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Em transmissão nas redes sociais, Jair Bolsonaro explicou que o coro seria uma alusão ao fato de resistir a supostos ataques diários contra seu governo

O discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL) durante as comemorações pelo Bicentenário da Independência do Brasil na quarta-feira (7), em Brasília, deu o que falar mundo afora.
Enquanto o presidente parava o discurso para aplausos, seus apoiadores iniciaram um coro de "imbrochável", ecoado aos gritos por Bolsonaro. O que leva à dúvida: o que o chefe de Estado quis dizer com essa afirmação?
Durante transmissão em suas redes sociais durante a noite de ontem, Jair Bolsonaro explicou o que o coro repetido por ele mesmo teria realmente significado.
Segundo o presidente, a alcunha não teria sido uma autoafirmação de virilidade, mas sim seria uma alusão ao fato de resistir a supostos ataques diários contra seu governo.
"Eu sou 'imbrochável' porque eu resisto, porque eu não vou dar para trás. Porque nós reagimos como estamos fazendo. Vou reagir a tudo isso", afirmou durante transmissão nas redes sociais na noite de quinta-feira .
O coro sobre virilidade tornou-se um dos pontos mais comentados do dia e foi alvo de piadas nas redes sociais.
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Além dos comentários sobre o coro de "imbrochável", o presidente Jair Bolsonaro ainda foi criticado por uma atitude machista durante a celebração do Bicentenário.
As críticas dizem respeito à comparação feita pelo chefe de Estado entre a primeira-dama Michelle Bolsonaro com Janja, esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Quando comentando sobre o episódio, Bolsonaro negou ter sido misógino em suas falas.
Outro ponto apontado durante a transmissão foi um ataque que o presidente teria feito ao Judiciário brasileiro. Em live ontem, Bolsonaro negou ter atacado o poder judiciário durante discursos no 7 de Setembro.
"O que é que eu ameacei, meu Deus do céu? Qual foi a ameaça? Eu falei o nome de algum ministro do Supremo? Eu falei em Tribunal Superior Eleitoral?", questionou, ao citar matéria de um jornal.
Assista a seguir a íntegra da transmissão semanal de Bolsonaro:
Os partidos da oposição acusam Jair Bolsonaro de ter cometido crime eleitoral ao usar a máquina pública para transformar as festividades do Bicentenário de Independência em comício.
O PT deve acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente por abuso de poder político e econômico. Enquanto isso, o PDT solicitou a inelegibilidade do candidato à reeleição pelo mesmo crime.
Durante a transmissão de ontem, o presidente rebateu tais críticas sobre ter utilizado a data cívica para fazer campanha eleitoral, com uso de recursos públicos.
"Não gastei um centavo, paguei todas as despesas. Houve uma separação clara entre o ato cívico-militar e o ato lá de fora. Eu convidei todas as autoridades de Brasília. Por exemplo, no Supremo Tribunal Federal, eu convidei todos os 11 ministros. Convidamos chefes de outros Poderes. Não estava proibido ninguém de ir nesse evento", disse Bolsonaro.
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