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Hoje é o dia do discurso do presidente do Federal Reserve no simpósio de banqueiros centrais. Entenda como as falas de Powell influenciam os mercados nesta sexta-feira
A sexta-feira chegou. Finalmente. Mas calma. Essa celebração nada tem a ver com a véspera do sábado. Hoje é o dia do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em Jackson Hole.
A expectativa com a fala manteve os mercados financeiros em compasso de espera durante a maior parte da semana. Nesta sexta-feira, as bolsas de valores amanheceram com um claro tom de cautela.
O simpósio de banqueiros centrais de Jackson Hole é acompanhado com atenção pelos participantes do mercado. Eles costumam analisar todas as vírgulas, caras e bocas na busca por sinalizações sobre os próximos passos das autoridades monetárias globais.
No ano passado, por exemplo, os analistas nem precisaram se esforçar tanto. Na ocasião, Powell afirmou que a inflação global seria um fenômeno transitório. Ao que tudo indica, somente ele não sabia que estava errado. Faz parte.
Agora, com os preços em disparada e o mercado de trabalho aquecido, o Fed está engajado em um agressivo aperto monetário. E a dúvida dos participantes do mercado é se o banco central dos Estados Unidos está ciente de que o remédio que cura é o mesmo que envenena.
Um eventual exagero na dose pode fazer com que a desaceleração econômica se transforme em recessão mais adiante.
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O problema é que Jerome Powell nutre certo gosto por não entregar o que se espera dele. E é isso o que está deixando os analistas com a pulga atrás da orelha.
Especula-se que, ao invés de trazer mais clareza, Powell mantenha a mensagem de combate incansável ao dragão da inflação. O que talvez mude é o tom. Nas horas que antecedem a fala, a expectativa é de um linguajar mais duro.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua manhã". Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
ELEIÇÕES
Lula na Globo reconhece erros de Dilma e diz que Bolsonaro parece um ‘bobo da corte’. Ex-presidente foi o penúltimo candidato a participar da sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, e falou sobre corrupção, economia e alianças na noite de ontem.
ELEIÇÕES II
Bombou na internet: Sabatina com Lula na Globo foi a que mais movimentou as redes sociais até agora. Entrevista do petista no Jornal Nacional alcançou a média de 15 milhões de pessoas, enquanto sabatina com Jair Bolsonaro atingiu, na média, 9 milhões de pessoas.
LEVANTANDO DINHEIRO
Por que a Infracommerce (IFCM3) decidiu pedir mais dinheiro aos acionistas pouco mais de 1 ano após o IPO na B3. Além de equilibrar o balanço depois das dívidas contraídas para financiar aquisições, empresa mira o lucro ao optar por aumento de capital.
GERAÇÃO DE VALOR
Itaú (ITUB4) vai recomprar até 75 milhões de ações. A operação terá duração de 18 meses e contempla até 1,56% dos papéis ITUB4 em circulação. Segundo o banco, o retorno em dividendos dos acionistas pode subir com o programa.
MARKET MAKERS
Banco do Brasil (BBAS3) está ‘ridiculamente barato’, diz Sara Delfim. A analista e sócia-fundadora da Dahlia Capital retorna ao Market Makers ao lado de Ciro Aliperti, da SFA Investimentos, para detalhar suas teses de investimento.
VAI CONTAR TUDO!
Luciano Hang, o “Veio da Havan”, faz propaganda “amordaçado” após operação da PF. Empresário foi um dos alvos de operação que investiga troca de mensagens a respeito de um possível golpe de Estado caso Lula vença as eleições.
SEXTOU COM O RUY
Se Warren Buffett fosse brasileiro, qual ação ele compraria? Um investimento recente do mago de Omaha dá uma pista. Bilionário está interessado em uma petroleira dos EUA, mas, segundo o colunista Ruy Hungria, um nome brasileiro do setor é ainda mais atraente.
Uma boa sexta-feira para você!
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