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PARALISAÇÃO

Pilotos e comissários decidem suspender greve no fim de semana de Natal

De acordo com a entidade, a interrupção da greve será para que a categoria vote de forma virtual a nova proposta apresentada pelas empresas até o domingo (25)

Avião da Azul (AZUL4)
Aeronave da Azul (AZUL4) em processo de decolagem - Imagem: Luis Neves/Divulgação

O Sindicato Nacional dos Aeronautas anunciou que irá suspender a greve de pilotos e comissários de bordo durante o fim de semana de Natal.

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De acordo com a entidade, a interrupção será para que a categoria vote de forma virtual a nova proposta apresentada pelas empresas até às 12h30 do domingo (25), e os integrantes do sindicato possam ter tempo para se informar e fazer uma escolha consciente.

A proposta mantém os valores de reajuste apresentado anteriormente pelas empresas, de reposição integral da inflação medida pelo INPC e mais 1% de ganho real, e acrescenta duas cláusulas sociais: a possibilidade de alteração dos horários de folga dos tripulantes mediante uma indenização e também a possibilidade do início das férias contar a partir de um dia de final de semana. Também serão renovados os termos da convenção coletiva da categoria.

Parte dos tripulantes cruzam os braços por duas horas diariamente desde segunda-feira, sempre das 6h às 8h, para reivindicar aumento real dos salários e melhores condições de descanso. Por conta da greve, a orientação dos aeroportos é que os passageiros entrem em contato com as companhias aéreas para confirmar o status dos voos.

As demandas que causaram a greve

A nova proposta recusada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) previa reposição de 100% da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais aumento real de 1%, além de outras demandas relacionadas a folgas e tempo de descanso.

Por determinação do TST, a greve pode atingir somente 10% dos funcionários das empresas. O sindicato afirma que a determinação está sendo cumprida e o movimento ocorre dentro da legalidade.

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O SNA aponta que decidiu pela greve "tendo em vista os altos preços das passagens aéreas que têm gerado crescentes lucros para as empresas". A categoria também reivindica que as empresas "respeitem os horários de início e de término das folgas e que não programem jornadas de trabalho de mais de três horas em solo entre duas etapas de voo".

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O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) alega que o preço das passagens aéreas foi fortemente impactado por conta da pandemia e que houve aumento dos custos para as companhias — as quais, segundo o sindicato patronal, acumulam prejuízo.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (23), o SNEA destaca que a mais recente proposta do TST é a terceira proposta negada pelos tripulantes, sendo que a primeira foi apresentada pelo SNEA ainda no âmbito da negociação sindical.

O sindicato patronal das companhias aéreas ainda enfatiza que realiza negociações com o SNA desde outubro, "para preservar os direitos dos tripulantes, estendendo a validade da CCT vigente até o fim das negociações, e garantir as viagens aéreas dos passageiros", e que acatou a primeira proposta de mediação elaborada pelo TST, apresentada no último fim de semana, que também foi rejeitada pelo SNA.

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* Com informações do Estadão Conteúdo

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