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Com os preços de petróleo, tanto do tipo Brent quanto do WTI, atingindo os maiores níveis desde 2014, a ideia de um barril a US$ 100 não parece mais tão distante assim
Caro leitor,
Os primeiros dias de 2022 ainda ressoam preocupações do final do ano passado: inflação, aperto monetário por parte dos bancos centrais ao redor do globo (principalmente o americano), empresas de tecnologia sofrendo por conta dos valuations esticados…
E uma dessas questões que seguem na mente dos investidores é o preço do petróleo.
No ano, tanto o barril do Brent como o do WTI já apresentam alta de mais de 13%, alcançando os maiores níveis desde 2014.
Se antes o papo era que a solução para os altos preços da commodity seriam os seus próprios preços altos — no sentido que a economia global não estaria preparada para lidar com esse nível de preço —, a cada dia que passa a ideia de um barril de petróleo nos US$ 100 não parece mais tão distante assim.
Claro que muita coisa pode acontecer até lá. Dos preços atuais, ainda estamos falando de uma valorização de quase 15% para o barril voltar aos três dígitos.
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Só que alguns eventos recentes demonstram que a pressão no preço do petróleo deve continuar para cima, e não deve haver uma reversão de tendência.
As tensões de um potencial conflito entre Rússia e Ucrânia, por exemplo, manterão o preço do gás natural volátil, uma vez que o país comandado por Vladimir Putin hoje é o maior fornecedor de energia na região: 35% do gás consumido na Europa provém dos russos.
Somando isso ao nível historicamente baixo dos estoques do continente europeu — atualmente nos 56%, mais de 15 pontos percentuais abaixo da média dos últimos dez anos, segundo dados da associação alemã INES — e aos dois meses mais frios do inverno na região ainda pela frente, o receio é de que a Europa enfrente dificuldades no fornecimento de gás nos próximos meses.
Obviamente não devemos acreditar que nada será feito para evitar que o pior aconteça.
O governo americano, inclusive, já vem conversando com companhias internacionais do setor para a adoção de planos de contingência caso o abastecimento seja comprometido.
Ainda assim, fontes do setor apontam que os estoques globais também estão baixos, em níveis insuficientes para fazer frente aos volumes russos.
Só que um forte aumento no gás natural poderia forçar a substituição da matéria-prima pelo petróleo. No passado, o comum era o caminho contrário: por conta dos altos preços do petróleo, os consumidores procuravam refúgio no gás natural.
Para piorar, ontem tivemos um ataque terrorista nos Emirados Árabes Unidos pelo grupo iemenita houthi, que causou explosões em tanques de combustíveis e matou três pessoas.
O país é um dos maiores produtores de petróleo do mundo, produzindo cerca de 4 milhões de barris por dia, e um problema maior na região traria ainda mais pressão ao preço da commodity.
Por fim, mas não menos importante, as complicações impostas pela variante ômicron parecem diminuir nos últimos dias, fazendo com que a redução na demanda seja menor do que esperado inicialmente.
Segundo projeções da Opep, o mundo deve consumir 100,8 milhões de barris de petróleo por dia neste ano, 4,2 milhões acima do observado no ano passado.
Mesmo que medidas sejam tomadas para evitar uma escalada maior nos preços, uma retração dos níveis atuais dificilmente o levaria para valores extremamente depreciados.
Nesse sentido, acho válido ter uma leve exposição ao setor — com preferência para as grandes petrolíferas europeias, que negociam a múltiplos mais convidativos do que suas pares americanas.
Nomes como BP, Royal Shell e Total podem ser uma boa pedida nesse cenário.
Assim como toda partida de War que demora a acabar, difícil ver o cenário para o preço do petróleo tomando uma outra direção no momento atual.
Um abraço,
Enzo Pacheco
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