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DE OLHO NO BRASIL

Com Bolsonaro ou Lula: Wall Street vê cenário positivo para economia do Brasil

Banqueiros de Wall Street enxergam o Brasil sem grande disrupção à frente, independentemente de quem vença nas urnas no segundo turno:

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O ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Ricardo Stuckert-Flickr Lula Oficial / Alan Santos-PR / Shutterstock / Montagem Brenda Silva

Banqueiros de Wall Street enxergam o Brasil sem grande disrupção à frente, independentemente de quem vença nas urnas no segundo turno: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Fontes que participaram das tradicionais reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial disseram ao Estadão/Broadcast — sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado —, que executivos de instituições financeiras dos EUA, da Europa e do Reino Unido avaliaram que o Congresso inclinado à direita é "peça-chave" para evitar mudanças mais drásticas no País.

Em meio a um cenário macroeconômico desafiador, a mensagem de encontros que ocorreram às margens das reuniões anuais do FMI foi a de que o Brasil se destaca em relação a pares na América Latina e também no mundo, em alguns aspectos.

O País cresce enquanto a recessão assombra o mundo, subiu os juros antes e a inflação começa a dar uma trégua, com três meses consecutivos de queda, mas o fiscal ainda preocupa - e muito.

"O consenso em Washington foi o de que não há espaço para grandes disrupções no Brasil, independente de troca de governo. Grandes mudanças na economia. Por quê? O fator chave: o Congresso inclinado à direita. O pessoal gostou", afirmou um banqueiro.

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Outro, também na condição de anonimato, reforça que parte do risco deixou de existir no primeiro turno, com o equilíbrio das forças no Congresso. "Se for o Lula, o Congresso é mais à direita, então, vai segurá-lo em eventuais movimentos agressivos ou ideias heterodoxas. Ou, se for o Bolsonaro, o Congresso também tem o poder de segurar as suas loucuras", avalia.

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A percepção que ficou em Wall Street foi de que, enquanto do lado do mundo desenvolvido o tom foi negativo durante as reuniões do FMI, com um nível de incerteza e desconfiança "bastante alto", para Brasil e América Latina em geral, as conversas foram "mais positivas".

O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, vendeu este cenário ao comentar sobre os encontros que teve em Washington, nos quais defendeu que o País está "fora de sintonia" com o cenário de "desalento" global.

"Não sei se exatamente no tom e na direção dele. Mas a visão é de que o Brasil já fez a lição de casa, ao subir os juros antes. A inflação está começando a convergir", diz o executivo de uma instituição brasileira.

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Apesar disso, a questão fiscal segue no centro das preocupações com o Brasil, uma vez que o efeito positivo de corte de impostos na inflação e o aumento de benefícios sociais tende a pesar mais adiante. O alerta veio de todos os lados nas reuniões do FMI. Há a preocupação de que é preciso apoiar os mais vulneráveis diante do cenário atual, mas sem tirar os olhos do fiscal.

"Quando a política monetária coloca o pé no freio, a política fiscal não deve pisar no acelerador. Se fizerem, correm o risco de entrar em trajetória muito perigosa", disse a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva.

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