Não é só inflação: veja por que o BC continua cauteloso com os juros e para onde olhará agora
Agora, o BC incluiu uma nova variável na análise da conjuntura: além de acompanhar as decisões de outros Bancos Centrais, o comitê avalia os desdobramentos do conflito do Oriente Médio, algo que influencia no preço do barril do petróleo e, consequentemente, da inflação

A inflação continua acima da meta e, agora, será ainda mais difícil controlá-la. O Banco Central publicou a ata da mais recente reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 14,75% ao ano.
O documento ressalta que a inflação segue acima do centro da meta de 3,0% ao ano, ainda que dentro da banda permitida entre 1,5% e 4,5% ao ano. No entanto, o Comitê reafirma que a condução da política monetária vem contribuindo para a desinflação recente dos preços.
Agora, o BC incluiu uma nova variável na análise da conjuntura: além de acompanhar as decisões de outros Bancos Centrais, o comitê avalia os desdobramentos do conflito do Oriente Médio, algo que influencia no preço do barril do petróleo e, consequentemente, da inflação.
“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz a ata.
Copom de olho no Federal Reserve
Além de acompanhar os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, o Copom também afirmou que está de olho na mudança de rota da política monetária dos Estados Unidos.
Vale lembrar que, desde a última reunião do Fomc, o Copom dos EUA, as perspectivas de novos cortes de juros no país foram suspensas em virtude do avanço da guerra contra o Irã e a inflação persistentemente acima da meta.
Leia Também
“Além do agravamento das tensões geopolíticas, novas incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos colaboraram para tornar esse cenário ainda mais incerto”, diz o documento. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”.
Já no ambiente doméstico…
Por último, o Comitê reforçou a necessidade de convergência entre as políticas fiscal e monetária do governo federal e da autoridade monetária.
“O Comitê mantém a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, o debate do Comitê reforça, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas”.
Além disso, a atividade econômica manteve trajetória de moderação no crescimento, tal como antecipado pelo Comitê.
O arrefecimento da demanda agregada é um dos elementos essenciais do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta, segundo o BC. “A desaceleração do PIB no final de 2025, mais acentuada em seus componentes cíclicos, tornou evidentes os efeitos defasados do período prolongado de política monetária restritiva”.
Assim, no cenário de referência, as projeções para a inflação acumulada em 2026 e até o o terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, são, respectivamente, 3,9% e 3,3%.
O que dizem analistas do mercado
Para a Warren, o tom do BC continua dovish, ou propenso a cortes de juros. "O documento ressalta os riscos geopolíticos, reconhece os dados piores da atividade e inflação no início do ano, mas contextualiza que estão em linha com as projeções atuais do BC", diz a corretora.
Na avaliação da Warren, a ata sinaliza que o Copom não tem intenção de rever seu plano de cortar juros no curto prazo, tendo, inclusive, considerado cortes superiores a 0,25 p.p.
Para o ASA, a ata reforça que a política monetária permanece em nível restritivo. O economista Leonardo Costa avalia que o início do ciclo de redução dos juros pode ser interpretado como uma indicação de que o nível atual ainda comporta algum grau de ajuste. A casa projeta um corte de 0,5 p.p. em abril.
"Para as carteiras, o recado é claro: pós-fixado segue como âncora, com juros reais ainda muito atrativos. Em prefixados e IPCA+ longos, o momento pede cautela com duration. O ciclo de queda começou, mas será mais gradual do que se esperava, e quem ainda não aproveitou as taxas atuais tem uma janela que pode se fechar mais rápido do que o mercado precificava", diz Marcus Novais, sócio-fundador da Private Investimentos.
Com Money Times
'BOOM' DA IA
Ray Dalio volta a bater na inteligência artificial e defende que bolha está prestes a estourar. Quais são os sinais?
7 de outubro de 2026 - 11:47TEM PRA TODO MUNDO
Lotofácil 3798 tem 58 ganhadores, mas só um vai embolsar valor milionário; Mega-Sena 3067 acumula e prêmio atinge a marca de R$ 100 milhões
7 de outubro de 2026 - 7:16ESTÁ VALENDO
Primeiro dia sem bets e R$ 1,3 bilhão em saldo: o prazo para a restituição das apostas on-line começará a correr
6 de outubro de 2026 - 19:28SD EXPLICA
O Brasil vai dar calote na dívida pública? Entenda os riscos para os títulos públicos do Tesouro Direto
6 de outubro de 2026 - 11:41PISOU NO FREIO
Quer vender seu carro? Mercado de usados já não paga como antes — e exige atenção aos elétricos
6 de outubro de 2026 - 8:00DE OLHO NOS BOLETOS
Inquilino não pagou o condomínio? Saiba quem responde pela dívida e o que pode acontecer com o morador inadimplente
6 de outubro de 2026 - 6:01CORRIDA CONTRA O RELÓGIO
Tem dinheiro esquecido nas bets? Faltam poucas horas para sacar antes do fechamento das plataformas
5 de outubro de 2026 - 14:21NO RETROVISOR
Mega-Sena acumulada se aproxima dos R$ 100 milhões e cola de vez na +Milionária
5 de outubro de 2026 - 7:48ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: como fazer sua ‘colinha’ para votar? Veja a ordem dos candidatos na urna
4 de outubro de 2026 - 11:39LOTERIAS
Lotofácil premia aposta solitária de São Paulo em R$ 1,83 milhão; veja o que aconteceu com a Mega-Sena e outras loterias
4 de outubro de 2026 - 10:21GÁS RENOVADO
Gás do Povo outubro 2026: veja critérios e como receber gás grátis do governo
4 de outubro de 2026 - 5:13O QUE BOMBOU
Chinelo-mule polêmico da Havaianas, o que falta para a Hapvida se recuperar e o fim da greve da Caixa: veja as mais lidas da semana
3 de outubro de 2026 - 17:24VEJA COMO VOTAR
Seu Dinheiro é finalista do Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças 2026; veja como votar
3 de outubro de 2026 - 10:00PARA OS ESTUDANTES
Pé-de-Meia outubro 2026: veja quem recebe a sétima parcela e as datas de depósito
3 de outubro de 2026 - 5:08MOMENTO PROMISSOR
Recuperação do setor de shoppings anima BB Investimentos; veja por que Allos (ALOS3) e Multiplan (MULT3) tiveram preços-alvo elevados
2 de outubro de 2026 - 19:00INDECISÃO?
Já não basta bater recorde para a Embraer (EMBJ3)? Entregas do terceiro trimestre dividem JP Morgan e Santander
2 de outubro de 2026 - 16:30DEPOIS DA QUEDA
A mulher por trás da farsa da Theranos quebra o silêncio: o que esperar do documentário que revela sua versão da história?
2 de outubro de 2026 - 14:07BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3794 posiciona 3 ganhadores a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3065 acumula e prêmio aumenta para R$ 82 milhões
2 de outubro de 2026 - 6:28OLHO NO CALENDÁRIO