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Jasmine Olga

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É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

MERCADOS AO VIVO

Bolsa hoje: Ibovespa desacelera com Nova York, mas segue em alta após divulgação do payroll nos EUA; dólar cai

Seu Dinheiro
Jasmine Olga, Liliane de Lima, Renan Sousa
2 de setembro de 2022
9:03 - atualizado às 17:16

RESUMO DO DIA: As bolsas internacionais operam sem direção definida nesta sexta-feira (2), após divulgação do relatório mensal sobre o mercado de trabalho nos EUA, o payroll, que é uma das referências do Federal Reserve (Fed) para a condução da política monetária. Com a agenda esvaziada no cenário doméstico, o Ibovespa deve acompanhar o desempenho do exterior.

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Acompanhe por aqui o que mexe com a bolsa, o dólar e os demais mercados hoje, além das principais notícias do dia.

O Ibovespa encerrou em alta de 0,42%, aos 110.864 pontos, queda de 1,28% na semana.

O dólar à vista encerrou o dia em queda de 1,02%, a R$ 5,1848.

Depois de alguns dias de forte queda, o brent voltou a subir e encerrou a sessão em alta de 0,71%, a US$ 93,02

O otimismo inicial pós-payroll arrefeceu no início desta tarde e as bolsas americanas voltaram a operar no vermelho. Com isso, o Ibovespa desacelerou o ritmo de alta, mas segue com ganhos expressivos.

As construtoras seguem sendo o maior motor do Ibovespa nesta sexta-feira (02). Os investidores estão de olho na queda dos juros futuros e também na melhora do cenário para o setor, após o JP Morgan ter mostrado otimismo em relatório divulgado ontem.

Confira as maiores altas desta tarde:

CÓDIGO NOME ULT VAR
CYRE3 Cyrela ON R$ 16,82 11,10%
MRVE3 MRV ON R$ 12,18 10,23%
EZTC3 EZTEC ON R$ 20,20 9,01%
BRKM5 Braskem PNA R$ 32,50 6,80%
B3SA3 B3 ON R$ 12,81 5,87%
FECHAMENTO NA EUROPA:
  • Frankfurt: +3,33%
  • Londres: +1,83%
  • Paris: +2,21%
  • Stoxx 600: +1,80%

Com o mercado de trabalho americano mostrando resiliência, os investidores recalculam quais devem ser os próximos passos do Federal Reserve. Com isso, o mercado de juros opera em forte queda no Brasil, principalmente na ponta mais longa:

CÓDIGO NOME  ULT  FEC
DI1F23 DI jan/23 13,72% 13,72%
DI1F24 DI jan/24 12,84% 12,85%
DI1F25 DI Jan/25 11,66% 11,73%
DI1F26 DI Jan/26 11,44% 11,55%
DI1F27 DI Jan/27 11,40% 11,53%

As bolsas internacionais seguem operando em campo positivo nesta sexta-feira.

Os bons desempenhos foram impulsionados pela criação de 315 mil empregos nos EUA em agosto, segundo o payroll divulgado mais cedo.

Os investidores ficaram mais otimistas quanto a possibilidade do Fed moderar a elevação da taxa de juros na próxima reunião.

Alguns analistas já revisaram as projeção para alta de 50 pontos-base, ante o aumento de 75 pontos-base previstos antes do payroll.

Contudo, o CPI de agosto, que será divulgado daqui duas semana, será determinante para uma nova avaliação do mercado.

O Ibovespa, com a agenda esvaziada no cenário doméstico, é puxado por Wall Street e registra ganhos acima dos 1,50%.

O dólar à vista perde força frente ao real e opera em  queda 1,20%, cotados R$ 5,1785.

IRB (IRBR3): A ESPECULAÇÃO CONTINUA

Depois de desabarem mais de 20% nos primeiros minutos do pregão desta sexta-feira, as ações IRBR3 reduziram um pouco as perdas. Ainda assim, os papéis seguem negociados em baixa de 12,14%, negociados a R$ 1,23.

O mercado se ajusta ao preço por ação obtido pelo IRB na nova oferta primária de ações da empresa, anunciada na semana passada.

VEJA A REPERCUSSÃO

O Ibovespa renova máximas e opera acima dos 112 mil pontos, acompanhando a alta das bolsas de Nova York, que estão acima do 1,10%, após a divulgação do payroll.

A bolsa brasileira sobe 1,56%, aos 112.126 pontos.

 

CONSTRUTORAS EM DESTAQUE

As construtoras repetem o bom desempenho do pregão de ontem e operam em alta nesta sexta-feira, impulsionadas pela queda da curva de juros futuros.

Vale ressaltar também que o JP Morgan tem uma visão otimista do setor e recomendou compra de ações das principais incorporadoras, entre elas MRV (MRVE3).

Em relatório divulgado ontem, os analistas do banco norte-americano relembraram, que, historicamente, as ações do setor costumam performar acima do Ibovespa de 12 a 18 meses após o fim do ciclo de alta.

Para o JP Morgan, é provável que o movimento necessário para que as construtoras superem o principal índice acionário brasileiro ocorra já na próxima reunião do Copom, marcada para o dia 21 deste mês.

CÓDIGO NOME ULT VAR
MRVE3 MRV ON R$ 11,83 7,06%
CYRE3 Cyrela ON R$ 16,14 6,61%
EZTC3 EZTEC ON R$ 19,29 4,10%
JHSF3 JHSF ON R$ 6,69 2,61%
IRB (IRBR3) DERRETE

O IRB (IRBR3), que realizou ontem a oferta de ações após o fechamento dos mercados, desaba no Ibovespa e lidera as perdas do dia, com queda de 15%.

Os papéis são negociados a R$ 1,19.

Desde que o IRB (IRBR3) anunciou, na semana passada, que faria uma oferta primária de ações, o mercado está em polvorosa.

Mesmo sendo uma operação com esforços restritos – ou seja, limitada a investidores profissionais -, a possibilidade de um desconto generoso mexeu com a cotação dos papéis nos últimos dias.

CONFIRA O RESULTADO DA OFERTA

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

Confira as maiores altas:

CÓDIGO NOME ULT VAR
BRKM5 Braskem PNA R$ 32,17 5,72%
CYRE3 Cyrela ON R$ 15,83 4,56%
PCAR3 GPA ON R$ 21,45 4,38%
PRIO3 PetroRio ON R$ 28,37 4,30%
MRVE3 MRV ON R$ 11,51 4,16%

 

E maiores quedas dos dia:

CÓDIGO NOME ULT VAR
IRBR3 IRB ON R$ 1,10 -21,43%
HYPE3 Hypera ON R$ 42,99 -1,67%
AMER3 Americanas S.A R$ 15,97 -1,30%
MRFG3 Marfrig ON R$ 12,95 -0,99%
BEEF3 Minerva ON R$ 15,03 -0,99%

 

BOLSAS EM NY

As bolsas americanas começaram o dia em alta, após o payroll, que apontou abertura de 315 mil empregos em agosto.

A leitura do mercado é de que o Fed pode moderar a elevação do juros, apesar do discurso “agressivo” de combate à inflação, já que os números vieram em linha às expectativas dos analistas e melhor ante a julho.

Confira:

  • Dow Jones: +0,44%;
  • S&P 500: +0,64%;
  • Nasdaq: +0,48%.

 

 

BRASKEM LIDERA OS GANHOS

A Braskem (BRKM5) opera em alta próxima a 7%, nos primeiros minutos do pregão desta sexta-feira, após a o Citi elevar a recomendação de neutra para compra.

Por outro lado, o banco cortou o preço-alvo de R$ 53,00 para R$ 42,00, em consideração às expectativas menores de Ebitda para 2022.

Outro fator importante para o desempenho positivo da companhia hoje é que a J&F, controladora da JBS, está avaliando fazer uma nova proposta para compra de 100% da Braskem.

 

 

Com a agenda vazia no cenário doméstico, o Ibovespa deve refletir o desempenho do exterior ao longo do pregão desta sexta-feira (2).

Mais cedo, os EUA divulgaram o relatório sobre o mercado de trabalho, o payroll, que era o dado econômico mais esperado da semana pelos investidores.

Segundo o relatório, o país norte-americano criou 315 mil postos de trabalho em agosto, em linha com a expectativa do mercado que projetava a criação de 300 mil empregos.

A taxa de desemprego também ficou próxima das previsões, com alta de 3,7%.

Após a divulgação dos dados, os índices futuros de Nova York, que começaram o dia em queda, inverteram o sinal e operam em leve recuperação, no pré-mercado.

O bom desempenho se deve à visão do mercado de que o Federal Reserve (Fed) possa moderar a elevação dos juros básicos, ainda que o Fed já tenha se posicionado a favor de uma política “agressiva” contra a inflação.

Além da influência do exterior, o Ibovespa deve repercutir a alta da produção industrial de 0,6% em julho.

O Ibovespa encerrou os leilões e abriu o pregão em alta de 0,26%, 100.690 aos pontos.

A bolsa brasileira acompanha Wall Street após a divulgação do payroll, relatório do mercado de trabalho nos EUA, de agosto.

No mesmo horário, o dólar à vista opera em forte queda de 1,10%, cotado a R$ 5,1840.

Após a divulgação do payroll, os índices futuros de Nova York inverteram o sinal e passaram a operar em recuperação.

Por aqui, o Ibovespa futuro também acompanha a virada do desempenho para o campo positivo, com alta de 0,50%, aos 112.450 pontos.

PAYROLL NOS EUA

Nos EUA, foram criados 315 mil empregos em agosto. segundo o relatório payroll, pouco acima das expectativas dos analistas ouvidos pela Bloomberg, que projetavam a criação de 300 mil postos de trabalho.

A taxa de desemprego subiu 3,7% em agosto, acima também das expectativas do mercado, que previa o índice em 3,5%.

Com o mercado de trabalho dando sinais de fraqueza, o mercado entende que a postura do Federal Reserve deva ser de alívio ou manutenção nos juros, o que anima as bolsas no exterior.

 

PRODUÇÃO INDUSTRIAL EM JULHO

Segundo o IBGE, a produção industrial teve alta de 0,6% em julho, em comparação com o mês anterior, e confirmou as expectativas dos analistas.

No ano, a queda é de 2% e em 12 meses, de -3%, acima das projeções do mercado.

A previsão era de que a produção industrial cairia 0,2% no ano.

 

O Ibovespa futuro abriu em queda de 0,26%, aos 111.595 pontos e acompanha os índices futuros de Nova York.

No mesmo horário, o dólar à vista também abriu em queda de 0,32%, cotado a R$ 5,2250.

OPORTUNIDADE DE SWING TRADE NA BOLSA
O nosso colunista, Nilson Marcelo, identificou uma oportunidade na bolsa hoje: lucro de mais de 7,5% com ações da JHSF (JHSF3).
BOLSAS NO EXTERIOR
Confira aqui:
  • Dow Jones futuro: -0,04%
  • S&P 500 futuro: -0,05%
  • Nasdaq futuro: -0,16%
  • Euro Stoxx 50: -0,81%
  • Xangai (China): -0,05% (fechado)
  • Nikkei (Japão): -0,04% (fechado)
  • Petróleo Brent: US$ 93,82 (+1,62%)
  • Minério de ferro (Dalian, China): US$ 96,62 (-2,84%)
ESQUENTA DOS MERCADOS

Bom dia! Os mercados financeiros internacionais ensaiam alguma recuperação no último pregão de uma semana que parece ter durado um mês.

As bolsas de valores europeias abriram em alta e os índices futuros de Nova York tentam firmar-se em território positivo nas horas que antecedem o payroll de agosto.

O payroll, como é conhecido o relatório mensal sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, é uma das referências do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para a condução de sua política monetária.

Diferentemente do que ocorre no Brasil, onde a única preocupação do Banco Central é a inflação, nos Estados Unidos, a autoridade monetária cumpre um duplo mandato: manter os preços sob controle com a máxima taxa possível de ocupação.

Desde a eclosão da pandemia, porém, a economia norte-americana desenvolveu um desequilíbrio que vem tirando o sono dos diretores do Fed.

No mercado de trabalho, a situação é de pleno emprego dos EUA. Já em relação aos preços, a inflação encontra-se atualmente nos níveis mais elevados em quase meio século.

Diante da tenacidade do Fed em sua tentativa de domar o dragão da inflação, pode sobrar para quem trabalha.

A sinalização é de que o banco central norte-americano estaria disposto a forçar a desaceleração da economia por meio da alta da taxa básica de juro.

Os participantes do mercado, porém, temem que a postura rígida do Fed transforme a desaceleração econômica em recessão.

É por isso que os investidores estão de olho nos dados do payroll de agosto.

Este será um dos indicadores levados em conta pelo Fed em sua próxima decisão de juro, prevista para o dia 21.

Por aqui, os participantes do mercado devem repercutir o resultado da mais recente edição do Datafolha.

A pesquisa mostrou oscilação em queda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas dentro da margem de erro, estabilidade na situação de Jair Bolsonaro (PL) e alta nas intenções de voto em Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB).

Na sessão da última quinta-feira (1º), o Ibovespa encerrou com ganhos de 0,81%, aos 110.405 pontos, começando o mês de setembro com o pé direito. O dólar à vista encerrou a sessão em alta de 0,71%, a R$ 5,2383.

Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa nesta sexta-feira.

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