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A exchange é avaliada em cerca de US$ 14 bilhões e negocia um volume de US$ 16 milhões por dia, com 37 milhões de usuários ativos
Um novo capítulo para o mundo das criptomoedas está próximo, com o início das conversas com bancos para a realização da oferta inicial de ações (IPO, em inglês) da Blockchain.com, uma corretora de moedas digitais (exchanges) londrina avaliada em US$ 14 bilhões.
A ideia de realizar IPO ainda está nos estágios iniciais, como informou a Bloomberg nesta terça-feira (18). Mas os planos dão conta de que a oferta deve acontecer até o fim deste ano, ou seja, em menos de oito meses.
Além da Blockchain.com, outras corretoras também estão em busca da tão sonhada abertura de capital. O fundador e CEO da Kraken, Jesse Powell, afirmou em junho do ano passado que a exchange deve abrir seu capital em algum momento, mas não comentou mais o caso.
O braço norte-americano da Binance, conhecido como Binance.US, também sinalizou a mesma intenção em setembro do ano passado.
Em abril do ano passado, a maior exchange dos Estados Unidos, a Coinbase, fez história ao ser a primeira corretora de criptomoedas a ter ações listadas na bolsa americana Nasdaq.
Na época do IPO, a corretora era avaliada em cerca de US$ 100 bilhões e as ações COIN foram precificadas a US$ 250. Naquele mesmo dia, os papéis dispararam e fecharam em US$ 342, uma alta de 36% no pregão.
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Mas a pandemia e o cenário internacional fizeram com que os papéis da corretora despencassem 56% desde então: na cotação do dia, as ações são negociadas a US$ 150,87.
Segundo o site da própria corretora, cerca de um terço das transações em bitcoin (BTC) acontecem na Blockchain.com. São cerca de 37 milhões de usuários e um volume negociado de cerca de US$ 16 milhões por dia.
Isso faz da Blockchain.com a 35ª maior corretora do mundo em volume negociado, o que ainda é distante dos números da Coinbase — cerca de US$ 2,13 bilhões por dia — e da maior exchange do mundo, a Binance — que movimenta US$ 17 bilhões no mesmo período.
O mercado de IPOs está ruim tanto nas bolsas americanas quanto na brasileira — as empresas, inclusive, têm buscado alternativas para este cenário. Somado a isso, incertezas com a guerra e fuga para ativos de menor risco devem trazer dias difíceis para os investidores nos setores de risco — como é o caso de ações e criptomoedas.
Juntando os dois — as ações de uma empresa ligada ao mercado de criptomoedas, como é o caso da Blockchain.com — o cenário pode não parecer muito favorável.
Contudo, os dados internos da rede (blockchain) do bitcoin permanecem positivos. O acúmulo de criptomoedas por investidores de longo prazo (long term holders ou LTH) e a saída de investidores das exchanges para carteiras (wallets) privadas são alguns deles.
Por fim, as perspectivas para o mercado cripto são positivas, com a entrada em massa de investidores institucionais desde o ano passado. As pressões no curto prazo fazem com que tanto o bitcoin como outras moedas promissoras estejam “descontadas” no momento.
Em outras palavras, se o cenário permanecer o mesmo, o investidor pode aproveitar algumas barganhas no caso de um IPO da Blockchain.com. Mas vale ressaltar que o mercado de criptomoedas é altamente volátil, sendo recomendado cautela na hora de colocar dinheiro nesse tipo de investimento.
*Com informações do Business Inside e CoinMarketCap
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