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Se o cenário está complicado (ou “desafiador”) para a bolsa, a renda fixa ficou ainda mais atrativa depois que o BC brasileiro elevou a taxa básica de juros (Selic) para 12,75% ao ano
Em pouco mais de duas décadas como jornalista, eu aprendi uma coisa ou outra sobre como as empresas adoram se valer de expressões vazias para mascarar a realidade.
O termo “desafiador”, por exemplo, costuma ser um eufemismo para dizer que, na verdade, a coisa está bem feia.
Um caso emblemático é o da Natura, que usou a palavra nada menos que seis vezes no relatório que acompanhou o tenebroso balanço do primeiro trimestre divulgado na quinta-feira.
Aqui no Seu Dinheiro nós abominamos esse tipo de embromação corporativa. E os investidores também parecem não acreditar mais quando executivos e autoridades tentam dourar a pílula.
As bolsas tiveram mais uma semana de perdas com a visão de que os juros ainda terão de subir muito lá fora para conter a escalada da inflação — por mais que os bancos centrais sinalizem o contrário.
Aqui no Brasil, o Ibovespa também segue em trajetória de queda e praticamente devolveu todo o ganho acumulado nos primeiros meses do ano.
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Se o cenário está complicado (ou “desafiador”) para a bolsa, a renda fixa ficou ainda mais atrativa depois que o BC brasileiro elevou a taxa básica de juros (Selic) para 12,75% ao ano.
Para ajudar você a tomar as suas decisões de investimento de forma prática, sem meias palavras, trouxemos dois destaques nesta semana. A Julia Wiltgen mostra como ganhar 1% ao mês em investimentos de baixo risco — e ainda líquido de imposto de renda.
Mas se você entende que a queda das ações abriu uma oportunidade de compra, a Larissa Vitória apresenta as ações mais quentes dentro das carteiras recomendadas das corretoras para maio.
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