A Argentina ataca novamente: conheça o imposto inventado pelos hermanos para compensar o aumento dos auxílios
Imposto sobre 'ganhos inesperados' será cobrado de empresas com sede na Argentina com lucro líquido superior a 1 bilhão de pesos

Sempre que você pensar que a Argentina não pode mais te surpreender em termos de medidas econômicas, não se iluda.
Dolarização, desdolarização, calote e corralito ganham agora a companhia do "imposto sobre ganho inesperado". E não tem nada a ver com prêmios de loteria ou heranças. Mas vamos por partes.
O governo argentino anunciou na noite de segunda-feira, 18, uma série de medidas econômicas com a intenção de restabelecer o poder de compra da população e combater os efeitos do choque causado pela guerra na Ucrânia.
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Argentina cria imposto sobre 'ganhos inesperados'
Entre os elementos, está o aumento nos valores de uma série de auxílios pagos pelo governo, incluindo apoios para aposentados e trabalhadores sem renda formal. Até aqui, tudo bem.
A questão é que, para tentar compensar os custos com as medidas, a administração anunciou um novo tributo: o imposto sobre "ganhos inesperados".
"Temos de pedir àqueles que tiveram um ganho inesperado que contribuam", afirmou o presidente Alberto Fernández em evento na Casa Rosada no qual discursou sobre as ações.
Na visão de Fernández, é necessário que as "grandes empresas contribuam para gerar mais desenvolvimento e igualdade".
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Também presente, o ministro da Economia local, Martín Guzmán, afirmou que será estabelecida uma alíquota sobre tais componentes inesperados de receita em empresas que tenham lucros líquidos tributáveis superiores a 1 bilhão de pesos no ano. A quantia é equivalente a pouco mais de R$ 40 milhões.
Critérios
"Se essa renda inesperada for canalizada para o investimento produtivo, o valor da contribuição será menor, porque buscamos ter uma Argentina com mais capacidade de gerar trabalho", afirmou Guzmán.
Segundo ele, o objetivo central do governo é "garantir o crescimento do poder de compra dos trabalhadores em todo o espectro laboral e produtivo".
"As metas dos planos fiscal, monetário e de acumulação de reservas foram cumpridas. Ou seja, a política econômica executada está alinhada com o planejado", disse o ministro.
"O que estamos procurando é construir um mecanismo para garantir que o choque da guerra não tenha um impacto desigual e regressivo em nossa sociedade", apontou Guzmán.
Ainda de acordo com ele, as medidas promovem a real recuperação do poder aquisitivo no país.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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