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O governo dos EUA divulga hoje os números do PIB no segundo trimestre. Entenda como os números da economia norte-americana mexem com os seus investimentos
A disparada da inflação tornou-se um fenômeno global nos meses que se seguiram à disseminação do coronavírus entre nós.
A primeira reação dos banqueiros centrais à pandemia foi um afrouxamento monetário que sustentou a liquidez nos mercados financeiros enquanto a economia real patinava.
Desemprego em alta, inflação galopante e quebra das cadeias de suprimentos foram os impactos mais nítidos no primeiro momento.
Os dirigentes dos principais bancos centrais do mundo sabiam que em algum momento precisariam retirar os estímulos. Mas quando?
Havia uma expectativa de que tudo aquilo passasse logo e a retirada dos estímulos pudesse ser feita de maneira mais gradual. Mas a expectativa estava mais para torcida mesmo.
Quem quase rifou a credibilidade nessa brincadeira de gosto duvidoso foi o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell.
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A insistência de Powell na avaliação de que a alta dos preços seria um fenômeno passageiro virou até meme.
Quando a inflação começou a visitar os níveis mais elevados em décadas, a ficha caiu. O Fed deu então início a um agressivo aperto monetário.
Agora, pela segunda reunião seguida, a autoridade monetária norte-americana elevou a taxa de juro em 75 pontos-base.
Acredita-se que ainda não seja o suficiente. Novas altas de juro devem vir nos próximos meses. E mesmo assim os mercados financeiros reagiram em forte alta.
Mas por quê?
Porque já há quem diga que o Fed tenha se recolocado à frente da curva. Mas não só. Já tem gente dizendo que Powell resgatou a credibilidade do banco central por ele chefiado.
O fato é que os participantes do mercado financeiro recebem hoje um novo dado para saber se essa avaliação se sustenta.
O governo dos Estados Unidos divulga hoje os números do PIB no segundo trimestre.
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LIVRE DAS PUNIÇÕES
Petrobras (PETR4) troca multas da ANP por investimento de R$ 1 bilhão em exploração e produção no País. O acordo já terá um efeito significativo no balanço da petroleira, cuja divulgação deve acontecer hoje após o fechamento do mercado.
MELHOR QUE O ESPERADO
Lucro do Santander (SANB11) cai no 2T22, mas vem pouco acima do esperado. Inadimplência contraria expectativa e fica estável. Queda no lucro também afetou a rentabilidade do banco, que caiu 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2021.
LUCRO LÍQUIDO
Ambev (ABEV3) vende mais cerveja e tem lucro de R$ 3 bilhões no segundo trimestre, alta de 4,2%. Apesar da pressão sentida pelo aumento de custo das commodities e alta da inflação, a empresa viu crescimento no consumo fora de casa.
DESTAQUES DO BALANÇO
Lucro da Suzano (SUZB3) despenca, mas empresa anuncia recompra de ações e aumenta em R$ 2,5 bilhões a previsão para investimentos. Acompanhamentos positivos para os resultados bons para a companhia, já que seu lucro líquido recuou 98% na base anual.
E AGORA, ZUCKERBERG?
Não curtiu: Meta vê a receita encolher no trimestre. A controladora do Facebook e do Instagram ficou aquém das projeções de receita e lucro por ação. Veja os detalhes do balanço.
ESTRADA DO FUTURO
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