS BALANÇOS

Quem aguenta o tranco? Itaú e Bradesco no topo, Banco do Brasil na berlinda. O que esperar dos resultados dos bancos no 4T25

3 de fevereiro de 2026 - 6:12

Santander abre a temporada e dá o tom para Itaú, Bradesco, BB e Nubank; veja as apostas dos analistas

IA DE OUTRO MUNDO

O homem do US$ 1 trilhão: Elon Musk confirma fusão da SpaceX e xAI para criar o “motor definitivo” de inovação

2 de fevereiro de 2026 - 19:58

Ele confirmou o que a imprensa gringa já dava como certo: o casamento entre a gigante de foguetes e a startup de inteligência artificial; objetivo agora é levar o processamento de IA para fora da Terra

NEGÓCIO FECHADO

Totvs vende Dimensa para Evertec em operação bilionária e reforça foco em IA

2 de fevereiro de 2026 - 19:45

Com a transação de R$ 1,4 bilhão, a multinacional de Porto Rico, que já é dona da Sinqia, avança no mercado brasileiro

BASE DO PEDIDO DE RJ

A Fictor Alimentos (FICT3) é a aposta central da holding para se reestruturar — mas balanço mostra que talvez ela não ‘segure as pontas’

2 de fevereiro de 2026 - 18:50

Dependente de arrendamentos e com caixa pressionado, braço de alimentos é peça central na estratégia da Fictor para evitar o colapso da holding. Mas será que isso faz sentido?

ENDIVIDADA

Raízen (RAIZ4) despenca e volta a valer menos de R$ 1 na bolsa; entenda o que afeta a ação

2 de fevereiro de 2026 - 14:04

A empresa de energia, que atua com cultivo de cana-de-açúcar, produção de etanol, açúcar e bioenergia, anunciou mudanças no seu conselho de administração

RISCO GRAVE

Refit vai à justiça contra interdição total determinada pela ANP; agência rebate críticas

2 de fevereiro de 2026 - 13:15

A refinaria estava parcialmente fechada desde outubro, sob suspeita de crimes contra a ordem econômica e tributária

A HISTÓRIA DE UMA CRISE

Quem é o Grupo Fictor, patrocinador do Palmeiras, e por que entrou em crise depois que tentou comprar o Banco Master

2 de fevereiro de 2026 - 12:38

Grupo expandiu rápido, diversificou negócios e atraiu investidores com promessas ambiciosas. Mas afirma que não resistiu ao efeito dominó da crise do Banco Master

INCORPORAR TODOS OS PAPÉIS

Sabesp (SBSP3) inicia processo de OPA para comprar ações remanescentes da EMAE (EMAE3); veja valor por ação

2 de fevereiro de 2026 - 11:02

A EMAE opera um sistema hidráulico e gerador de energia elétrica, localizado na região metropolitana de São Paulo, com reservatórios, canais, usinas e estruturas associadas

UPGRADE DUPLO

Privatização muda o jogo da Copasa (CSMG3), e JP Morgan eleva os papéis de venda para compra; ação sobe na B3

2 de fevereiro de 2026 - 10:58

Se a empresa conseguir cortes de custos de 50% e volumes de água maiores, o potencial de alta chega a 90%, segundo os analistas

DANOS AMBIENTAIS

MPF pede bloqueio de R$ 1 bi da Vale (VALE3) após vazamento de mina em MG e poluição de rio

2 de fevereiro de 2026 - 10:11

Além da água, os rejeitos da operação de mineração de minério de ferro da Vale em Fábrica atingiram o rio Maranhão.

APÓS ENVOLVIMENTO COM MASTER

Patrocinador do Palmeiras, Fictor pede recuperação judicial com dívidas de R$ 4 bilhões

2 de fevereiro de 2026 - 8:31

O comunicado da instituição não informou se o Palmeiras será afetado pelo processo de recuperação judicial

ESTABILIDADE NO SETOR

Shoppings mantêm vendas em alta, mas ritmo desacelera no fim de 2025; veja os resultados esperados por empresa

31 de janeiro de 2026 - 13:37

Prévia de resultados do BTG Pactual mostram que o setor deve repetir tendências já observadas no trimestre anterior

REMUNERAÇÃO

Caixa Seguridade (CXSE3) aprova R$ 990 milhões em dividendos; veja quem tem direito e as datas

31 de janeiro de 2026 - 11:40

O valor corresponde a R$ 0,33 por ação, reforçando a estratégia da companhia de manter uma política robusta de remuneração aos acionistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar