Vai comprar um carro novo? Descubra se ele está nesta lista de ‘marcados para morrer’
A aposentadoria de um carro é frustante para quem acabou de adquiri-lo. Aqui você vai descobrir algumas pistas que podem evitar essa compra

Imagine comprar um carro e descobrir semanas ou meses depois que ele ganhou algum novo item que não veio no seu? Ou pior, que o desenho dele foi renovado e ficou mais bonito? Ou ainda, que seu motor ficou mais potente ou eficiente?
A única vantagem em adquirir um veículo novo “desatualizado” é o preço certamente menor do que o aquele que o sucede. Fora isso, além da frustração, o consumidor poderá enfrentar um deságio maior na revenda.
Nem sempre é possível prever quando uma linha muda. As montadoras ou importadoras, acredite, guardam alterações a sete chaves por uma questão estratégica: vender o atual estoque até o novo chegar.
Ou ainda, porque se o consumidor souber que aquele modelo mudará em breve, vai se sentir no direito de barganhar um bom desconto ou os concessionários correm o risco de ter de liquidá-lo à força.
Então, quando alguma informação sobre uma mudança “vaza” é porque o carro é totalmente novidade e não interfere nas vendas, ou está às vésperas do lançamento e as lojas já estão praticamente sem estoque.
A ideia aqui é deixar nosso leitor o menos frustrado possível. Afinal, não é nada fácil desembolsar qualquer quantia hoje para um carro zero-km (pelo menos R$ 65 mil, mas em média R$ 140 mil), e depois descobrir logo na sequência que outro modelo chegou em seu lugar.
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Essa dinâmica até se parece um pouco com o mercado de ações: ninguém é capaz de prever quando uma ação pode subir ou cair, mas alguns indícios podem nos alertar.
Enquanto as mudanças de alguns modelos são bem previsíveis (uma alteração de legislação que pode afetá-lo ou baixas vendas), outras pegam até especialistas de surpresa.
Foi o que aconteceu quando, por exemplo, a Caoa Chery acabou com a produção de um carro novo, o Tiggo 3x, em menos de um ano após seu lançamento.
Assim como foi inesperada a decisão dessa mesma montadora em investir em versões com motores híbridos-leves e híbridos plug-in junto com os modelos flex ou só a gasolina já à venda.
- Leia também: Carros elétricos, SUVs e mais: confira 21 lançamentos que chegam às lojas ainda em 2022, com fotos e preços
As sinalizações do mercado sobre o carro novo
Sinal verde: sua compra é mais segura
1. Carros recém-lançados: Dificilmente um modelo que estreou no mercado já como linha 2023 vai mudar em breve;
2. Carros que acabaram de mudar de ano: Se um modelo era 2022 e agora passou a ser 2022/2023, ele certamente já agregou as mudanças necessárias;
3. Lembre-se que a antecipação de ano também é um fator que faz a diferença na revenda: na hora de precificar, no caso um modelo 22/23, vale o ano/modelo (23) e não o de fabricação;
Sinal amarelo: fique atento a esses indícios
1. A demora na troca de ano de um modelo pode ser um indício importante de que algo ainda está prestes a mudar;
2. O mercado é extremamente dinâmico. Por isso, carros há muito tempo sem novidades ou com a concorrência agitada, tendem a se realinhar. Veja o caso da Renault, que acaba de lançar uma nova versão de entrada do Duster, seis meses depois de anunciar a linha 2023, com um motor mais moderno;
3. Não espere que o concessionário saiba ou te fale que aquele carro vai mudar. Afinal, bons vendedores sempre têm bons argumentos. Pesquise antes de fechar negócio se aquele carro foi flagrado em testes (geralmente camuflado) ou se existe alguma especulação de atualizações. Onde há fumaça...
4. Um veículo nacional que convive com sua geração posterior pode morrer a qualquer momento. Esse foi o caso do Chevrolet Onix Joy, uma opção mais acessível do hatch ou sedã compacto e que saiu de linha no final de 2021. Ou ainda, numa situação mais recente, a Suzuki tirou de linha o Jimny nacional que convivia com o Jimny Sierra, sua evolução importada do Japão: sem atender às novas regras de emissões, o Jimny saiu à francesa. Há ainda unidades remanescentes à venda, mas quem compra precisa saber que são as derradeiras;
Sinal vermelho: carros que podem sair de linha a qualquer momento. Se for comprar, negocie desconto
- Se o carro for importado e em seu país de origem ele já mudou, não avance. As suas chances aí são: ou aquele modelo sai do mercado de vez ou ele será importado em sua nova geração, deixando a atual “envelhecida”;
- Um carro com visual pouco aceito, vendas em queda ou há muito tempo sem uma atualização podem indicar mudanças em breve. Pesquise muito antes de apostar nele;
- Carros que não atendem às novas legislações de emissões ou de segurança terão de se adequar em breve. Isso porque em 2023 todos os modelos deverão vir com repetidor de seta nas laterais ou retrovisor, luz diurna e alerta de frenagem de emergência. Se o que você pesquisar ainda não tiver esses itens, eles certamente virão na linha 22/23 ou no início do próximo ano;
- Outra regra foi adiada por conta da pandemia para até 2024, mas algumas fabricantes já se anteciparam. É o chamado ESP ou ESC, o controle de estabilidade. Trata-se de um sistema eletrônico que atua no freio de cada roda para corrigir a trajetória em caso de perda de aderência dos pneus. A maioria dos carros à venda no Brasil já possui a tecnologia e alguns podem agregá-lo nas linhas 2023. Por ser um item importante de segurança, ideal que você escolha um modelo que venha equipado com ele;
- Mortes anunciadas: Por dica da montadora ou forças do mercado, alguns carros deixam de existir em breve. Não necessariamente serão mau negócio, mas o consumidor pode negociar descontos ou benefícios por um carro em fim de linha.
Confira 12 modelos de carros que estão com os dias contados e devem sair de linha até 2023.
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