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Com o desempenho notável, as ações se aproximam do patamar de estreia e eliminam boa parte do prêmio oferecido pela empresa na oferta de cancelamento de registro
Se a intenção da Getnet (GETT11) era sair de fininho, deu errado. Mas a empresa de maquininhas não teve do que reclamar pois, nesta sexta-feira (20), um dia após revelar que o Santander pretende cancelar o registro de capital aberto na bolsa brasileira e na norte-americana Nasdaq apenas sete meses após a estreia, seus papéis dispararam na B3.
As units da empresa de maquininhas fecharam o pregão com um salto de 22,47%, negociadas a R$ 4,47. E elas chegaram a subir ainda mais durante o dia, confira abaixo as cotações por volta de 12h10:

Com o desempenho notável, os papéis GETT3 eliminam a queda de mais de 18% que haviam acumulado desde o início das negociações da companhia na B3, em outubro do ano passado. As ações GETT4 e GETT11 também se aproximam dos patamares da estreia.
Ao fecharem a lacuna, as cotações se aproximam do preço oferecido pelo Santander na oferta de cancelamento de registro. Isso porque, na hora de definir o preço para retirar suas ações do mercado, a Getnet optou pelo valor resultante do leilão de abertura do início das negociações na B3, em 18 de outubro.
Veja quanto ela pagará por ação:
Já o preço das ADSs (Ações Depositárias Americanas, como são chamadas as partes de um lote de ADRs negociados nos EUA) será o equivalente em dólares americanos ao preço de duas Units (GETT11). Na conversão, valerá a taxa de câmbio do dia útil anterior à liquidação das ofertas.
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Os acionistas da Getnet também receberão dividendos ou juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 0,42 por ativo até a liquidação da operação, segundo a companhia. A cifra equivale a 9% do preço da oferta.
O cronograma para a retirada da empresa da bolsa ainda não está disponível. A companhia convocará, nos próximos dias, uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) - a operação precisa ser aprovada por, no mínimo, dois terços dos acionistas minoritários - e uma reunião do conselho de administração para deliberar sobre o cancelamento do registro.
Segundo o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a decisão partiu da PagoNxt Merchant, controladora direta da companhia e subsidiária do Santander. Vale relembrar que a Getnet iniciou as operações na B3 após uma aguardada cisão do banco.
Considerando o valuation atrativo das ações, o BTG já havia antecipado o movimento. Ainda assim, os analistas do banco de investimentos foram pegos de surpresa: "esperávamos que o Grupo Santander deslistasse a Getnet em algum momento, mas ficamos surpresos com a rapidez".
O documento não fala se há outros motivos por trás da rápida saída, mas uma breve análise do contexto macroeconômico e setorial pode fornecer várias pistas.
A entrada da companhia na bolsa foi seguida por um mau momento do setor de maquininhas que ainda afeta as cotações atuais do segmento. Com vários competidores surgindo e oferecendo novas soluções aos lojistas, até empresas mais famosas, como Cielo (CIEL3) e Stone (STOC31), sofreram com o cenário.
E com a Getnet não foi diferente. As ações ordinárias, preferenciais e units dispararam logo após o início das negociações, mas depois devolveram a alta e agora acumulam uma queda de até 28% desde outubro do ano passado.
Veja como era o desempenho dos papéis até pregão anterior ao anúncio da intenção de cancelamento dos registros aqui e nos Estados Unidos:
| Ação | Preço de estreia | Fechamento de 19/05 | Variação | Máxima |
| GETT11 | R$ 4,72 | R$ 3,63 | -23,09% | Acima de R$ 9,00 |
| GETT3 | R$ 2,21 | R$ 1,81 | -18,10% | Acima de R$ 6,50 |
| GETT4 | R$ 2,54 | R$ 1,81 | -28,74% | Acima de R$ 5,00 |
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