🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Bolsonaro reage na disputa contra Lula, mas quem o mercado vai escolher na corrida para o Planalto?

Eleições só terão influência na bolsa se Lula e Bolsonaro estiverem próximos nas pesquisas antes da votação. Nesse caso, o mercado será realista, como sempre foi

10 de abril de 2022
7:35 - atualizado às 15:57
Montagem com Lula e Bolsonaro
Lula e Bolsonaro - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Até pouco tempo, as eleições presidenciais de 2022 pareciam definidas. Lula liderava com folga. Por sua vez, Bolsonaro perdia pontos e via sua rejeição aumentada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na última pesquisa Datafolha, a diferença encolheu. Lula agora tem 43% das intenções de votos para o primeiro turno, contra 26% de Jair Bolsonaro.

Mesmo que se juntem apoiando um único nome, não vejo chances para os candidatos da chamada Terceira Via. Isso porque Bolsonaro está se afastando deles, em direção a Lula, e não recuando para as proximidades do segundo escalão.

Outra pesquisa mostrou que, se Sérgio Moro desistir da Presidência, boa parte de seus votos migrará para o capitão. Isso é gente que não vota no PT nem morta.

Em determinado momento, chegou a dar pinta de que Lula poderia ganhar o pleito já no primeiro turno. Aliás, isso talvez até acontecesse, caso ele se limitasse a ficar de bico calado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas não consegue.

Leia Também

Lula derrapa, Bolsonaro aproveita

Para horror dos liberais, disse que pretende fazer uma política externa voltada para a África, Venezuela, Cuba e Nicarágua. Mostrou-se totalmente contrário às privatizações.

Num dia se manifestou favorável ao aborto. Como os evangélicos se escandalizaram, o petista, menos de 24 horas depois, e na maior cara de pau, se disse pessoalmente contrário ao procedimento.

Faltando seis meses para o primeiro turno, tudo indica que os bolsonaristas continuarão sendo bolsonaristas; os petistas, petistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fica então a decisão para quem não é uma coisa nem outra.

É bom a gente não se esquecer que Jair Bolsonaro leva a vantagem da caneta.

Antes crítico dos programas distributivos de renda, que chamava de de caridade, o capitão agora cria um atrás do outro: auxílio Brasil, crédito para caminhoneiros, vale-gás, vale-diesel, vale-isso, vale-aquilo.

O que o povo olha

Não podemos nos esquecer que não sou eu que estou escrevendo estas linhas, nem você que as está lendo, que elege o presidente da República. Somos gotas d'água no oceano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem faz isso é o povão. O povão que perdeu o emprego, o povão que depende dos programas assistencialistas.

Para esse pessoal, Bolsonaro é quem está lhes proporcionando os caraminguás sem os quais não chegariam ao final do mês.

Sabe-se lá (e aqui estou pensando por eles) se Lula terá condições de fazê-lo novamente?

Outro aspecto interessante de Jair Bolsonaro é que ele consegue ser, ao mesmo tempo, presidente da República e oposição ao governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se a Petrobras eleva o preço dos combustíveis, por causa da alta da cotação do barril de petróleo no mercado internacional, Bolsonaro é o primeiro a se insurgir contra o aumento.

Como choveu muito no verão, os reservatórios se encheram d'água. Sobradinho, por exemplo, chegou à sua capacidade máxima.

O capitão se apressa a dizer que vai passar a bandeira das contas de energia direto do vermelho para o verde, sem passar pelo amarelo.

Prestem atenção: é ele que vai baixar e não o efeito das chuvas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eleição será mais apertada

Por todas essas razões, é bem possível que tenhamos um segundo turno apertado. Ou menos folgado para Lula como se supunha antes.

Aí, e essa opinião é minha, o mercado vai optar por Bolsonaro. É ele que está prometendo privatizar a Petrobras e outras estatais.

Para Lula e seus companheiros, isso seria um tremendo sacrilégio.

Para o grande eleitorado, tal coisa (Petrobras em poder dos gringos, por exemplo) já não causa nenhum constrangimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O padrão de vida dos brasileiros da base da pirâmide social caiu tanto que as pessoas agora querem apenas comer.

Arroz, feijão, farinha e bife de panela já tá bom demais.

Foi-se o tempo que o sonho (realizado por muitos) era viajar de avião.

Mercado vai de Lula ou Bolsonaro?

O mercado será realista, como sempre foi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma vez que o segundo turno acontecerá no dia 30 de outubro, se lá pelo dia 20 Lula estiver com 10 ou mais pontos de vantagem sobre Bolsonaro, o mercado precificará o petista.

Por outro lado, se ambos chegarem na data fatal empatados dentro das margens de erro das pesquisas, a Bolsa será dos touros em caso do capitão Jair e dos ursos na hipótese Luiz Inácio. Subirá forte com a vitória do primeiro e despencará se vencer o segundo.

Suponho que, tal como aconteceu em 2002, emissários de confiança de Lula se aproximarão dos banqueiros e principais homens de negócio. Dirão algo como:

“Lembram-se da eleição que nós ganhamos? Pusemos o Palocci, elevamos a meta de superávit primário e saneamos as finanças. Faremos a mesma coisa desta vez.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só que há três grandes diferenças em relação àquela ocasião:

  • Se Lula vencer, Jair Bolsonaro irá prejudicar a transição ao máximo, tal como Trump fez com Biden.
  • Em 2002, os banqueiros e empresários contribuíam com dinheiro para a campanha. Agora é financiamento público.
  • Não há hipótese de Lula levar a cabo um programa de privatização, programa esse que poderá vir a ser essencial para a recuperação das finanças do país.

De Collor a Jânio

Acho que o melhor parâmetro para se avaliar o comportamento do mercado em caso de uma disputa equilibrada será o que aconteceu nas eleições de 1989.

Fernando Collor de Mello defendia o enxugamento do Estado, liberação das importações e privatizações em massa.

Luiz Inácio Lula da Silva era o Lula de antigamente, de barba desgrenhada, a favor de moratória interna e externa e de estatização de bancos, entre outras medidas antimercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Collor venceu com seis pontos percentuais de vantagem e a então Bovespa experimentou forte alta no dia seguinte, talvez não tão grande quanto seria a baixa em caso de vitória de Lula.

Foi a única ocasião em que a Bolsa se deixou influenciar por eleições presidenciais.

Na época do regime militar, a gente tomava conhecimento do presidente seguinte com uns seis meses de antecedência.

A eleição direta anterior acontecera 29 anos antes, entre Jânio Quadros e Henrique Lott, com a vitória do primeiro. Durante a campanha, nenhum dos dois se mostrara hostil ao mercado de ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em épocas mais remotas, a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, que era a que valia, assemelhava-se mais a uma grande roda de pôquer do que a um item importante na economia brasileira, mais ligada às oscilações do preço do café.

Caras conhecidas

Resumindo: só se Lula e Bolsonaro estiverem próximos um do outro nas pesquisas na proximidade das eleições é que elas terão influência na B3 este ano.

Caso contrário, o mercado tomará seu rumo antes, seja com o sindicalista, seja com o capitão.

É importante lembrar que o país já tem farta experiência com os dois. Sabe o que eles dizem e, principalmente, o que fazem quando estão com a caneta na mão.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia

26 de dezembro de 2025 - 9:01

Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar

23 de dezembro de 2025 - 8:33

Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026

EXILE ON WALL STREET

Tony Volpon: Uma economia global de opostos

22 de dezembro de 2025 - 19:41

De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa

22 de dezembro de 2025 - 8:44

A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje

19 de dezembro de 2025 - 8:31

O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora

SEXTOU COM O RUY

A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década

19 de dezembro de 2025 - 6:08

Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje

18 de dezembro de 2025 - 8:55

Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…

17 de dezembro de 2025 - 20:00

Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje

17 de dezembro de 2025 - 8:38

Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje

16 de dezembro de 2025 - 8:23

Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?

16 de dezembro de 2025 - 7:13

Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Uma visão de Brasil, por Daniel Goldberg

15 de dezembro de 2025 - 19:55

O fundador da Lumina Capital participou de um dos episódios de ‘Hello, Brasil!’ e faz um diagnóstico da realidade brasileira

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Dividendos em 2026, empresas encrencadas e agenda da semana: veja tudo que mexe com seu bolso hoje

15 de dezembro de 2025 - 7:47

O Seu Dinheiro traz um levantamento do enorme volume de dividendos pagos pelas empresas neste ano e diz o que esperar para os proventos em 2026

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar