Dólar em queda livre, Nubank recebe duro golpe e Itaúsa vende mais ações da XP; confira os destaques do dia
A alta de 5% do petróleo voltou a escancarar para o mundo como as empresas nacionais do setor podem ser uma joia na carteira dos investidores

A guerra na Ucrânia logo completará um mês e as notícias que chegam do leste europeu agora parecem se tratar de mera rotina, disputando espaço com a pressão inflacionária e o futuro da economia global.
As negociações para um cessar-fogo não andam, o governo russo não mostra sinais de que as sanções econômicas são suficientes para frear a investida militar e dirigentes do Federal Reserve voltam a defender uma alta mais agressiva na taxa de juros.
Rotineiramente, as bolsas americanas reagem mal a esses fatores e, por isso, amargaram mais um dia de perdas significativas nesta quarta-feira (23). Já o Ibovespa nadou com facilidade no sentido contrário.
A alta de 5% do petróleo voltou a escancarar para o mundo como as empresas nacionais do setor podem ser uma joia na carteira dos investidores e, por isso, a bolsa brasileira encerrou o dia em alta de 0,16%, aos 117.457 pontos. A instabilidade dos primeiros minutos do pregão não persistiu ao longo da sessão.
Mas quem segue sendo o verdadeiro destaque é o dólar, que engatou o sexto pregão seguido de queda e já é negociado a R$ 4,8442, após um recuo de 1,44% – sustentado principalmente pelo forte fluxo estrangeiro em direção às companhias produtoras de commodities. Esse é o menor nível para a moeda americana frente ao real desde março de 2020.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quarta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
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LUZ NO FIM DO TÚNEL?
IRB (IRBR3) volta a dar lucro em janeiro, puxado por benefício em ação judicial. Ganho de R$ 114,1 milhões no primeiro mês do ano contou com efeito não-recorrente, mas números também trazem melhoras nas linhas operacionais.
DESINVESTIMENTO
Itaúsa (ITSA4) se desfaz de R$ 1,8 bi em ações da XP e avisa que deve vir mais por aí. Venda corresponde a 2,14% do capital total da corretora e deixa a ITSA4 com 11,51% da gigante de investimentos.
MUDANÇA À VISTA
Golpe duro no Nubank: redução nas tarifas de cartões pode encolher a receita do banco em mais de 2%. Um possível corte nas taxas do pré-pago da Mastercard traria impactos diretos às finanças do NUBR33.
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CAÇADORES DE OPORTUNIDADES
Aprenda com o “rei” dos dividendos de fevereiro: Valora Hedge Fund (VGHF11) aproveita desconto na B3 e aumenta posição em ações de shoppings e properties. O fundo imobiliário embarca no momento de baixa do mercado para aumentar sua posição em dois tipos de ativos do setor.
POUCO EFEITO
Por que a alíquota zero de imposto do etanol não deve conter a alta dos combustíveis. A decisão de zerar tributo de importação do etanol e dos alimentos tem maior impacto eleitoral do que econômico, segundo especialistas.
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