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A Rússia promete retaliar o que caracteriza como “ações hostis” da Lituânia, alertando para consequências “sérias” em relação a Kaliningrado
O bloqueio imposto pela Lituânia ao enclave russo de Kaliningrado abre uma nova frente de tensão entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O governo lituano proibiu o trânsito de mercadorias provenientes da Rússia para seu enclave no Mar Báltico.
A Rússia promete retaliar o que caracteriza como “ações hostis” da Lituânia, alertando para “sérias” consequências.
A Lituânia integra a Otan. E a aliança militar reiterou seu apoio ao país.
A Lituânia anunciou na última sexta-feira (17) que proibiria a passagem por seu território de mercadorias procedentes da Rússia incluídas na lista de sanções da União Europeia (UE).
As sanções da UE, da qual a Lituânia também faz parte, foram impostas por causa da invasão da Ucrânia pela Rússia, ocorrida em fevereiro.
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Segundo o governo lituano, a decisão foi tomada após consulta à Comissão Europeia, o braço executivo da UE.
A proibição começou a valer já no dia seguinte ao anúncio e abrange o transporte ferroviário de metais, carvão, materiais de construção e produtos de alta tecnologia enviados de outras partes da Rússia para o porto de Kaliningrado.
A Rússia respondeu à Lituânia, uma ex-república soviética, qualificando a medida como ato “hostil” e “sem precedentes”.
“Se em um futuro próximo, o trânsito de carga entre a região de Kaliningrado e o restante do território da Federação Russa através da Lituânia não for totalmente restabelecido, então a Rússia se reserva o direito de adotar medidas para preservar seus interesses nacionais”, advertiu o Ministério das Relações Exteriores da Rússia por meio de nota.
Kaliningrado é um pequeno enclave russo localizado no Mar Báltico. Incrustado entre a Lituânia e a Polônia, o território abriga pouco mais de 490 mil pessoas em uma área de 224 quilômetros quadrados.
No passado, Kaliningrado pertenceu ao império alemão. Em 1945, em meio à queda da Alemanha nazista, a União Soviética capturou Kaliningrado.
Mesmo depois da dissolução da URSS e da adesão da Polônia e da Lituânia à UE e à Otan, Moscou manteve o enclave báltico sob seu domínio.
Além de abrigar um porto importante para o escoamento da produção russa, Kaliningrado tem status de província e é a sede da Frota da Marinha Russa no Mar Báltico.
No sábado (18), o anúncio das sanções resultou em uma corrida aos supermercados do enclave.
Segundo o governador de Kaliningrado, Anton Alikhanov, a Rússia teria aumentado o número de navios de carga que transportam mercadorias de São Petersburgo para o enclave na expectativa de evitar desabastecimento.

Na segunda-feira (20), o Ministério das Relações Exteriores da Lituânia emitiu nota afirmando que “o trânsito de passageiros e mercadorias não sancionadas de e para a região de Kaliningrado através da Lituânia segue sem interrupções”.
Acrescentou que a Lituânia “não impôs restrições unilaterais, individuais ou adicionais”, limitando-se a implementar "consistentemente" as sanções da UE.
A manutenção de um grande porto comercial, a frota naval e o status outorgado a Kaliningrado mostram o quanto o enclave é importante para Moscou.
Portanto, analistas consideram que uma resposta russa é apenas uma questão de tempo. A dúvida está em qual será a natureza da resposta.
O próprio secretário de imprensa do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov, advertiu: “A situação é mais do que grave. Precisamos de uma análise séria e profunda para elaborar nossa resposta”.
Questionada hoje sobre se a resposta russa seria apenas diplomática ou iria além, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse: “A resposta é não. Ela não será diplomática. Será prática.”
Josep Borrell, chefe de política externa da UE, manifestou apoio à Lituânia, mas também se mostrou preocupado com a possibilidade de retaliação russa.
Timothy Ash, estrategista da BlueBay Asset Management, considera “justo dizer que Kaliningrado é um imperativo estratégico para a Rússia” e diz ser presumível que Moscou defenderá o enclave.
"A Rússia reagirá com certeza. A única dúvida é qual será essa reação e o que a Rússia poderia fazer militarmente", observou ele.
“Um ataque terrestre para abrir um corredor através do território lituano seria um ataque direto à Lituânia, desencadeando o artigo 5º da defesa da Otan” afirmou.
O artigo 5º é um dos pilares do pacto que fundou a Otan. Trata-se de uma cláusula de defesa mútua.
Ela determina que uma ação militar contra um membro da aliança atlântica representa um ataque a todos os membros.
Portanto, um eventual acionamento da cláusula de defesa mútua levaria todos os integrantes da entidade a uma guerra contra a Rússia.
“Putin sabe disso. Significa guerra com a Otan”, explica Ash. “Putin pode arcar com isso quando enfrenta dificuldade para cumprir até mesmo objetivos estratégicos agora bastante reduzidos na Ucrânia? Ele também teria que lançar um ataque pela Bielorrússia, estendendo suas linhas de suprimentos e dividindo suas forças”, observou ele.
Em vez de um confronto direto com a Otan, a Rússia poderia optar inicialmente por um bloqueio naval à Lituânia.
Embora disponha de capacidade e recursos para efetuar um bloqueio naval, tal medida seria vista como uma escalada pela Otan e pela UE.
Pode-se dizer que Rússia e Otan bailam sobre o fio da navalha. E não é de hoje. A constante expansão da Otan em direção às fronteiras russas é apontada como um dos motivos para a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Kaliningrado tem suas peculiaridades. A adesão da Polônia e da Lituânia à UE e à Otan, embora recebidas com insatisfação pela Rússia, até agora não haviam provocado prejuízo direto a Moscou.
O bloqueio lituano, ainda que imposto no contexto das sanções da UE, sobe o tom de um potencial confronto cujas consequências seriam imprevisíveis.
Estrategistas de ambos os lados já advertiram para o risco de uma terceira guerra mundial.
Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, assegurou que o governo norte-americano defenderá a Lituânia em caso de um ataque russo.
“A Lituânia é membro da Otan e mantemos os compromissos assumidos no âmbito da aliança. E é claro que isso inclui o Artigo 5, que é a base da Otan”, declarou Price em entrevista coletiva.
Diante disso, a Rússia terá de calibrar com cuidado sua reação ao bloqueio lituano a Kaliningrado se quiser evitar a abertura de uma nova frente de guerra.
*Com informações da CNBC.
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