🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

SEM BANDEIRA BRANCA

Um mês de guerra: invasão da Ucrânia pela Rússia deve entrar em uma nova fase ainda mais devastadora, com risco nuclear à espreita

O que se viu até agora foi a destruição em partes do país e de regiões vitais para o bem-estar econômico ucraniano, como a cidade portuária de Mariupol; capital Kiev ainda resiste, mas até quando?

Carolina Gama
23 de março de 2022
21:00 - atualizado às 21:28
Presidente russo, Vladimir Putin, sentado em uma mesa com fone ouvido
O presidente da Rússia, Vladimir Putin. Ao fundo, o ministro Sergei Lavrov. - Imagem: Departamento de Estado norte-americano

Quando as tropas russas entraram na Ucrânia sem pedir licença em 24 de fevereiro, o presidente Vladimir Putin certamente esperava uma vitória rápida. Mas, ao que tudo indica, ele subestimou a resistência ucraniana, que usou até civis voluntários para defender seu país. Praticamente um mês após a invasão, quem são os vencedores e os perdedores dessa guerra?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para responder essa pergunta, é preciso fazer um balanço do conflito, que pode ganhar novos contornos a partir desta quinta-feira (24), quando os chefões dos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se reúnem para discutir novas medidas para frear as tropas de Putin. 

O saldo da guerra até o momento mostra que as forças russas capturaram apenas uma importante cidade ucraniana, Kherson. O temido ataque à capital Kiev ainda não começou; Kharkiv — a segunda maior cidade do país — continua resistindo e Lviv, a maior cidade a oeste da Ucrânia, está relativamente ilesa.

As tropas russas, no entanto, provocaram a destruição em partes da Ucrânia e em cidades vitais para o bem-estar econômico do país. A portuária Mariupol, de onde exporta-se grãos, aço e entre outros bens, está sitiada e arruinada.

O mapa do Instituto para Estudos de Guerra mostra a movimentação russa em território ucraniano até terça-feira (22). As linhas pontilhadas mostram o avanço das tropas russas; os traços em vermelho mostram as áreas cercadas; em amarelo as regiões que a Rússia exige rendição e, em azul, as ofensivas ucranianas:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia Também

Fazendo o inimigo sangrar

Se, de um lado, a Ucrânia sofre as consequências físicas da invasão militar, de outro, a Rússia sente no bolso o peso das punições impostas a um invasor. 

Orquestradas pelos Estados Unidos, uma série de sanções financeiras e econômicas foram anunciadas desde 24 de fevereiro — com potencial de fazer Moscou retroceder décadas em desenvolvimento. 

Para se ter uma ideia, projeções do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) mostram que a Rússia pode sofrer uma contração econômica de 15% este ano em função da guerra e das sanções.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • IMPORTANTE: liberamos um guia gratuito com tudo que você precisa para declarar o Imposto de Renda 2022; acesse pelo link da bio do nosso Instagram e aproveite para nos seguir. Basta clicar aqui 

Para 2023, o IIF prevê um recuo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) russo — que, somado ao quadro deste ano, reverterá 15 anos de expansão do país. 

“A Rússia deve enfrentar um quadro de ‘fuga de cérebros’ e baixo investimento, o que pesará sobre um potencial de crescimento já contido”, disse o IIF em relatório. 

Então por que Putin segue avançando em vez de aceitar o plano de trégua que pode acabar definitivamente com a guerra?

Heni Ozi Cukier, cientista político e professor de relações internacionais, explica que o comportamento dos países em situações de guerra foge do econômico-racional das situações comuns.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Na verdade, em situações de guerra, os países perdem conscientemente, por escolha, sob a expectativa de que a sua perda vai gerar um dano ainda maior ao inimigo”, afirma. 

Segundo ele, a lógica do raciocínio custo x benefício — no qual tende-se a minimizar custos e perdas e maximizar os benefícios — é invertida. 

“Na guerra, você aceita perdas maiores ou até busca perdas maiores porque sabe que aquelas perdas podem ser ainda mais profundas para o seu inimigo”, disse.  

Rússia e Ucrânia
Aeroporto militar de Chuguyev, em Kharkiv, na Ucrânia, no dia do ataque

Uma guerra de desgastes

O cenário descrito por Cukier pode levar à chamada guerra de desgaste: uma luta prolongada na qual ambos os lados procuram esgotar o oponente por meio da perda gradual de pessoal, equipamentos e suprimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A invasão da Ucrânia está caminhando para um cenário de guerra difícil — uma fase de impasse na qual os dois lados têm capacidade limitada de conduzir operações ofensivas enquanto a devastação e o sofrimento humano continuam”, disse Andrius Tursa, conselheiro da Teneo Intelligence para Europa Central e Oriental, em nota. 

Com a ofensiva russa avançando lentamente, Tursa observa que “Moscou está recorrendo a táticas de guerra mais brutais visando a infraestrutura não militar e civil para quebrar a resistência da população”. 

Ele cita instalações de armazenamento de alimentos e grandes shopping centers, como o destruído em Kiev na segunda-feira (21). O Kremlin, no entanto, vem negando repetidamente que tenha civis como alvo.

“Um exército russo pressionado poderia infligir destruição maior para manter a campanha viva, testando a determinação dos ucranianos e do Ocidente, que vem se recusando a intervir diretamente no conflito”, afirmou Tursa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conflito nuclear à vista? 

Nesta semana, o presidente norte-americano, Joe Biden, disse que Putin estava com as “costas contra a parede”, alimentando as especulações de que o presidente russo possa recorrer ao uso de armas químicas ou nucleares na Ucrânia.

No início de março, o mundo entrou em estado de alerta quando Putin colocou suas forças de dissuasão — que incluem armas nucleares — em modo de combate.

Na sequência, o que se viu foi a tomada da região onde está a maior usina nuclear da Europa depois que Chernobyl passou ao domínio russo. 

“É escalar para desescalar, isto é, se os russos se sentirem ameaçados ou perdendo terreno na guerra, eles cogitam o uso de armas nucleares para que negociadores se sentem à mesa e coloquem fim ao conflito”, disse o cientista político Heni Ozi Cukier na ocasião. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa possibilidade virou uma realidade com a mudança da doutrina nuclear russa, que passou a permitir o uso de armas nucleares táticas no campo de batalha.

Diferente das armas estratégicas, as armas nucleares táticas são menores, de curto alcance e com um menor potencial de destruição. 

Quando a guerra acaba?

Mesmo que mais de 3,5 milhões de pessoas tenham fugido da Ucrânia, o país atraiu muita atenção pela resistência às forças russas.

Bombardeios em massa, táticas de cerco e supostos ataques à infraestrutura civil não fizeram os ucranianos recuar. Mas até quando será possível resistir? 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do lado russo, sem o apoio da China — considerada chave para a paz ou para o início da Terceira Guerra Mundial — Putin conseguirá vencer? 

Kurt Volker, ex-embaixador dos Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), está otimista de que a Rússia será a primeira a tropeçar na guerra, dados os desafios logísticos que enfrenta à medida que a invasão se arrasta. 

“Acho que o fim é os russos se esgotarem”, disse Volker à CNBC na sexta-feira (18). “Os ucranianos estão confiantes e não acho que a Rússia será capaz de sustentar [a invasão]; a tendência é de uma retirada russa”, acrescentou. 

O cientista político Heni Ozi Cukier cita uma análise de dados que mostra que desde 1946, 26% dos conflitos entre estados acabam em até um mês, 25% em até um ano e o restante dura, em média, uma década. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A Ucrânia não pode aceitar nada menos do que a retirada total dos militares russos e não existe nenhuma saída honrosa para Putin na retirada de suas tropas, correndo o risco de sair de mãos vazias da Ucrânia”, disse Cukier.

“As coisas devem ficar mais difíceis para Putin na Rússia e ele terá que ficar ainda mais agressivo para vencer”, acrescentou. 

Contando as perdas

Se ainda não há um vencedor claro na guerra entre Rússia e Ucrânia, certamente existem perdedores — e aos milhares.

O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou na terça-feira (22) que cerca de 15.300 soldados russos foram mortos desde que o Kremlin lançou seu ataque em 24 de fevereiro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Rússia, por sua vez, informou em 2 de março que 498 de suas forças armadas foram abatidas em combates, mas não forneceu uma atualização oficial desde então.

O jornal russo pró-Kremlin Komsomolskaya Pravda informou na segunda-feira (21), citando o Ministério da Defesa da Rússia, que 9.861 soldados russos morreram desde o início da guerra, mas excluiu o artigo após alegar que foi hackeado.

“Os russos estão sofrendo pesadas perdas com os combates — mais do que as perdas militares combinadas dos Estados Unidos em 20 anos no Iraque e no Afeganistão —, incluindo um alto número de líderes militares em campo”, disse Ian Bremmer, presidente do Eurasia Group, em nota na segunda-feira. 

Segundo ele, em meio a tantas baixas, capturar Kiev não é uma opção realista para os militares russos no momento, enquanto, “os ucranianos ficaram mais encorajados pelas dificuldades russas em campo e pelo apoio internacional ao seu país”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AÇÃO DO MÊS

Direcional (DIRR3) é bicampeã apesar do tombo: entenda por que a construtora segue no topo das recomendações para fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 6:00

Os papéis da construtora caíram 2,80% nos últimos três meses, mas já começaram a mostrar sinais de recuperação

CALENDÁRIO 2026

Calendário do Pé-de-Meia fevereiro 2026: confira quando o governo paga os incentivos do ensino médio

4 de fevereiro de 2026 - 5:41

Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano conforme matrícula, frequência, conclusão e participação no Enem

PRODUTOR NO LIMITE

Agro em crise? Itaú BBA liga alerta para grãos e diz que novas recuperações judiciais estão no radar

3 de fevereiro de 2026 - 19:47

Com preços em queda e custos elevados, produtores enfrentam margens cada vez mais apertadas

O MAIS RICO DO MUNDO

Fortuna de Elon Musk atinge um novo recorde — e segue seu caminho rumo a US$ 1 trilhão

3 de fevereiro de 2026 - 13:31

O CEO da Tesla e da SpaceX segue como o homem mais rico do planeta, com fortuna estimada em cerca de US$ 775 bilhões e se aproxima de um recorde jamais visto de US$ 800 bilhões 

GEOPOLÍTICA DOS MINERAIS

O que está por trás da reserva de minerais críticos de US$ 12 bilhões de Donald Trump

3 de fevereiro de 2026 - 13:15

Após o anúncio do presidente norte-americano, as ações relacionadas ao setor de terras raras registram forte alta no início desta terça-feira (3)

CORTE EM MARÇO

Copom: Banco Central confirma corte de juros ‘cauteloso’ em março, e expectativa para reajuste de 0,25 pp ganha força

3 de fevereiro de 2026 - 9:33

Segundo a ata do Copom, em um ambiente de inflação mais baixa, a estratégia passa pela calibração do nível de juros

SÓ DEU ELA DE NOVO

Lotofácil entra em fevereiro com 2 vencedores próximos do primeiro milhão; Mega-Sena pode pagar R$ 130 milhões hoje

3 de fevereiro de 2026 - 7:59

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da semana. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão. Mega-Sena está acumulada desde a Mega da Virada.

FEVEREIRO 2026

Calendário do PIS/Pasep fevereiro 2026: confira quando o abono cai na conta

3 de fevereiro de 2026 - 6:03

Pagamentos do abono salarial seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto 

BOLSA FAMÍLIA 2026

Calendário do Bolsa Família fevereiro 2026: confira quando começam os pagamentos e quem pode receber

3 de fevereiro de 2026 - 5:31

Pagamentos começam em 12 de fevereiro e seguem até o fim do mês conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600

POLÍTICA MONETÁRIA

Quem é Guilherme Mello, indicado de Haddad ao Banco Central que gerou ruído no mercado

2 de fevereiro de 2026 - 16:08

Mello chefia a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda; economista tem atuado na defesa de cortes na taxa de juros, atualmente em 15%

Mercados

Bônus de catástrofe: investimento que une alto retorno e baixa volatilidade ganha força

2 de fevereiro de 2026 - 14:38

O mercado de títulos de catástrofe, conhecido por oferecer retorno atrativos combinado com baixa volatilidade, está aquecido em 2026

VAI TER FOLGA?

Calendário de fevereiro de 2026: confira os feriados e as datas do Carnaval

2 de fevereiro de 2026 - 7:12

Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores

COMEÇA HOJE

Calendário do BPC/LOAS fevereiro 2026: veja quando o pagamento do benefício cai

2 de fevereiro de 2026 - 6:04

Benefício assistencial começa hoje, seguindo o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC 

COMEÇA HOJE

Começa hoje o pagamento do INSS fevereiro 2026: confira o calendário e como consultar

2 de fevereiro de 2026 - 5:42

Aposentados e pensionistas já recebem com valores corrigidos pelo novo salário mínimo; depósitos seguem o número final do benefício  

MAIS LIDAS DO SD

Do risco de contágio do ‘caso will bank’ ao hotel no Brasil do casal da melhor vinícola do mundo: as mais lidas do SD

1 de fevereiro de 2026 - 17:30

Crise com o will bank, apostas de bilionários e análises de mercado estiveram entre os assuntos mais lidos no Seu Dinheiro nos últimos dias

CLÁSSICO DAS MULTIDÕES

Flamengo x Corinthians decidem a Supercopa do Brasil neste domingo; veja horário e onde assistir

1 de fevereiro de 2026 - 10:30

Flamengo, campeão do Brasileirão, e Corinthians, vencedor da Copa do Brasil, se enfrentam neste domingo (1º), no Mané Garrincha, para decidir a Supercopa d Brasil

LOTERIAS

Mega-Sena acumula em R$ 130 milhões; confira os números e os resultados da Lotofácil, Timemania e +Milionária

1 de fevereiro de 2026 - 9:33

Mega-Sena não teve ganhador no sorteio de sábado (31), e os resultados das demais loterias da Caixa também já estão disponíveis

PAGAMENTOS 2026

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para fevereiro de 2026

1 de fevereiro de 2026 - 7:43

Do Pé-de-Meia ao novo Gás do Povo, veja como ficam as datas e regras dos principais benefícios federais em fevereiro de 2026

CINCO ESTRELAS

Silêncio, privacidade e massageador: a experiência de viajar em uma cabine premium de ônibus

31 de janeiro de 2026 - 12:23

Viação Garcia passa a operar cabine premium em ônibus de longa distância, com foco em conforto, silêncio e privacidade

MUDANÇA NA ESTRUTURA

Desglobalização à vista? Economista alerta para nova “ordem mundial” com era Trump 2.0 

31 de janeiro de 2026 - 10:00

Nova globalização será responsável por remodelar estruturalmente as próximas décadas, diz Matheus Spiess, economista pelo Insper, no programa Touros e Ursos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar