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Banco prevê, ainda, outra alta de 1,5 p.p. na reunião de 4 de maio, o que faria a Selic chegar a 13,75%. Dólar sofreu revisão para baixo
Os planos do Banco Central de reduzir o ritmo de alta da Selic na próxima reunião deverão ser deixados de lado, no que depender do banco UBS BB. Isso porque a disparada das commodities devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia deve impactar em mais de 1% a inflação, segundo o banco.
Dessa forma, o fato de a inflação subir além do esperado acaba elevando também as expectativas para a inflação no longo prazo por inércia. E, para conter a alta, a Selic deve continuar subindo.
"Para evitar um efeito de ordem secundária nas expectativas, nós não acreditamos que o Copom irá reduzir seu ritmo de altas e agora esperamos que ele aumente em 1,5 ponto porcentual na reunião de 16 de março", disseram os analistas do UBS em relatório. Isso colocaria os juros básicos da economia brasileira em 12,25%.
O banco prevê outra alta de 1,5 p.p. nos juros na reunião de 4 de maio, o que faria a Selic chegar a 13,75%. Assim, essa seria a taxa no final do ciclo de apertos monetários, segundo o UBS. O número é 1,5 p.p. acima dos 12,25% projetados para o final deste ano no mais recente Relatório Focus.
Ao mesmo tempo que revisou a Selic para cima, o UBS aproveitou para atualizar as projeções para a taxa de câmbio no fim do ano. Agora, o banco prevê o dólar a R$ 5,20, um corte de R$ 0,60 em relação à projeção anterior.
Segundo o banco, há três motivos para essa revisão:
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1) As commodities mais caras beneficiam os termos de troca brasileiros, ou seja, a relação entre os preços das exportações e os das importações;
2) Uma Selic mais alta ajuda a fortalecer o real, uma vez que ela atrai o investidor estrangeiro e aumenta a entrada de dólar no País;
3) Sinais positivos de um governo mais centrista e com responsabilidade fiscal do ex-presidente Lula, que lidera as intenções de voto.
No Relatório Focus desta semana, as projeções indicam o dólar a R$ 5,40 no final do ano.
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