Euro volta a ganhar terreno na disputa com o dólar e retoma paridade com a moeda norte-americana
Moeda comum europeia volta a superar a paridade em relação ao dólar, impulsionada pela expectativa de alta de 0,75 pontos percentuais nos juros pelo BCE

A expectativa pelos próximos passos de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), com o encontro marcado para o começo da próxima semana, teve fortes reflexos no mercado de câmbio — e deu gás para o euro e a libra ganharem terreno na disputa com o dólar.
No caso da moeda comum europeia, o euro voltou a subir para além da paridade em relação ao dólar nesta quarta-feira (26) — a primeira vez em um mês que isso acontece.
A força da moeda ante o dólar também foi ajudada pelas expectativas de um aumento significativo da taxa de juros do Banco Central Europeu, de 0,75 pontos percentuais (p.p), na reunião desta quinta-feira.
Na visão do economista da Empiricus Investimentos, Matheus Spiess, com juros mais elevados, seria natural esperar uma resiliência maior do euro.
Recentemente, o BCE elevou os juros duas outras vezes, com um aumento de 0,5 ponto em julho e 0,75 p.p em setembro.
Isso sem deixar de lado o fator gás natural. A maior preocupação acerca do continente europeu era a crise energética, uma vez que os preços da commodity dispararam após os inúmeros cortes de fornecimento pela Rússia.
Leia Também
Acontece que, agora que a Europa está oficialmente adentrando o inverno, o mercado viu os preços do gás natural despencarem, o que ajudou a dispersar os temores e a fortalecer a moeda europeia, segundo Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital.
Na máxima do dia, o euro chegou a ser cotado a US$ 1,0047, o maior valor desde 20 de setembro. Por volta das 11h20, porém, a moeda desacelerou a escalada, ainda negociada acima do dólar, a US$ 1,0035, com uma alta de 0,73%.
A libra após a saída de Liz Truss
Já a libra esterlina estendeu o bom humor da noite anterior e atingiu a máxima em seis semanas nesta manhã. Isto é, no maior patamar desde o anúncio do desastroso “mini-orçamento” anunciado pela antiga primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss.
O impulso veio após o novo primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, tranquilizar os temores do mercado relacionados à política fiscal do Reino Unido e prometer que irá corrigir os erros de política econômica de sua antecessora.
"Ela não estava errada em querer melhorar o crescimento neste país. É um objetivo nobre. Mas alguns erros foram cometidos”, disse Sunak. “Eu fui eleito primeiro-ministro para consertá-los. E esse trabalho começa imediatamente".
Para o sócio da Nexgen Capital, Felipe Izac, a renúncia de Truss e a eleição de Rishi Sunak como novo primeiro-ministro, que já demonstrou ter uma “postura mais voltada para o que o mercado quer ouvir”, ajudou a fortalecer a libra frente ao dólar.
Na máxima do dia, a moeda britânica chegou a ser negociada a US$ 1,1617, a maior cotação desde 14 de setembro. Agora, a libra sobe 1,03%, cotada a US$ 1,1585.
O dólar e o aperto monetário
O ritmo agressivo de aperto monetário do Federal Reserve impulsionou fortemente o dólar neste ano.
Porém, os resultados econômicos enfraquecidos dos Estados Unidos divulgados nesta semana aumentaram as apostas de que o Fed terá que tirar o pé do acelerador da alta de juros na próxima reunião.
Afinal, seguir com o ritmo intenso de aumentos nos juros poderia resultar em um agravamento das rachaduras que já começaram a surgir na maior economia do mundo.
Agora, a moeda norte-americana sente os efeitos da expectativa de uma postura menos agressiva por parte do BC dos EUA enquanto digere os dados econômicos menos otimistas acumulados desde o começo desta semana.
Um exemplo disso foi a confiança do consumidor nos Estados Unidos, que se deteriorou mais do que o esperado em outubro. Tudo por conta da inflação persistente e dos temores de uma recessão econômica no país.
Apesar de ter iniciado o pregão desta quarta-feira (26) em queda de quase 0,6%, o dólar conseguiu voltar ao campo positivo. A moeda norte-americana à vista era negociada próxima da estabilidade, com alta de 0,04% por volta das 11h20, cotada a R$ 5,3184.
A crise do euro e outras moedas fortes
Recentemente, o euro e a libra enfrentaram uma verdadeira crise de desvalorização ante o dólar. Em agosto, a moeda comum europeia ficou mais barata que a norte-americana pela primeira vez em mais de duas décadas, o que resultou em uma queda acumulada de 11,8% somente em 2022.
Apesar de a atuação do Fed ter sido um gatilho importante para a valorização da moeda americana, aspectos locais também pressionaram e abriram um espaço ainda maior no desempenho da moeda.
Na Europa, os países não só precisam lidar com os efeitos herdados da pandemia do coronavírus como também com os efeitos prolongados da guerra na Ucrânia. Tudo isso sem falar do enorme medo de uma recessão no continente
Com a dependência do bloco europeu do gás russo, a Europa se vê diante de uma grave e verdadeira crise energética.
*Com informações de Reuters e Barron’s
VIDEOGAMES
Rockstar anuncia Grand Theft Auto VI: The Album, tracklist oficial do GTA 6 que conta com Travis Scott, Keith Richards, Pinkpantheress e mais
17 de setembro de 2026 - 15:27O QUE A FARIA LIMA NÃO VÊ
Você tem medo de investir? Emoções e bets travam as finanças — mas também podem ser combustível
17 de setembro de 2026 - 14:03APOSTAS ONLINE
O rombo das bets: apostas online podem ter engolido metade do crescimento do PIB em 2025
17 de setembro de 2026 - 13:28PODCAST TOUROS E URSOS
A Faria Lima está errada? ‘Risco de o Brasil quebrar é zero’, diz Felipe Salto, da Warren; o que o mercado não enxerga sobre o risco fiscal
17 de setembro de 2026 - 12:01PRIMEIRO DESDE 2023
Governo anuncia aumento de 15% do Bolsa Família; confira o novo valor
17 de setembro de 2026 - 11:30PELA MADRUGADA
Bancários veem avanço em negociação e marcam assembleia para votar fim de greve na Caixa
17 de setembro de 2026 - 9:43SALVOU A NOITE
Lotofácil tem retorno discreto aos sorteios regulares e Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 102 milhões
17 de setembro de 2026 - 6:49É HOJE
Bolsa Família é pago hoje; veja quem receberá em setembro e as regras do benefício
17 de setembro de 2026 - 5:45SEM SURPRESA
Juros cada vez menores: Copom corta Selic para 13,75% e não sinaliza próximos passos, embora mercado espere mais cortes
16 de setembro de 2026 - 18:41SD EXPLICA
O Brasil vai quebrar? Entenda o que é risco fiscal e como as contas públicas afetam os seus investimentos
16 de setembro de 2026 - 17:16BEBIDAS PROTEICAS
NotShake Protein: Anvisa proíbe todos os lotes das bebidas da marca
16 de setembro de 2026 - 16:01MAMMA MIA!
Pizzaria gringa quer ser a mais nova concorrente da Pizza Hut e da Domino’s no Brasil; conheça a Papa Johns
16 de setembro de 2026 - 15:03PRAZO MAIS CURTO
Greve na Caixa dificulta saque de prêmios milionários e pode atrasar pagamento para vencedores da Lotofácil da Independência que dividiram R$ 300 milhões
16 de setembro de 2026 - 11:09APROVEITANDO A CHANCE
Aposta do interior de SP ofusca bola dividida na Lotofácil da Independência e embolsa prêmio de R$ 34 milhões na Quina
16 de setembro de 2026 - 7:33RATEIO
Lotofácil da Independência 2026 tem 72 apostas premiadas e mais de 1.500 de ganhadores, mas apenas 33 ficam milionários
16 de setembro de 2026 - 6:44SD ENTREVISTA
Inflação deve subir com El Niño e petróleo, mas Copom vai cortar juros mesmo assim, diz economista-chefe da Bradesco Asset
16 de setembro de 2026 - 6:03NÃO TEM MAIS VOLTA
Veja os números da Lotofácil da Independência 2026; rateio será conhecido em instantes
15 de setembro de 2026 - 21:44CHEGOU A HORA
Assista ao vivo ao sorteio da Lotofácil da Independência 2026
15 de setembro de 2026 - 20:01B3 WEEK 2026
Copom amanhã: quanto você pagaria para apostar na decisão? Mercado de previsões entra no radar do investidor brasileiro; entenda como funciona
15 de setembro de 2026 - 19:14B3 WEEK 2026