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Considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo os brancos e nulos, o petista aparece com 55%, ante 45% do presidente que tenta a reeleição
A primeira pesquisa após o primeiro turno das eleições presidenciais foi divulgada nesta quarta-feira (5) e mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando as intenções de voto à frente do presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o levantamento feito pelo Ipec (ex-Ibope), Lula tem 51% das intenções de voto contra 43% de Bolsonaro. Já os votos em branco e nulos somam 4%. Não sabem ou não responderam, 2%.
Considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo os brancos e nulos, Lula aparece com 55%, ante 45% de Bolsonaro.
Na última simulação de segundo turno feita pelo Ipec, divulgada em 1 de outubro, o petista tinha 52% contra 37% do candidato à reeleição.
Em relação ao índice de rejeição, Bolsonaro aparece na frente de Lula com 50%, enquanto o petista tem 40%, ainda segundo o Ipec.
De acordo com o levantamento, 92% estão convictos do voto que darão em 30 de outubro, dia do segundo turno da disputa eleitoral. Outros 8% afirmam que ainda podem mudar de opção.
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A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas entre os dias 3 e 5 de outubro em 129 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
A pesquisa Ipec mostrou ainda que 35% dos entrevistados consideram o governo Bolsonaro como ótimo ou bom, ante 42% que o avaliam como ruim ou péssimo e 22% como regular.
Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 1 de outubro, a avaliação negativa oscilou para baixo e a positiva para cima, ambas em dois pontos, dentro da margem de erro.
O porcentual de quem não soube avaliar ficou em 1% em ambas as pesquisas.
O Ipec aponta ainda que 55% dos entrevistados desaprovam a maneira de Bolsonaro de governar, enquanto 40% aprovam. Os que não sabem são 5%.
No primeiro turno, Lula obteve 57,2 milhões de votos válidos, ou 48,43% do contabilizado pela Justiça Eleitoral. Já Bolsonaro recebeu 51 milhões de votos, ou 43,20% do total.
Os números foram divergentes dos dados divulgados na véspera do primeiro turno pelos principais institutos de pesquisas. Após a eleição de 2 de outubro, o ministro da Justiça, Anderson Torres, pediu à Polícia Federal para que investigue o caso.
Na segunda-feira (3), o Ipec se posicionou sobre os resultados divulgados nas últimas semanas, justificando que os levantamentos medem a intenção de voto no momento que são realizados.
"Quando feitas continuamente ao longo do processo eleitoral são capazes de apontar tendências, mas não são prognósticos capazes de prever o número exato de votos que cada candidato terá", informou o Ipec em nota na ocasião.
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